A Festa da luta no País inteiro

As organizações regionais do Partido juntaram aos comes e bebes, e ao artesanato, retrospectivas das lutas das populações contra as políticas de direita do Governo PS, salientando-se igualmente a preparação do 18.º Congresso do PCP e a luta pela revogação do Código do Trabalho.
• Luís Gomes

Ao entrar pela porta da Quinta da Princesa, a primira região com que os visitantes se depararam era Aveiro que, na fachada principal, recordou porque lutam e o que querem os comunistas: «Por Abril, Pelo socialismo, Um Partido mais forte».
Entre ovos-moles e o leitão à Bairrada, as paredes que circundavam o espaço estavam decoradas com sombras humanas representando manifestantes desfilando.
Na exposição evidenciava-se a 7.ª Assembleia da Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, a luta contra a destruição de serviços públicos e do aparelho produtivo, particularmente grave na indústria transformadora, na agricultura e nas pescas.
Depois, o visitante chegava à região de Lisboa que através de fotopeliculas com lutas colocadas ao longo das paredes salientando que «A luta é o caminho».
O pórtico de entrada, na Praça da Paz, recordava a necessidade de uma «Ruptura com a política de direita», as grandes acções da CGTP-IN, a «Marcha pela liberdade e democracia», e a histórica manifestação dos professores, a comprovar que «A hora é de luta».
Vasta foi a oferta, do pavilhão do coleccionador à «feira da ladra», da gastronomia regional ao espaço «Só frutas», entre paredes onde se recordou o combate «Contra as privatizações e a defesa de um forte sector público, contra a precariedade e pelo direito ao trabalho».
O café-concerto, a cargo da organização dos intelectuais comunistas voltou a surpreender pela variedade e qualidade do programa com música e vários debates.
Do outro lado da mesma artéria estava Setúbal.
Numa entrada lateral de um espaço cercado por altas paredes decoradas com fotos gigantes da «Marcha pela Liberdade e a Democracia», e onde se lia «Por Abril, Pelo Socialismo, um Partido mais forte», a organização homenageou o escritor Luíz Pacheco e o artista plástico, Rogério Ribeiro, dois camaradas desaparecidos este ano e que dedicaram as suas vidas à luta pelo reforço do PCP e pela construção de uma sociedade socialista: Passando as paredes altas, o visitante deparava-se com uma larga e aberta praça circundada por restaurantes típicos e stands de artesanato.
A célula dos trabalhadores da Autoeuropa reeditou o Faísca bar e uma exposição no meio do recinto recordou a luta em prol da promoção da coesão social, da qualidade do território regional, e a estratégia de desenvolvimento para a Península, com referências ao tecido económico. Também se alertava por a Câmara do Montijo, de maioria PS, ter mandado arrancar os pendões de propaganda da Festa do Avante!.
Na fachada virada para a Praça da Paz aludiu-se à necessidade de lutar em defesa da Constituição da República e ao seu artigo 64, onde está consagrado o direito à saúde.
Do outro lado da praça, o Alentejo apresentou uma réplica da estátua onde um operário e uma ceifeira cruzam o martelo e a foice, fazendo a nossa bandeira.
Num bloco de espaços que simbolizavam as casas alentejanas, todas brancas com telhados vermelhos, cada casa representava um concelho onde não faltaram pratos típicos entre coros e cantares da região. Por toda a região, um logótipo misturava um coração com a foice e o martelo junto a frases como «Ser do Partido é algo que me corre nas veias».
O stand do artesanato lembrou como «Quando se luta nem sempre se ganha, Quando não se luta, perde-se sempre!».
Depois do Pavilhão Central, os visitantes encontravam a igualmente bem cuidada região do Porto, que decorou a entrada com imagens de barcos rabelo ao longo dos espaços de estampagem de t-shirts, do artesanato de Valongo e do pavilhão reservado a Gaia, onde, lembrando que «A luta é o caminho», a foice, o martelo e a estrela faziam os contornos do pavilhão.
Num ano de fortes lutas dos pescadores, Matosinhos decorou-se com artes e barcos da pesca da sardinha.
Num corredor lateral evocou-se a memória da vida dedicada à luta pela emancipação do povo português, da revolucionária comunista portuense, Virgínia Moura. Entre grafitties bem concebidos, um bar dos trabalhadores comunistas lembrou a necessidade de «Organizar, Intervir, Transformar», salientando as lutas contra a precariedade, pelos direitos laborais, o direito à contratação colectiva e o combate ao Código do Trabalho, tudo entre o cheiro das tripas, da sardinha assada e dos restantes pratos.
No largo do Palco 25 de Abril, um mural com a torre dos clérigos evidenciava a região.
Depois do Alentejo, os Açores recordaram, em véspera de eleições regionais como é fundamental o regresso da CDU ao Parlamento Regional, em Outubro.
Os baixos salários praticados, o desemprego e a precariedade foram alertas apresentados em exposição, junto ao restaurante e ao bar onde se destacaram as sandes de albacora e o queijo da ilha. A luta do PCP em defesa da agro-indústria açucareira, do chá, dos vinhos e da floricultura, a par da necessidade de um desenvolvimento equilibrado do turismo justificaram o apelo ao voto na CDU Açores, por ser uma «Voz necessária no parlamento regional», entre paredes com golfinhos e baleias.
