Fazem todos falta
Numa grande diversidade de iniciativas, vai-se afirmando a CDU, força que permite às populações construir, pelas suas mãos, um outro País. Faltam 17 dias para as eleições, são 408 horas para falar, ouvir e esclarecer.
Muitos anos de ligação à vida e às populações
A CDU é a única força política que se candidata a todos os órgãos municipais em Portugal continental e na Madeira, assim como a 15 dos 19 municípios nos Açores. Depois de longos meses a construir as listas, onde milhares de activistas contribuíram para este feito, importa agora garantir que não fica uma única conversa por fazer.
A escassos dias do início oficial da campanha, os candidatos, activistas e amigos da CDU desdobram-se para garantir centenas de acções e iniciativas. Paulo Raimundo participou em algumas destas, intervindo e dando força para a construção de um grande resultado.
É aqui que está o povo que luta contra a pobreza, contra a injustiça e que não se resigna perante as reformas de miséria. Nas listas, são mais de 35 mil candidatos, entre os quais mais de 12 mil independentes – 12 mil que, não sendo comunistas ou ecologistas, encontraram nesta força unitária e popular o espaço onde se podem tornar protagonistas da sua vida. Também as mulheres assumem um papel determinante neste projecto, constituindo 45% da totalidade das candidaturas, encabeçando listas (como no caso de Cascais, uma destas iniciativas, onde as listas às quatro juntas são lideradas por mulheres) e dando o seu indispensável contributo.
A diferença entre a CDU e as demais forças vai muito além da obra feita, está também nas pessoas a que essa obra se destina. Um projecto que encontra o seu destino nos seus próprios construtores – as populações que procuram viver melhor nas suas terras.
São muitos anos de ligação à vida e às populações, património de uma dimensão de que mais nenhuma se força pode gabar. Que se active este património, caminhando de forma confiante e cabeça erguida.
Reforçar o parque habitacional
Numa tribuna em Santarém em torno das questões da habitação (na foto abaixo), o Secretário-Geral alertou que «o acesso à habitação é hoje um drama para todos, em particular para os mais jovens». Na sua intervenção, defendeu duas medidas essenciais: um investimento «de pelo menos 1% do PIB» em habitação pública e o enfrentamento dos grandes interesses económicos.
José Rui Raposo, candidato à presidência da Câmara, anunciou quatro grandes intervenções de requalificação urbana: a requalificação do Campo Emílio Infante da Câmara, a valorização do Centro Histórico, a criação de percursos pedonais e cicláveis nas encostas de Santarém e a definição de um plano estratégico integrado para o perímetro da ex-EPC e áreas adjacentes. Por sua vez, Rita Correia, cabeça de lista à Assembleia Municipal, denunciou a insuficiência da Estratégia Local de Habitação, desenhada pelo actual executivo, assim como o incumprimento dos seus objectivos.
Loures merece muito melhor
Numa iniciativa onde ficou bem patente toda a força de uma CDU reforçada e pronta para voltar a assumir os destinos do concelho, Gonçalo Caroço disse que «olhando para esta plateia, vemos o Concelho de Loures», com pessoas de todas as freguesias e idades, prontas para dar mais força à vida dos lourenses.
A mobilidade é um dos principais problemas dos munícipes, sendo determinante que o metro sirva a região e que se avance por mais horários nos comboios, uma empreitada que, sendo competência do Governo, tem de ser exigida pela Câmara. Também o reforço do número de médicos de família, a abertura da repartição de finanças em Sacavém e o aumento das vagas em lares de idosos e creches foram pontos abordados pelo candidato da CDU a presidente de câmara.
Depois de «quatro anos perdidos, que equivaleram a zero novos fogos construídos e disponibilizados», importa agora inverter completamente as prioridades na habitação, com a disponibilização de pelo menos 550 novos fogos.
Fazer o que falta em Cascais
Carlos Rabaçal, candidato à Câmara de Cascais, afirmou que é preciso respeitar os trabalhadores municipais, condição indispensável para uma gestão urbana transparente e que respeite o património do Concelho, como a Quinta dos Ingleses.
Quanto à habitação, o candidato deu o exemplo do bairro da Torre e da Adroana, onde o contacto próximo com os moradores tem levado à aproximação e dinamização das comissões de moradores. Em Cascais, existem 500 fogos divididos por 130 AUGI (área urbana de génese ilegal), o atraso na legalização é uma «situação de desrespeito e esquecimento» que semeia a instabilidade na vida de centenas de famílias. O apoio ao movimento associativo é também um aspecto determinante. As colectividades sentem-se abandonadas, como em Tires e Alcabideche, sendo alvo de despesas injustas, como o pagamento de centenas de euros em carretéis para o combate aos incêndios.
Propostas necessárias para a Nazaré
João Delgado avançou com um conjunto de propostas para o concelho da Nazaré, a cuja câmara concorre pela CDU. Defendeu a valorização «incondicional» do trabalho e dos trabalhadores, a realização de uma auditoria às contas do município e a promoção de uma consulta popular para a necessária revisão do PDM.
Na área da habitação, sublinhou que, «nunca substituindo o Estado Central», a CDU procurará implementar soluções locais, como a habitação pública com rendas apoiadas, a disponibilização de terrenos municipais para construção em modelo cooperativo e a requalificação de edifícios públicos devolutos. Apontou ainda medidas na mobilidade e trânsito, na requalificação da rede de saneamento básico e do abastecimento público de água, na implementação de um plano de desenvolvimento estratégico para a Cultura e na requalificação do parque escolar, entre outras intervenções.
Força capaz de transformar Alenquer
«É neste quadro que a nossa intervenção é mais precisa», apontou Ernesto Ferreira, actual vereador e candidato da CDU à presidência de Alenquer, referindo que «há muito cheiro a mofo» a fazer lembrar outros tempos, o que reforça a importância de afirmar cada vez mais a alternativa política incorporada pelas CDU.
Se, hoje, não há candidato que não «proponha o regresso à esfera pública da gestão da água e dos resíduos», esta unanimidade não se verificava nos momentos em que a CDU lutava sozinha contra o crime que foi a sua privatização, sendo que a reversão da mesma continua a ser adiada sem que nada se faça para preparar o regresso à esfera pública.
É preciso «saber o que fazer» com o património da Câmara, algo que a maioria PS no executivo demonstrou não saber, como com as antigas instalações da GNR em Alenquer.
«Em quase 50 anos, não foi por falta de tempo», apontou o candidato, afirmando que é hora de dar o voto a quem sempre aqui esteve.»
Caminho diferente para Aveiro
Num comício animado pela música de Freddy Strings, Miguel Leitão e Nuno Silva, ficou clara a força daqueles que procuram construir um futuro alternativo para a sua terra. Isabel Tavares, primeira candidata da CDU à Câmara de Aveiro, afirmou que na «essência do trabalho autárquico» tem de estar a «defesa das populações», estas que são prejudicadas quando o poder autárquico se alinha com a política negativa do Governo.
Num «contexto de ausência de respostas», a CDU apresenta-se enquanto solução, «em todos os concelhos do distrito», defendendo «uma mudança de rumo».
Aveiro é hoje um concelho dividido, com zonas que «continuam subdesenvolvidas» e com falta de equipamentos básicos. É preciso reverter os processos de privatização das águas e dos resíduos, assim como o processo de municipalização da educação, abrindo caminho para um concelho que sirva verdadeiramente quem aí vive e trabalha.




