Cidade da Juventude

Corações ardentes e muita organização

Gustavo Carneiro

Image 5546

Se a Festa do Avante! é, cada vez mais, a festa da juventude tal deve-se em grande medida ao papel que nela desempenham os jovens comunistas. Exemplares na dedicação com que cumprem as mais variadas tarefas colocadas durante a construção e funcionamento, são também notáveis na sua entrega aos espectáculos, aos debates, à animação e, claro, aos dois comícios.

O funcionamento da Cidade da Juventude – que, nunca é de mais lembrar, é construída do primeiro tubo ao último retoque por jovens – é um exemplo ímpar de como a acção organizada não tolhe a energia revolucionária. Pelo contrário, potencia-a, dá-lhe sentido, fá-la desaguar numa torrente imensa de milhares de jovens unidos por um objectivo comum, a transformação do mundo e da vida. Se, como dizia Lénine, as revoluções se fazem com organização e corações ardentes, então podemos estar seguros de que a Juventude Comunista Portuguesa e os seus militantes estão cá para a fazer!

E nem era preciso entrar na Cidade da Juventude para nos apercebermos disto: por toda a Festa, durante os três dias, foram muitos os que venderam o AGIT, enquanto que outros, integrando as brigadas de contacto, abordaram os jovens visitantes explicando-lhes os objectivos e os ideais da JCP, tendo como base o Manifesto à Juventude Portuguesa, aprovado no 9.º Congresso da organização, em Maio passado. Muitos, esclarecidos e contagiados não só pelo ambiente da Festa mas igualmente pela capacidade realizadora dos comunistas, derrubaram as últimas dúvidas e aderiram à JCP, juntando-se assim à organização revolucionária da juventude portuguesa.

E foi com a mesma determinação que os jovens comunistas participaram (e mobilizaram outros) nos dois principais actos políticos da Festa do Avante! – a abertura e o comício de encerramento. No desfile para o comício de domingo, empunhando as suas reivindicações e dizendo de sua justiça, centenas de militantes e amigos da JCP percorreram vários espaços da Quinta da Atalaia contribuindo, com a sua alegria, para que alguns dos que por ali andavam vencessem a hesitação e se juntassem à marcha.

Uma vez no comício, foi com particular entusiasmo que ouviram o dirigente da JCP Diogo d'Ávila falar do «sorriso no rosto» com que os jovens comunistas construíram e participaram na Festa, o «sorriso do orgulho de lutarmos pela construção do socialismo, impulsionados pelo Partido da juventude, este grande Partido Comunista Português». Foi precisamente este o que foi visível naqueles rostos jovens ao longo de toda a Festa. Mesmo – ou sobretudo – quando cumpriam alguma tarefa, ainda que fosse a mais dolorosa de todas, a desimplantação do seu espaço, iniciada logo na noite de domingo.


A felicidade de estar na luta

Image 5547


Na Cidade da Juventude, como já se disse, tudo foi feito pelos jovens e a pensar nos jovens. Na exposição política e na decoração dos vários espaços estavam plasmadas as suas principais preocupações, aspirações e lutas: da reclamação de emprego com direitos à exigência de uma educação pública, universal e gratuita, passando pela garantia do acesso universal à cultura – efectivado, ali, no Palco Novos Valores, por onde passaram 12 bandas (oito das quais apuradas nos festivais que deram oportunidade a mais de 100 grupos de mostrarem o seu valor, perante 5000 pessoas).

Mas desengane-se quem pensar que ali se ouviram lamentos e queixas acerca das densas nuvens negras que pairam sobre o presente e o futuro de toda uma geração. Nada disso. Houve, sim, a constatação de uma brutal ofensiva contra direitos elementares e muitas reivindicações, sempre com os olhos postos numa vida melhor e com a plena consciência de que – como se lia, aliás, num dos principais painéis daquele espaço – só com a luta se constrói o futuro.

