Diz o primeiro-ministro que o pacote laboral é amigo dos trabalhadores e o Governo das famílias… Amigo ou “amigo”? É, de facto, uma questão de aspas. De hipocrisia ou de verdade. De coerência entre palavras e actos ou da absoluta falta dela. Da diferença entre os que enchem a boca com a defesa das “famílias” ao mesmo tempo que infernizam a vida da grande maioria delas (a braços com baixos salários, horários desregulados, vínculos laborais instáveis, acumulação de empregos, rendas e prestações de casa altíssimas e os bens essenciais cada vez mais caros) e os que efectivamente se batem por uma vida melhor para quem trabalha e trabalhou, para mães, pais e filhos.