Junto ao largo do palco principal, o Algarve decorou-se com uma embarcação de pesca. Entre pratos típicos, guloseimas, sobremesas e licores, recordou-se como a região é a campeã da precariedade, da monocultura do turismo e do sector terciário. Salientou-se o reforço do Partido em várias freguesias e concelhos, e porque há «Um Partido mais forte, Um Partido mais actuante».
No início da subida, no sentido da entrada da Medideira, Braga, com paredes em tons de vermelho e sombras brancas de manifestantes com os punhos erguidos desafiava às «tentações da carne», restaurante onde os pratos e petiscos não faltaram.
Num corredor de entrada estava uma homenagem biográfica ao advogado comunista Lino Lima, falecido em 1999, defensor de presos políticos na farsa dos processos judiciais fascistas, preso quatro vezes pela PIDE, deputado do PCP até 1984. A Festa da Alegria e uma caricatura de um pescador remando num mar infestado de tubarões perfizeram a fachada central, porque o PCP é «Uma força que cresce na luta por um futuro melhor».
Antes de se subir a alameda, Leiria apresentou a arte do vidro exposta e ao vivo, e os produtos regionais, entre fotografias de lutas na região e uma alusão ao 18.º Congresso do Partido. No restaurante esteve uma retrospectiva da luta dos povos desde a implantação do fascismo até à actualidade, e uma alusão à luta em defesa do aparelho produtivo nacional, pela estabilidade no emprego, o aumento dos salários e das pensões e o apoio aos micro, pequenos e médios empresários, aos agricultores e pescadores, salientando-se que «É tempo de mudar».
Ao seu lado, Viana do Castelo teve uma luminosa decoração aproveitando as cores típicas e uma dupla folclórica a dançar em trajes regionais que atraíram os visitantes para um espaço onde predominou a sombra, com frases alusivas à luta dos trabalhadores e apelos à militância, entre rojões à moda do Minho, bacalhau frito e outros petiscos provados, por vezes, ao som dos bombos de Darque.
Prosseguindo pela Alameda 1.º de Maio acima, Guarda e Castelo Branco atraíram com os queijos e os presuntos. Aqui, a homenagem foi a Ferreira de Casto e ao seu romance «A lã e a neve». Alertou-se para a desertificação e o envelhecimento das populações e as propostas do PCP para inverter esta realidade, completadas com a luta dos povos e dos trabalhadores e a necessidade do reforço do Partido. Ali chegado, o visitante podia virar no sentido do Espaço Desporto e encontrava com a Madeira.
Entre o bolo do caco, as espetadas, os licores e os cocktails, numa lateral do restaurante salientava-se o crescimento do Partido e fez-se uma retrospectiva do trabalho da CDU-Madeira em defesa do património natural do arquipélago.
Na mesma Alameda 1.º de Maio, Viseu homenageou Aquilino Ribeiro e a obra «Quando os lobos uivam», junto do restaurante «O malhadinhas», onde a vitela arouquesa ou assada no forno predominaram entre imagens das lutas sindicais e dos professores, cujas dimensões foram históricas.
Santarém era o primeiro espaço partidário regional para quem entrasse na Festa pela porta da Medideira. A beleza da sua decoração chamou a atenção de todos os que foram à Festa. Na torre de entrada lia-se, a letras douradas, num fundo vermelho, que «A alternativa é o socialismo», e recordava-se a necessidade de «Crescer e avançar com os trabalhadores e o povo». Silhuetas de mulheres e homens em manifestação percorriam as paredes vermelhas, empunhando bandeiras vermelhas. A sopa da pedra predominou até na sexta-feira de chuva, em que ninguém arredou pé da fila do pré-pagamento onde nem toldo havia.
«De mal a pior» está a situação social na região ribatejana, como demonstrava a exposição onde se salientava a responsabilidade das políticas de direita. Como alternativa, «Há o PCP que defende uma ruptura com estas políticas e que tem propostas para o distrito e o País».
Do outro lado da íngreme alameda, Coimbra surgia com paredes vermelhas e faixas verdes onde se destacavam, a branco, sombras de pombas, cavalos a correr e manifestantes abanando bandeiras e foices e martelos.
«Por Abril, Pelo Socialismo, Um Partido mais forte», exigiu a organização coimbrã, que entre a chanfana e os pratos típicos expôs a actividade do Partido na região, a luta na Batanete pelos postos de trabalho, o encontro do PCP com orizicultores, em Alqueidão, acções em defesa dos serviços públicos e a precariedade no Hospital Universitário de Coimbra.
Também se salientou a luta por um sistema público de transporte rodoviário numa região onde apenas sete dos 17 concelhos têm a ele direito, e a luta pelo emprego na EMEF.
Do lado contrário descobria-se Bragança, com a farda inteira de um tradicional careto a decorar a entrada onde se destacavam produtos regionais e as máscaras carnavalescas para serem apreciadas saboreando a bela posta mirandesa. Também não faltou um poema em mirandum, junto a uma imagem de um gaiteiro com tambor.
Atrás de Coimbra, Vila Real de Trás-os-Montes levou os canelos e a feijoada trasmontana. Nestas regiões foram recordadas as lutas dos agricultores unidos na CNA, em Chaves, o seminário do secretariado dos baldios em Cidadelha de Aguiar, a comemoração do 37.º aniversário da CGTP-IN, a audição do PCP em defesa da região demarcada do Douro e a participação na manifestação da CGTP-IN, de 28 de Outubro, em Peso da Régua.
Para o ano há mais. Quanto à luta, ela continuará. Até à vitória, sempre.

