Conheces e confias
A CDU é a força que concorre a mais órgãos municipais: 304 dos 308
Uma grande frente unitária e popular, com obra feita e provas dadas, em situações de maioria ou na oposição, que se distingue e distancia das opções e gestão do PSD e do PS – forças maioritárias no poder local – na defesa dos serviços públicos, dos direitos dos trabalhadores, no planeamento e resposta às necessidades das populações, na participação e vivência democrática, na recusa do clientelismo, da demagogia e do favorecimento dos interesses dos grupos económicos que procuram capturar o poder local.
Por mais que isto possa custar a alguns, em Portugal há uma experiência própria no poder local que é protagonizada pela CDU. Há uma alternativa que não se confunde com a alternância entre PSD e PS. Há um espaço de convergência democrática que não está ao serviço da política do centrão. Há um campo de intervenção que não está rendido ao neoliberalismo, às privatizações, à especulação imobiliária, às parcerias público-privadas e que, em muitos casos, não se limita a combater o que está, assume mesmo o poder, como acontece em 19 concelhos e em dezenas de juntas de freguesia.
A presença e a força da CDU no poder local em Portugal são, para o grande capital, uma espinha cravada na garganta. É isso que explica, no fundamental, a animosidade mediática que mais uma vez enfrentamos numas eleições, em contraste, e não por acaso, com a promoção dada ao Chega, que aparece a toda a hora e em todo o lado, por tudo e por nada. Aliás, não é preciso ter nenhum dom de adivinhação para perceber o guião com que irão a tratar a CDU nas televisões: quando não estiverem a falar nas câmaras que “a CDU irá perder”, falarão do sectarismo do PCP e da sua “recusa” em integrar as candidaturas do PS, que alguns apresentam como “coligações de esquerda”. Tudo isto embrulhado numa espécie de tentativa de transformar as autárquicas numa segunda volta das eleições legislativas, esvaziando-as do seu conteúdo e enquadramento local, e favorecendo, não quem está próximo das populações, mas quem aparece nas televisões.
Nestas eleições cresce também o número das ditas “listas de cidadãos eleitores”, no fundamental listas de desavindos com os partidos de origem e que procuram cavalgar o discurso antipartidos e antidemocrático. Em alguns casos, para lá de projectos pessoais, são listas nas quais o PS e o PSD se escondem, como acontece com o PSD em Setúbal, ou mesmo em Santiago do Cacém, com uma coligação entre PS e PSD, cujo objectivo é tirar a câmara à CDU. Uma opção que não deixa de ser reveladora, sobretudo quando nos procuram confrontar com o facto de não prescindirmos, e bem, de uma candidatura própria em Lisboa, que rompa com o percurso que PSD e PS têm vindo a impor à capital do País. Se alguém tem de ser confrontado com as suas opções é o PS, que viabilizou todos os orçamentos do PSD em Lisboa, ao mesmo tempo que os chumbava em Évora, Setúbal ou Seixal. Ao contrário de outros, não ficamos a assistir à disputa entre Carlos Moedas e Alexandra Leitão, a ver quem é que mete mais câmaras de vídeo-vigilância na cidade, quem fará mais PPP com o património municipal ou quem dará mais à websummit em detrimento da Carris. O nosso projecto para a cidade é outro, é coerente e é melhor, e por isso é uma escolha legítima e necessária.
Não podemos nem devemos subestimar o quadro adverso que nos procuram impor. Mas temos razões para partir para esta recta final das eleições autárquicas com confiança. As listas, o trabalho realizado ao longo do mandato, as iniciativas de campanha, a participação dos nossos candidatos nos debates, os contactos porta a porta com comerciantes, colectividades, moradores, as acções de rua pequenas e grandes, a relação com os trabalhadores das autarquias, a forma como somos recebidos nas associações, os apoios que estamos a recolher, a presença nas redes sociais, tudo isto está e vai fazendo o seu caminho. Um caminho que afirma que é possível viver melhor na nossa terra. Um caminho que traz consigo a esperança e os valores de Abril.




