Como? Porquê?...
• Gustavo Carneiro
O Espaço Ciência voltou a ser um dos locais mais originais da Festa do Avante!. Afinal, não é em qualquer lugar da Festa que exposições e debates convivem lado a lado com experiências científicas e brincadeiras para crianças. Tudo subordinado a um tema: os cinco sentidos.
Através da exposição, fica-se a saber que há cientistas que defendem, por exemplo, que temos mais do que estes sentidos. Para além da visão, da audição, do olfacto, paladar e tacto, teríamos ainda a fome, a sede, a dor ou o equilíbrio. Assim, os cinco sentidos são chamados os «sentidos externos», que mantêm o homem em contacto com o mundo que o rodeia.
Já os outros, «internos», dão informação sobre as necessidades do nosso corpo. Se o equilíbrio está associado ao ouvido interno e responde à aceleração, à gravidade e à rotação, a sensação de fome tem origem no hipotálamo e é despoletada , normalmente, pela redução de açúcar no sangue. A sensação de sede é desencadeada pela falta de fluidos ou pelo aumento de concentração de determinados iões. Quem não sabia ficou a saber visitando aquele espaço!
Mas as revelações não ficaram por aqui. Observando a exposição, ficava-se a saber também que «aquilo que nós realmente vemos são feixes de luz reflectidos ou emitidos pelos objectos» e que existem na retina 150 milhões de células sensíveis à luz. Já no ouvido interno é um líquido – a perilinfa – o meio de propagação do som. São os seus movimentos que estimulam as células sensitivas que enviam depois a informação ao cérebro.
A aprendizagem continua. Na parte dedicada ao olfacto é possível saber que o homem consegue distinguir entre 2 mil e 4 mil odores diferentes. Chamando a atenção para a relação próxima entre olfacto e paladar, a exposição revelava, para comprovar esta ligação, que na linguagem dos esquimós, a palavra «beijar» é semelhante à palavra «cheirar».
Ficamos ainda a saber que, ao contrário dos outros sentidos, o tacto não conta apenas com um órgão receptor, mas sim muitos, localizados em toda a superfície da pele. As pontas dos dedos da mão, por exemplo, são muito sensíveis aos estímulos tácteis devido à presença de numerosos receptores.
Teoria e prática
Um pouco mais à frente, no espaço da Física, um grupo de estudantes do Instituto Superior Técnico explicava aos visitantes, muitas vezes recorrendo a experiências, porque vemos, ouvimos, cheiramos, provamos ou sentimos as coisas de uma determinada forma. E assim foi possível saber porque nos ferimos se nos espetarmos num prego mas não se nos deitarmos numa cama de pregos ou porque há sempre mais do que um arco-íris e porque razão surgem com as cores invertidas.
Também no local destinado à Astronomia, o professor Máximo Ferreira revelou alguns segredos e fez mesmo sugestões de experiências que todos podemos fazer em nossa própria casa.
Igualmente interactivo era o espaço reservado às crianças. Aos jovens visitantes era solicitado que respondessem a um conjunto de questões para verem carimbado o seu «passaporte dos sentidos». As respostas poderiam ser encontradas na exposição. Puzzles e desenhos para colorir eram outras das actividades possíveis de serem realizadas pelos mais pequenos.
Numa estante, alguns livros destacavam a temática dos sentidos na literatura. Expostos estavam exemplares de diversas obras, como Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, O Perfume, de Patrick Süskind, ou Afrodite, de Isabel Allende.
Sentidos proibidos
Aproveitando o tema dos cinco sentidos, o PCP resolveu dar voz, no Espaço Ciência, aos problemas com que se debatem as pessoas portadoras de deficiência. E fê-lo através das suas associações representativas. Num dos painéis da exposição, dava-se visibilidade à ACAPO – Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, à APD – Associação Portuguesa de Deficientes e à ANSDT – Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados do Trabalho.
Os acidentes de trabalho deram mesmo mote a um dos debates realizados no Espaço Ciência. Outro dos debates abordou as políticas de saúde necessárias, partindo enorme património de propostas do Partido para o sector.
