A força que cresce e conta para uma vida melhor

«A CDU faz falta e faz falta mais força à CDU», afirmou Paulo Raimundo no grande comício de Lisboa, sábado, onde salientou haver muitas e boas razões para confiar o voto à coligação PCP-PEV. Já o primeiro candidato, João Oliveira, considerou que esta é uma «batalha pela democracia», contra as injustiças e a submissão, pela paz e a soberania.

É preciso combater as desigualdades, que crescem em Portugal e na União Europeia

Milhares de pessoas reuniram-se no Parque das Nações, na quente tarde de sábado, 1, para aquele que foi o maior de todos os comícios desta campanha eleitoral (e não falamos só da CDU): na rua em frente a Estação do Oriente, candidatos e apoiantes da CDU, dirigentes e militantes das forças que a compõem, afirmaram as suas razões – e tantas e tão válidas são.

O Secretário-Geral do PCP, Paulo Raimundo, denunciou o aumento das desigualdades na União Europeia, onde as cinco pessoas mais ricas aumentaram a sua riqueza ao ritmo de seis milhões de euros por hora desde 2020. Em Portugal, ao mesmo tempo, milhões de trabalhadores ganham menos de 1000 euros de salário bruto, mais de um milhão de reformados recebem abaixo do limiar de pobreza e para cima de dois milhões de pessoas vivem em risco de pobreza ou exclusão social: 20 por cento das crianças encontram-se nesta situação.

Antes, já João Oliveira tinha salientado algumas das garantias que só os deputados eleitos pela CDU darão no Parlamento Europeu: a recusa do rumo neoliberal, federalista e militarista da UE; a defesa da soberania e do controlo democrático do desenvolvimento, para que o País deixe de estar «ajoelhado perante as grandes potências»; a luta pela paz e a solução política dos conflitos, contra a estratégia de confrontação e guerra que ameaça as actuais e futuras gerações.

Mariana Silva, dirigente do PEV e candidata, questionou se muitas das políticas da UE são mesmo «verdes» ou se estão apenas «pintadas de verde», ao passo que João Geraldes, da ID, valorizou o rumo proposto pela CDU, de desenvolvimento económico, social e cultural. O mandatário João Rodrigues elogiou a coligação PCP-PEV tanto pelo que denuncia como pelo que propõe – e valorizou a frontalidade e coragem com que o faz.

Antes do comício, um poderoso e animado desfile percorreu as ruas do Parque das Nações, entre o Pavilhão do Conhecimento e a Estação do Oriente, e os Boémia contaram – e cantaram – a luta do povo pela liberdade e a democracia.

Defesa do SNS salientada em Beja
No dia 30, em Beja, Paulo Raimundo e João Oliveira participaram num comício, com o primeiro a lembrar os diversos truques a que o Governo PSD/CDS recorre para «criar a ideia de que se está a responder aos problemas». João Oliveira, por seu lado, defendeu que «lá, como cá, se faça ouvir a voz do povo e do País», criticando a subordinação aos ditames da UE. O candidato lembrou a constante «destruição dos serviços públicos para se abrir campo ao negócio da doença», caminho promovido pelas imposições da UE e aceite por sucessivos governos.

Também intervieram as candidatas Elsa Dores, que destacou a necessidade da conclusão do IP8 e da requalificação do IP2 como prioridades para a região, e Marta Parente, que afirmou que «a UE deve dar respostas concretas à protecção da biodiversidade».

Antes das intervenções (e após a actuação do Grupo Coral da Mina de S. Domingos), o enfermeiro e comunista João Dias entregou ao primeiro candidato uma lista de profissionais da saúde que apoiam a CDU, sublinhando que «é importante ter no PE quem defenda o SNS em Portugal».

Direitos laborais destacados em Aveiro
A 29 de Maio, no Centro de Exposições de Aveiro, foram os direitos dos trabalhadores e a importância da sua defesa a estar em destaque nas palavras dos candidatos ao Parlamento Europeu João Oliveira e Isabel Tavares, esta última operária têxtil naquele distrito.

