da Direcção Nacional da JCP
Estamos na luta
Todos juntos construímos, com as nossas mãos, cada canto deste espaço de Abril, de luta, de liberdade, de trabalho e resistência, de alegria sem tréguas. Aqui estamos, confiantes, determinados, em festa e em luta, com a certeza de que somos muitos, muitos mil para construir Abril de Novo!
Saudamos os milhares de jovens que estão hoje aqui, os que ergueram esta Festa no meio das suas tarefas e lutas diárias, os que estiveram nos debates, nas exposições, que conheceram as lutas do nosso e de outros povos do mundo, que dançam a «Carvalhesa» e transformam a Festa do Avante! na grande festa da juventude. Saudamos também aqueles que, não estando aqui por diversas razões, deram o seu precioso contributo para divulgar e construir a nossa Festa.
Saudamos os cerca de 300 jovens que aqui na festa aderiram a esta luta. Sejam-bem vindos! Mais braços para o trabalho. Mais forças para a imensa alegria que é esta luta da juventude. Sejam bem-vindos!
Na Juventude Comunista Portuguesa, no nosso Partido, como na acesa luta de classes que se desenvolve no nosso País e no mundo, os jovens não são só o futuro, são uma força essencial do presente. É agora que, sujeitos à mais dura ofensiva, resistimos. É agora, que, como jovens, estudantes e trabalhadores, temos de tomar consciência do nosso poder colectivo, tomar nas nossas mãos a construção de um presente que decidirá o nosso futuro. Esse presente, essa luta, está nas escolas, nas empresas, nas ruas. A batalha é longa, dura e difícil, mas não tenhamos dúvidas de que a luta imensa que está em curso fará a ruptura com a política de destruição do nosso País.
Sabemos, independentemente da nossa idade, o significado da palavra «exploração», da palavra «resistência», da palavra «luta», da palavra «Abril». Ontem, como hoje, foram os trabalhadores, o povo, a juventude, que conquistaram os direitos. Fomos sempre nós que construímos o futuro. É esse o caminho, é nessa luta que estamos! Pela educação, pública, gratuita, democrática e de qualidade para todos. Contra o desemprego e a precariedade, pelos direitos. Estamos na luta pelo acesso à cultura e à criação artística, pelo apoio ao associativismo e ao desporto. Estamos na luta pelo cumprimento da Constituição da República Portuguesa. Cá estamos, de rosto erguido e confiantes na luta.
Confiança na juventude
Somos filhos da Revolução. É nos cravos de Abril que reside o nosso futuro.
Materializando as palavras de Álvaro Cunhal, estamos a «tomar nas nossas mãos os destinos das nossas vidas». Fizemos greve, ocupámos as praças, o «Terreiro do Povo», as ruas e avenidas do nosso País, as portas das empresas, os portões das escolas, as residências e cantinas das universidades, trazendo à luta, pelos valores de Abril, milhares de jovens.
Valores da liberdade, da justiça, do progresso e da Paz, valores que estarão presentes em Dezembro, no Equador, no 18.º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes.
Lá estaremos presentes, ao lado de milhares de jovens, rejeitando o imperialismo e a invasão de países soberanos, solidários com as lutas de todos os povos do mundo. Daqui enviamos uma palavra especial à juventude síria, a quem dizemos: «Estamos convosco e tudo faremos para que não seja possível ao imperialismo, apoiado hoje pelo Governo português, agredir ainda mais o vosso país!»
Enfrentamos cada uma das batalhas com confiança na juventude, na sua criatividade, no seu poder e na sua luta. Confiança que vamos buscar a cada batalha que travamos, cada experiência nova, cada vitória alcançada. Como a dos estudantes de Belas-Artes do Porto, ou a dos jovens trabalhadores do Minipreço da Miguel Bombarda, e tantas outras... A luta é o caminho!
Daqui, da Atalaia, apelamos à juventude portuguesa para um grande envolvimento na batalha das eleições autárquicas, para que levem a luta de todos os dias até ao voto. Apelamos para que se juntem a nós, dêem passos em frente na sua luta, continuem a exigir viver, estudar e trabalhar neste País. Os valores de Abril são o futuro da juventude, como afirmamos na preparação do 10.º Congresso da JCP, que se realiza no próximo ano.
Não nos resignamos ao pacto de agressão, da tristeza e do desemprego. Estamos confiantes, somos capazes e «temos força bastante» para abrir portas a uma democracia avançada rumo à construção da sociedade socialista e do comunismo, fazendo «por nossas mãos tudo o que a nós nos diz respeito».