«Em cada jovem há razões para levar Abril até ao voto, ao voto na CDU»
No domingo, a Juventude CDU organizou uma iniciativa em Setúbal que reuniu centenas de jovens de todo o País, e onde participaram Paulo Raimundo e João Oliveira.
A juventude continua a ser «a chama mais viva da Revolução»
O dia começou solarengo, com um convívio dos participantes na Praia da Saúde, de onde partiram, em desfile pelas ruas da cidade. O percurso terminou no coreto da Avenida Luísa Todi onde, após o comício, decorreu uma festa com música do grupo Mais que Samba.
Juventude de Abril
«Há uma juventude que quer ser feliz», destacou Inês Guerreiro, candidata e membro da Comissão Política da Direcção Nacional da JCP, na abertura do comício.
A jovem lembrou que «as milhares de conversas que já tivemos» e que «os apoiantes que recolhemos» (então, mais de 800) traduzem uma «prova-viva da justeza do nosso projecto e da sua ligação à vida».
Para a candidata, há quem queira «que a juventude se esqueça que houve uma altura em que a vida andou para a frente»: querem que os jovens esqueçam Abril e o seu projecto de futuro.
Assim, frisou, cabe à Juventude CDU lembrar que «em cada jovem há razões para levar Abril até ao voto, ao voto na CDU, para que sejamos efectivamente donos do nosso futuro».
Já a candidata Patrícia Marcelino, da Ecolojovem, criticou as políticas levadas a cabo no País, ao serviço da UE, que falsamente se pintam de ambientalistas, sublinhando que «o capitalismo não é verde, e põe em causa o nosso futuro».
Questionar, sempre
João Oliveira, por seu lado, decidiu colocar diversas questões quanto à UE e à sua ligação à vida da juventude.
O candidato perguntou-se, por exemplo, se «temos hoje as mesmas condições de vida para os nossos jovens que têm os países mais desenvolvidos e as economias mais fortes da UE», respondendo peremptoriamente: «não, não temos».
Noutro exemplo de interesse para a juventude – o tão bem-afamado Erasmus –, questionou-se: «quantos jovens portugueses não conseguem chegar, hoje, ao Ensino Superior, quanto mais ao Erasmus? E quantos, mesmo chegando, não o podem aproveitar»?
Estas e outras perguntas, lembrou, interessam aos jovens, que precisamos que «se questionem em todo o lado», sobre as suas condições de vida e sobre o papel da UE na promoção de desigualdades e injustiças.
Razões de luta
Por fim, Paulo Raimundo, saudando a «determinação da juventude» por um futuro melhor, lembrou esta que continua a ser «a chama mais viva da Revolução de Abril».
Para o Secretário-Geral, «os jovens estão fartos de ser enganados», lembrando as mais recentes medidas do Governo para a juventude que, verdadeiramente, «mais não são do que a redução de impostos para jovens que são uma minoria que ganha acima da média».
O dirigente comunista vincou, ainda, que «os jovens não estão indiferentes a Abril, e sabem que contam com Maio», estando dispostos a combater os baixos salários, a emigração forçada em busca de melhores condições de vida ou a «chaga social da precariedade», e a lutar «pelo direito à felicidade de todos».