O Espaço Ciência voltou a ser um dos locais mais originais da Festa do Avante!. Afinal, não é em qualquer lugar da Festa que exposições e debates convivem lado a lado com experiências científicas e brincadeiras para crianças. Tudo subordinado a um tema: os cinco sentidos.
Através da exposição, fica-se a saber que há cientistas que defendem, por exemplo, que temos mais do que estes sentidos. Para além da visão, da audição, do olfacto, paladar e tacto, teríamos ainda a fome, a sede, a dor ou o equilíbrio. Assim, os cinco sentidos são chamados os «sentidos externos», que mantêm o homem em contacto com o mundo que o rodeia.
Já os outros, «internos», dão informação sobre as necessidades do nosso corpo. Se o equilíbrio está associado ao ouvido interno e responde à aceleração, à gravidade e à rotação, a sensação de fome tem origem no hipotálamo e é despoletada , normalmente, pela redução de açúcar no sangue. A sensação de sede é desencadeada pela falta de fluidos ou pelo aumento de concentração de determinados iões. Quem não sabia ficou a saber visitando aquele espaço!
Mas as revelações não ficaram por aqui. Observando a exposição, ficava-se a saber também que «aquilo que nós realmente vemos são feixes de luz reflectidos ou emitidos pelos objectos» e que existem na retina 150 milhões de células sensíveis à luz. Já no ouvido interno é um líquido – a perilinfa – o meio de propagação do som. São os seus movimentos que estimulam as células sensitivas que enviam depois a informação ao cérebro.
A aprendizagem continua. Na parte dedicada ao olfacto é possível saber que o homem consegue distinguir entre 2 mil e 4 mil odores diferentes. Chamando a atenção para a relação próxima entre olfacto e paladar, a exposição revelava, para comprovar esta ligação, que na linguagem dos esquimós, a palavra «beijar» é semelhante à palavra «cheirar».
Ficamos ainda a saber que, ao contrário dos outros sentidos, o tacto não conta apenas com um órgão receptor, mas sim muitos, localizados em toda a superfície da pele. As pontas dos dedos da mão, por exemplo, são muito sensíveis aos estímulos tácteis devido à presença de numerosos receptores.
Teoria e prática
Um pouco mais à frente, no espaço da Física, um grupo de estudantes do Instituto Superior Técnico explicava aos visitantes, muitas vezes recorrendo a experiências, porque vemos, ouvimos, cheiramos, provamos ou sentimos as coisas de uma determinada forma. E assim foi possível saber porque nos ferimos se nos espetarmos num prego mas não se nos deitarmos numa cama de pregos ou porque há sempre mais do que um arco-íris e porque razão surgem com as cores invertidas.
Também no local destinado à Astronomia, o professor Máximo Ferreira revelou alguns segredos e fez mesmo sugestões de experiências que todos podemos fazer em nossa própria casa.
Igualmente interactivo era o espaço reservado às crianças. Aos jovens visitantes era solicitado que respondessem a um conjunto de questões para verem carimbado o seu «passaporte dos sentidos». As respostas poderiam ser encontradas na exposição. Puzzles e desenhos para colorir eram outras das actividades possíveis de serem realizadas pelos mais pequenos.
Numa estante, alguns livros destacavam a temática dos sentidos na literatura. Expostos estavam exemplares de diversas obras, como Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, O Perfume, de Patrick Süskind, ou Afrodite, de Isabel Allende.
Sentidos proibidos
Aproveitando o tema dos cinco sentidos, o PCP resolveu dar voz, no Espaço Ciência, aos problemas com que se debatem as pessoas portadoras de deficiência. E fê-lo através das suas associações representativas. Num dos painéis da exposição, dava-se visibilidade à ACAPO – Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, à APD – Associação Portuguesa de Deficientes e à ANSDT – Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados do Trabalho.
Os acidentes de trabalho deram mesmo mote a um dos debates realizados no Espaço Ciência. Outro dos debates abordou as políticas de saúde necessárias, partindo enorme património de propostas do Partido para o sector.