Viana do Castelo, Vila Real, Bragança
Milhares de trabalhadores fizeram greve nos mais variados sectores de actividade do distrito de Viana do Castelo, dando assim um sinal claro ao Governo e ao patronato de que é o tempo de mudar o rumo das políticas.
A paralisação teve expressões muito significativas nos transportes ferroviários, na Administração Pública, nomeadamente no Centro Hospitalar de Viana do Castelo e centros de Saúde, nas autarquias, designadamente nas escolas, cantinas, parques desportivos, recolha e limpeza urbana e jardins e também no sector da metalurgia. Nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a adesão foi praticamente total (cerca de 99%), bem como na Browning de Viana (cerca de 95%). A jornada ficou ainda marcada por uma concentração de cerca de mil trabalhadores no centro da capital do distrito.
Vila Real
Os serviços da Administração Pública central foram os mais afectados pela greve geral no distrito de Vila Real. Os centros de Saúde de Peso da Régua e Murça encerraram, registando-se levadas adesões nos centros de Boticas, Mesão Frio, Montalegre e Ribeira de Pena. Também o bloco operatório e a consulta aberta no Hospital da Régua estiveram fechados. No hospital de Vila Real, a greve teve um forte impacto, tendo atingido uma adesão de 89 por cento no turno da noite.
Os efeitos da jornada de greve foram ainda visíveis noutros serviços públicos, caso da Segurança Social, cuja sede em Vila Real esteve a meio-gás. Vários estabelecimentos de Ensino funcionaram apenas parcialmente, registando-se as maiores adesões nas escolas de Vidago, Mondim de Basto e as secundárias de Vila Real, São Pedro e Camilo Castelo Branco.
Bragança
O dia de greve geral foi vivido em Bragança sem transportes urbanos, a carreira aérea Bragança/Vila Real/Lisboa não levantou voo, sendo de assinalar fortes adesões na CM de Bragança e nos serviços municipalizados de Mirandela.
Para além de Bragança, os serviços das Finanças paralisaram total ou parcialmente em Freixo de Espada à Cinta (100%), Macedo de Cavaleiros (71,4%), Vinhais (80%), bem como a Tesouraria de Torre de Moncorvo (50%).
No sector da Saúde é de salientar a paralisação do Hospital de Mirandela (100% no turno da noite) e do Hospital de Bragança (76% durante a noite), assim como dos centros de Saúde de Freixo de Espada à Cinta (100%) e de Alfandega da Fé (75%). O Centro de Segurança Social em Bragança ficou encerrado.
A greve teve ainda reflexos importantes no funcionamento dos CTT e nalgumas escolas. No Tribunal de Bragança só funcionaram os serviços mínimos. A Empresa de Panificação Seramota em Mirandela encerrou.