E era de luta que falava a exposição política. Da luta travada por milhares de estudantes dos ensinos Básico e Secundário, em 4 de Fevereiro e 24 de Março, para além de centenas de acções nas escolas; ou pelos estudantes do Ensino Superior, que saíram à rua em Novembro do ano passado afirmando que «somos estudantes não somos clientes»; ou ainda da luta travada pelos jovens trabalhadores, nomeadamente no dia 26 de Março, quando se manifestaram em Lisboa contra o desemprego, a precariedade e os baixos salários, que os afectam de forma particular. Os recentes ataques ao associativismo, à cultura, ao desporto e à habitação compõem o ramalhete desta política no que à juventude diz respeito.

O 9.º Congresso da JCP, realizado em Maio, foi um momento alto de «afirmação da luta juvenil», afirmava-se na exposição, enquanto que o 17.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, a ter lugar em Dezembro na África do Sul, afirmará esta mesma luta à escala planetária. No bar dedicado a esta grande realização, a agitação foi constante, assim como em todos os outros espaços onde era possível beber ou comer alguma coisa.

Na banca do AGIT, para além do jornal, vendia-se bonés e camisolas. Uma delas, azul, tinha uma citação de Álvaro Cunhal retirada de O Partido com Paredes de Vidro: «Que ninguém tenha vergonha de ser feliz, além do mais porque a felicidade do ser humano é um dos objectivos da luta dos comunistas!» E é só lutando por este objectivo que os jovens comunistas são felizes.


Palavras combativas

 

Image 5545

Nos três debates realizados na Cidade da Juventude esteve patente a ideia de que é importante conhecer a realidade que nos rodeia com o objectivo de sobre ela agir para a transformar. Fosse o tema a guerra, o ambiente ou os direitos da juventude, nunca o tom foi de resignação e de medo. Nem quando o inimigo a enfrentar assume a forma toda-poderosa de uma aliança militar agressiva como a NATO ou agita o espantalho da destruição do próprio planeta através do aquecimento global ou das emissões de carbono...

No primeiro debate, realizado à hora de almoço de sábado, Pedro Guerreiro, do Comité Central do Partido, Tiago Vieira, presidente da Federação Mundial da Juventude Democrática e dirigente da JCP, e Helena Barbosa, da Direcção Nacional da JCP, confirmaram o lema segundo o qual Quem faz a guerra não quer a paz. Pedro Guerreiro chamou a atenção para a cimeira que a NATO realizará em Lisboa no mês de Novembro, lembrando que nesta reunião não estará em cima da mesa o desaparecimento da NATO, mas sim o reforço da sua vertente agressiva. Quando surgiu, em 1949, a NATO tinha como objectivo central travar o processo libertador iniciado com o final da II Guerra Mundial, quando vários países enveredaram pela via socialista e vastos territórios do mundo se libertaram do colonialismo.

No caso de Portugal, que foi um dos 12 países fundadores da NATO, o dirigente do PCP acusou as autoridades do País de colocarem as forças armadas a reboque da NATO, transformando-as numa espécie de «corpo expedicionário dos Estados Unidos da América».

Depois de Pedro Guerreiro reafirmar o empenho do PCP na criação de um movimento de contestação a esta cimeira, Tiago Vieira chamou a atenção para a grande manifestação marcada para o dia 20 de Novembro em Lisboa. E lembrou que noutras ocasiões, mesmo em momentos mais difíceis (como é o caso da ditadura fascista), a juventude portuguesa demonstrou a sua oposição à NATO e aos seus objectivos. Helena Barbosa apelou, em seguida, à participação dos jovens no 17.º FMJE, onde a luta contra o militarismo e a guerra ocupará um lugar central.