Ligando o contexto nacional ao externo, em particular no que diz respeito às imposições colocadas pela UE, Isabel Tavares indicou o aumento dos salários como grande urgência nacional, garantindo que é «possível e necessário»: «O aumento de 15 por cento com o mínimo de 150 euros em todos os salários e os 1000 euros de SMN em 2024, é necessário e justo», salientou, depois de abordar questões ligadas à cultura, aos serviços, à agricultura e às pescas.

João Oliveira enumerou as consequências negativas para o País de décadas de política de direita, que sempre encontrou na UE e nas suas políticas um forte alicerce. Segundo o candidato, pesam sobre os trabalhadores e o povo baixos salários e pensões e pobres condições de trabalho.

Já Bernardo Santos, da Juventude CDU, enfatizou as muitas dificuldades hoje enfrentadas pelos jovens: à precariedade generalizada e à emigração forçada, acrescem os baixos salários como principal entrave à emancipação dos jovens.

Mariana Silva, candidata da CDU e membro da Comissão Executiva do PEV, afirmou a importância de defender medidas justas para a descarbonização, com a uma transição energética social e ambientalmente justa, e de um forte investimento nos transportes públicos colectivos, sobretudo na ferrovia.

 

Oito razões (entre tantas outras) para votar na CDU para o Parlamento Europeu

É o voto que defende Portugal na UE. Que elege deputados que no Parlamento Europeu, defendem os trabalhadores, o povo e o País contra as imposições da UE e a submissão aos interesses das multinacionais. Deputados que se batem pelo aumento dos salários e reformas, contra as privatizações, pelos serviços públicos, pelo direito à habitação, pela preservação do meio ambiente – ao contrário do que fazem os do PS, PSD e CDS, a que agora se querem juntar os do Chega e da IL. Deputados da CDU que, pelo seu contacto com a realidade do País, conhecem melhor do que ninguém os problemas e as aspirações do povo português.

É o voto que combate o Governo PSD/CDS e o seu projecto de exploração, empobrecimento e subordinação à UE. É o voto que em Portugal exige a ruptura com a política de direita. Que dá força a uma política patriótica e de esquerda que assegure uma vida justa, um Portugal com futuro.

É o voto pelo aumento dos salários e das reformas, pela defesa dos serviços públicos, contra as injustiças, contra a UE dos monopólios, contra a acumulação de milhões de euros nos bolsos de uns poucos, enquanto os que vivem e trabalham em Portugal são sujeitos a baixos salários e reformas, à degradação dos serviços públicos, ao drama por que passam todos os que precisam de uma casa para viver.

É o voto que defende a produção nacional. Que não aceita que Portugal seja reduzido ao sol e à praia e condenado à dependência externa. É o voto que exige produzir em Portugal aquilo que a UE quer que compremos ao estrangeiro. É o voto que defende a nossa indústria, a investigação científica, a nossa agricultura e pescas.

É o voto pela paz e que recusa o caminho da guerra, da confrontação, da escalada armamentista. É o voto que tem a coragem de dizer que a guerra, seja na Ucrânia, seja na Palestina, só serve aqueles que estão a encher os bolsos à custa da desgraça dos povos. Que recusa o desvio de recursos dos povos para mais armas e guerra, em vez de direitos, e que se bate por uma solução política dos conflitos internacionais.

É o voto que defende o ambiente e que recusa transformá-lo num negócio. Que denuncia o carácter predador e explorador do capitalismo que a UE promove. Que aposta nos transportes públicos, na produção local, na eficiência energética, na defesa da natureza e da biodiversidade.

É o voto que combate a direita e a extrema-direita, o discurso de ódio, o racismo e a xenofobia das forças reaccionárias que em Portugal e na UE querem um regresso ao passado sombrio. É o voto que combate as privatizações, os paraísos fiscais, a corrupção, os interesses do grande capital que estão por detrás destas forças. É o voto em defesa da liberdade, da democracia, dos valores de Abril com que a CDU está comprometida.

É o voto que defende a nossa soberania, para garantir que o povo é dono do seu futuro. Para assegurar como, quando e onde aplicamos os nossos recursos e garantimos o bem-estar da população, sem pedir licença a Bruxelas, a Berlim ou a Washington. É o voto que tem a coragem de questionar o euro e que não ignora que, desde que aderimos à moeda única, o que tivemos foi estagnação económica, contenção dos salários, degradação dos serviços públicos, aumento das desigualdades e injustiças.

 



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