Profunda desonestidade política
A Câmara Municipal do Seixal acusou Francisco Louçã de «profunda desonestidade política» devido às declarações que proferiu no dia 9 de Maio na Conferência A Europa e a Política Fiscal, promovida pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Diário de Notícias e TSF, a qual foi inclusivamente transmitida em directo. O coordenador do Bloco de Esquerda afirmou nessa ocasião que «se fizéssemos uma viagem agora de Gondomar até ao Seixal encontraríamos 27 hectares de uma zona não rural mas ecológica que, porque passou a fazer parte do corredor da ponte Chelas-Barreiro, foi vendido por 300 mil euros, era uma zona ecológica, foi urbanizada por decisão da Câmara Municipal e vendida depois por 27 milhões de euros. Este caso não foi investigado».
A autarquia esclarece que no município do Seixal «nunca tal operação ocorreu, em nenhum momento nem em qualquer parcela do seu território», lembrando ainda que ali o «planeamento e o ordenamento do território sempre foram encarados de forma estratégica, na defesa do interesse público e das populações». Tanto assim é que o município foi pioneiro nestas áreas, com o seu Plano do Seixal, de 1977, a que se seguiu a aprovação de um dos primeiros Planos Directores Municipais do País, em 1993.
Depois de esclarecer que no município do Seixal «todas as operações urbanísticas resultam da rigorosa observância, sem quaisquer excepções, do estabelecido nos instrumentos de ordenamento do território, conforme preconizado pela lei», a autarquia acrescenta que o corredor da ponte Chelas-Barreiro nem sequer abrange qualquer parcela do território municipal do Seixal.