Entre «migalhas» e «milhões»

Pôr as famílias portuguesas «a pão e água» – é isso que faz o Governo «para proteger e beneficiar o capital financeiro». Trata-se de um «projecto político de empobrecimento em massa» que visa «concentrar a riqueza nos grupos económicos e na banca», denunciou no Parlamento a deputada comunista Rita Rato em recente debate em torno de iniciativas legislativas do PSD relacionadas com pequenos incentivos fiscais às famílias.

Nilza de Sena, em nome da bancada laranja, apresentou-as como tendo um carácter «realista», com «muito significado para as famílias», enaltecendo assim a política governamental.

A deputada comunista deu porém exemplos concretos de situações familiares que ilustram de forma dramática as consequências desta política. E considerou que por trás do discurso do Executivo PSD/CDS-PP o que de facto existe é uma ausência absoluta de vontade em «combater a pobreza».

Paulo Sá demonstrou nesse mesmo debate, por seu lado, que não passa de «migalhas» o conteúdo das medidas do PSD em comparação com o que o Governo roubou nestes dois anos às famílias. Em IRS o saque naquele período ultrapassa os 6300 milhões de euros, em IMI o valor cobrado às famílias atinge os 430 milhões e no imposto sobre veículos o aumento foi de 5% na componente cilindrada e de 13% na componente ambiental.

 



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