Poucas horas depois, foi a vez de se debater O Ambiente e a Qualidade de Vida. O deputado do PCP Miguel Tiago considerou que «no capitalismo não é possível parar de destruir a natureza», devido à própria dinâmica do sistema, baseado na exploração e na apropriação da riqueza por um punhado de grandes capitalistas. Sobre Quioto e Copenhaga, Miguel Tiago afirmou que esse não é o caminho a seguir, já que se procura disfarçar as responsabilidades do sistema na destruição da natureza. «Nem todos temos as mesmas responsabilidades», lembrou. Elísio Sousa, da Comissão Política da JCP, alertou para a «privatização» da natureza e dos recursos, apelando ao combate contra a tentativa de apropriação privada de algo que pertence a todos.

Avante com a luta pelos direitos da juventude foi o tema do debate realizado no domingo, que contou com a participação de Rita Rato, Vanessa Borges, Anabela Laranjeiro e Rita Santos, todas da JCP. E aqui falou-se dos cortes na acção social escolar, na transformação de universidades em «fundações», do aumento brutal das propinas, da gestão privada das escolas. Ou seja, da diminuição da formação e da elitização do acesso e frequência... Não se esqueceu de referir a precariedade (que afecta mais de um milhão e 400 mil trabalhadores) e o desemprego, que atinge os jovens de forma muito particular (20,3 por cento dos desempregados registados têm menos de 35 anos). De todos os debates, saiu uma mesma conclusão: é preciso lutar, lutar sempre!


Palco Novos Valores

 

Image 5549

Em doze vibrantes concertos realizados no Palco Novos Valores, as jovens bandas deram o seu melhor para justificar a sua presença na Festa do Avante! e para aproveitar ao máximo o momento. O público correspondeu, com uma constante presença solidária



Mais artigos de: Festa do Avante!

«Portugal a Produzir» reabre portas a Abril

No Espaço Central, as ideias da campanha «Portugal a Produzir», lançada pelo PCP nesta Festa do Avante!, foram desenvolvidas numa vasta e consistente exposição e estiveram presentes em debates no Fórum e noutros espaços. À crise do...

Organizar é decisivo

«Quem quiser olhar e entender o PCP e a sua luta; quem quiser despir-se de preconceitos e fazer uma viagem pela sua história, perceber de onde vem a sua força, a sua combatividade», deve ler «O Partido com Paredes de Vidro», uma das mais profundas...

Os 120 anos de Maio<br> nos nossos dias de lutar

Mais do que prestar uma justa homenagem aos milhões de trabalhadoras e trabalhadores que, ao longo da história, não baixaram os braços e decidiram exigir das classes dominantes melhores condições de vida, a comemoração dos 120 anos do...

Não à NATO!

«Por Abril, pela Paz, não à NATO» foi o tema de um debate que, pelo leque de oradores, reflecte a importância que o PCP dá a esta questão. Na mesa, para além de Manuela Bernardino, em nome do Partido, estavam representantes do Conselho...

Combater ofensiva ideológica

A ideologia da classe dominante difundida pelos media – que têm o PCP como alvo permanente – marca decisivamente o comportamento da sociedade. Seja através do que noticiam ou silenciam, seja dos artigos de opinião escritos por várias pessoas que...

«Todos os nomes»

O Partido não esquece os seus. E isso pode ver-se todos os anos na Festa do Avante!. Lénine, «teórico genial, gigante revolucionário», cujo 140.º aniversário de nascimento se assinala este ano, foi o grande homenageado do espaço da...

Na vanguarda... do retrocesso

Nas empresas que - na prática e na imagem pública - mais uso dão às tecnologias de informação e comunicação, as relações laborais são determinadas por um grande desequilíbrio, em desfavor dos trabalhadores....

Defender a Constituição

A Constituição da República Portuguesa – cuja revisão o PSD pretende agora impor e que o PS agarra como tábua de salvação para desviar as atenções da política marcadamente de direita que tem realizado e apresentar...

Resistência e luta em discurso directo

O Espaço Internacional foi, novamente, o lugar certo para debater alguns dos temas mais candentes da actualidade, dando voz à resistência e à luta dos trabalhadores e dos povos.