Setúbal e Alentejo em debate

Durante cem anos, Alfredo da Silva explorou, através da CUF-Barreiro, os trabalhadores e o povo da região, a cujo trabalho, em condições sub-humanas, deve a sua fortuna. A Direcção da Organização Regional de Setúbal efectuou, sábado de manhã, um debate subordinado a este tema tão caro ao povo barreirense.
A confirmá-lo estiveram as intervenções dos ex-trabalhadores da CUF e dirigentes comunistas Jorge Pires, José Abreu, Hélder Loução e Fernando Morais.
Na manhã de domingo debateu-se o desenvolvimento regional da península de Setúbal, com a participação do deputado do PCP, Francisco Lopes, do presidente das Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro, da dirigente da DORS e membro do Comité Central, Margarida Botelho, do presidente da Federação Sindical das Pescas, Frederico Pereira, e do membro da Comissão de Trabalhadores da Gestnave/Erecta, José Pereira.
No Alentejo, o dirigente da DOR Alentejo e membro do Comité Central, João Catalino e o dirigente da mesma organização, Manuel Reis, abordaram, na manhã de sábado, a situação na região e a importância do PCP no combate às graves consequências de mais de 30 anos de políticas de direita perpetradas por governos, ora do PS, ora do PSD, com ou sem o PP.


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