Despedimentos da EPOS de Neves-Corvo
O Governo mantém-se fechado em copas quanto ao despedimento de 107 trabalhadores pela EPOS – Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas, uma subempreiteira ao serviço nas minas de Neves-Corvo (Castro Verde). Questionado pelo deputado comunista João Ramos no quadro do debate na especialidade do OE para 2014, o ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, nada esclareceu sobre o assunto.
O que só vem agravar as preocupações já manifestadas pelo deputado comunista eleito por Beja que, em 19 de Outubro, endereçara ao Governo um texto onde pedia esclarecimentos quanto ao facto de agora haver um tão grande número de despedimentos quando, há uns meses, era anunciado pelo então ministro Santos Pereira mais investimentos e criação de mais postos de trabalho pela Somincor. Isto depois desta empresa ter anunciado há um ano um investimento na ordem dos 700 milhões de euros, investimento esse que garantiria mais 68 postos de trabalho, segundo então foi dito.
Dessas promessas nada parece restar por ora e o que há são despedimentos, «ocorridos de forma irregular», com trabalhadores dispensados por telefone e outros a ser alvo de despedimentos quando se aprontavam para iniciar a jornada de trabalho, segundo informação chegada a João Ramos.
Na empresa Somincor, concessionária das minas de Neves-Corvo, trabalham cerca de três mil trabalhadores, mil directos e dois mil por via de subempreiteiros.