Festa da solidariedade

Já dissemos, mas nunca é demais repetir, que a Festa do Avante! é terreno fértil onde se semeia a solidariedade de classe e germina o internacionalismo proletário. Mas este ano com redobrada razão o afirmamos. Em quatro organizações...

Manifestações de classe

O Palco Solidariedade foi, igualmente, espaço de convergência de várias correntes musicais e outras formas de expressão artística. Por lá passaram, entre outros, os Zé Pedro dos Xutos, os Bang Balan, o Projecto ATMA, os Roncos do Diabo e os...

Delegações internacionais

A Festa do Avante! deste ano acolheu 43 delegações de partidos comunistas, operários e progressistas de todo o mundo, cuja composição publicamos abaixo: Partido Comunista Sul Africano - Chris Mathlako; Partido «A Esquerda», Alemanha - Halina...

Ninguém faz tanto pelo desporto de massas

Falar do carácter único da Festa é falar de uma realidade amplamente reconhecida, seguramente desde a sua primeira edição, já lá vão 34 anos. Sublinhar a singularidade, mesmo parecendo repetir o óbvio, nunca é porém...

Trabalho, esforço, beleza

As Galas que habitualmente preenchem as noites de sexta e sábado no Polidesportivo proporcionam sempre momentos de grande efeito e beleza, marcados pela qualidade artística e pela perfeição técnica. Este ano assim voltou a acontecer, correspondendo...

Novo recorde de atletas na meta

Foram 1448 os atletas que cortaram a meta junto ao Largo da Atalaia, o que significa que a Corrida da Festa bateu este ano um novo recorde absoluto quanto ao número de corredores que a concluíram. A prova rainha da Festa, vincadamente popular, com crédito firmados desde...

A paixão pelo futebol

O torneio de futsal sénior e o Avante Jovem são duas das provas que mobilizam maior número de equipas e atletas. Com lugar cativo no preenchido calendário de iniciativas que compõem o programa de Desporto, estes torneios tiveram o seu ponto alto no passado...

Irrecusável convite

Espaço sempre muito concorrido voltou a ser o dos matraquilhos. Fosse qual fosse a hora, fácil era observar as mesas ocupadas por gente de todas as idades. Os mais novos, alguns deles vivendo a experiência pela primeira vez, partilhando-a com pais ou avós, como o...

A tradição ainda é o que era

Vêm sobretudo dos concelhos ribeirinhos que bordejam a margem esquerda do Tejo, mas também de terras mais a Sul, como Vendas Novas. Têm mão firme e «calibrada», medem bem a distância, o olhar é certeiro. Na competição...

Emigração

Aqui voltaram a matar saudades e a reencontrar-se fraternalmente muitos camaradas que andam «Pelos caminhos do mundo, a caminho de Abril», como referia a frase que anunciava este ponto de encontro e de convívio para todos os que procuram uma vida melhor...

Espaço Imigração

Num estrado da altura de um degrau sucederam-se eventos artísticos e culturais trazidos à Festa pelas comunidades imigrantes, intervalados por um conjunto de jovens DJ que se foram revezando até altas horas, na sexta e no sábado. Não faltaram os sons,...

Espaço Criança

A cargo dos Pioneiros de Portugal, o Espaço Criança voltou a subordinar-se ao público mais privilegiado e cada vez mais numeroso na nossa Festa. A pequenada deliciou-se no escorrega insuflável e noutros equipamentos espalhados por um jardim onde não...

Palco Arraial

Por este palco passaram muitos dos mais importantes grupos e ranchos folclóricos de todas as regiões, mas não só. O espaço dedicado à música popular e tradicional portuguesa animou os visitantes até altas horas, nas noites de...

Café-concerto

Um vasto programa de animações culturais, debates e muito convívio marcaram o programa no café-concerto do Espaço dos comunistas do distrito de Lisboa. Teatro, música portuguesa, brasileira e de outras latitudes intercalaram com sessões de...

