Mentiras e ilusões
O Governo espalha a ilusão de que está em curso a «recuperação» e de que «existe um pós-troika». Tenta por essa via não só enganar os portugueses quanto aos verdadeiros objectivos da sua política como procura evitar uma pesada derrota nas próximas eleições de 25 de Maio, acusou o líder parlamentar do PCP.
João Oliveira interpelava sexta-feira passada, 28, o vice-primeiro-ministro Paulo Portas a quem desafiou a dizer o que muda depois do dia 18 de Maio e como é que pode haver pós troika mantendo-se a mesma política.
Intervindo no debate sobre a «acção da troika em Portugal e a transição para o pós troika», agendado por iniciativa do BE, o presidente da formação comunista considerou que o número dois do Governo e líder do CDS-PP deve uma explicação aos pensionistas sobre que medidas são essas que o Governo tem em preparação para perpetuar os cortes nas pensões feitos até aqui por via da CES e como é que isso se «conjuga com o discurso da saída da troika».
Esta questão das pensões esteve muito presente no debate, reflectindo a atenção que durante a semana lhe foi dada na sequências das notícias «sopradas» a um grupo de jornais num «briefing» oficial pelo (soube-se depois) secretário de Estado da Administração Pública, dando como certo um corte permanente nas pensões.
«O que aconteceu foi um erro», emendou Paulo Portas, depois de muita tinta ter já corrido em torno do caso que obrigou à intervenção de vários governantes, incluindo do primeiro-ministro, na tentativa de levar a crer que nada estaria decidido.
O líder parlamentar do PCP não deixou de considerar curioso que aquele tenha associado a alegada «recuperação» aos juros da dívida e ao negócio da especulação, mas não tenha dito uma palavra sobre recuperação de salários, de pensões, de tudo aquilo que foi roubado aos portugueses.
Num debate que ficou ainda marcado pela chocante afirmação de Portas de que a exclusão de pessoas do rendimento social de inserção (RSI) se deveu ao facto de terem mais de 100 mil euros na conta bancária, o deputado comunista Miguel Tiago insistiu na tese de que não há pós-troika enquanto se mantiver a mesma política, os mesmos cortes, o mesmo assalto aos rendimentos.
Recusou por isso que esteja em curso o «milagre económico da recuperação», que haja pós troika, ou que haja alternativa nos partidos da alternância PS, PSD e CDS – essa, concluiu, é uma «ilusão, pois são a cabeça da mesma hidra cujo corpo são os grandes grupos económicos».
João Oliveira interpelava sexta-feira passada, 28, o vice-primeiro-ministro Paulo Portas a quem desafiou a dizer o que muda depois do dia 18 de Maio e como é que pode haver pós troika mantendo-se a mesma política.
Intervindo no debate sobre a «acção da troika em Portugal e a transição para o pós troika», agendado por iniciativa do BE, o presidente da formação comunista considerou que o número dois do Governo e líder do CDS-PP deve uma explicação aos pensionistas sobre que medidas são essas que o Governo tem em preparação para perpetuar os cortes nas pensões feitos até aqui por via da CES e como é que isso se «conjuga com o discurso da saída da troika».
Esta questão das pensões esteve muito presente no debate, reflectindo a atenção que durante a semana lhe foi dada na sequências das notícias «sopradas» a um grupo de jornais num «briefing» oficial pelo (soube-se depois) secretário de Estado da Administração Pública, dando como certo um corte permanente nas pensões.
«O que aconteceu foi um erro», emendou Paulo Portas, depois de muita tinta ter já corrido em torno do caso que obrigou à intervenção de vários governantes, incluindo do primeiro-ministro, na tentativa de levar a crer que nada estaria decidido.
O líder parlamentar do PCP não deixou de considerar curioso que aquele tenha associado a alegada «recuperação» aos juros da dívida e ao negócio da especulação, mas não tenha dito uma palavra sobre recuperação de salários, de pensões, de tudo aquilo que foi roubado aos portugueses.
Num debate que ficou ainda marcado pela chocante afirmação de Portas de que a exclusão de pessoas do rendimento social de inserção (RSI) se deveu ao facto de terem mais de 100 mil euros na conta bancária, o deputado comunista Miguel Tiago insistiu na tese de que não há pós-troika enquanto se mantiver a mesma política, os mesmos cortes, o mesmo assalto aos rendimentos.
Recusou por isso que esteja em curso o «milagre económico da recuperação», que haja pós troika, ou que haja alternativa nos partidos da alternância PS, PSD e CDS – essa, concluiu, é uma «ilusão, pois são a cabeça da mesma hidra cujo corpo são os grandes grupos económicos».