Espaço ciência

Durante os três dias da Festa do Avante!, milhares de pessoas passaram pelo Espaço da Ciência, que este ano abordou a «Biodiversidade para um mundo melhor». Num conjunto alargado de painéis, os comunistas sensibilizaram para a causa da biodiversidade,...

Conquistar a igualdade

Com uma atraente esplanada com chapéus de sol, o espaço dedicado à luta das mulheres pela igualdade assinalou, na fachada, o 110.º aniversário do Dia Internacional da Mulher. Numa exposição, junto ao Bar da Igualdade, recordou-se, numa frase...

O desenho em Festa

«O desenho é colocar uma linha em volta de uma ideia», escreveu Matisse, um pintor cujo pincel desenhava frescuras, danças e festas e cujas cores nos encantam, mais de um século após terem sido aplicadas na tela ou no papel. Esta frase fomos...

O espectáculo do espectáculo

«Espectacular» é um termo que, há uma dúzia de anos, se introduziu no léxico das gerações mais novas. Impropriamente, pois que muitas vezes não se alude a algo que tenha a ver com um espectáculo propriamente dito, mas...

Este é o caminho!

Há 20 anos atrás, algures neste terreno da Atalaia, quando o camarada Álvaro Cunhal anunciou a abertura da 24.ª edição da Festa do «Avante!», ecoou espontaneamente a palavra «É nosso!». Um sentimento forte e emotivo de...

Os fotógrafos da Festa

André Santos Ângela Bordalo Bento Machado Bruno Marques Da Maia Nogueira Fernando Teixeira Inês Seixas Jaime Carita Jorge Cabral Jorge Caria José Frade Luís Pó Nuno Pena Rogério...

Quando a Festa pulsou mais forte

No pulsar intenso da Festa do Avante! o comício de domingo à tarde ganhou um lugar muito especial. Emoção, atenção e participação uniram dezenas de milhares de pessoas em torno de saudações, críticas,...

Inevitável é a luta dos jovens

  Saudamos os milhares de camaradas e amigos que mais uma vez marcaram presença na Festa do Avante!, transformando a Quinta da Atalaia num mar de alegria, solidariedade, determinação, camaradagem e de luta, de muita luta. É o mar humano mais bonito de se...

Sempre maior e mais bonita<br>não há Festa como esta

Cá estamos, mais uma vez, no grande comício de encerramento da nossa Festa do Avante!. Por isso, cá estamos, mais uma vez, a saudar quem deve ser saudado. Em primeiro lugar, os construtores da Festa, os militantes do Partido e da JCP e os muitos amigos do Partido que,...

Vencendo adversidades e obstáculos<br>lutamos com confiança

No limiar do encerramento desta 34.ª Festa do Avante! permitam-me que saúde todos aqueles que a projectaram, construíram, realizaram e nela participaram, contribuindo assim para o seu êxito e a reafirmação de estarmos perante o maior acontecimento...

O melhor público do mundo!

Já se escreveu por mais de uma vez que o público da Festa é diferente – exigente, sim, mas generoso, entregando-se a cada espectáculo com uma imensa devoção e reconhecimento, quer se trate de artistas famosos ou de talentos pouco conhecidos....

Beber a água na fonte

No que à chamada música erudita diz respeito, o imenso espaço fronteiro ao Palco 25 de Abril é seguramente a mais insólita – e irreverente – sala de concertos. Descontados os músicos, que ali se apresentam trajados a rigor, tudo o mais...

Viagens musicais

Um palco, três dias, 18 concertos, que corresponderam a igual número de horas, marcaram a programação do Auditório 1.º de Maio, um sucesso mais do que provado, que contou com a actuação de bandas de todo o mundo, nomeadamente de Portugal....

O palco e a realidade

Combinando o trabalho de nomes consagrados com projectos de jovens artistas, de companhias das grandes áreas urbanas com grupos do interior do País, o Avanteatro transmite-nos o pulsar das artes de palco, as tendências, temáticas e preocupações dos...