Afirmar a alternativa
A Organização da Cidade de Lisboa do PCP realizou, no sábado, 14, a sua VII Assembleia. No auditório da sede da União de Associações de Comércio e Serviços de Lisboa, 177 delegados (e mais de 90 convidados) procederam ao balanço da actividade realizada e à análise da situação política, perspectivaram o trabalho e a luta a desenvolver. O Organismo de Direcção da Cidade, composto por 47 membros, foi eleito.
Particular atenção foi dada quer nas intervenções quer na resolução política, ao reforço do Partido, em especial nas empresas e locais de trabalho, assim como à luta dos trabalhadores e das populações na cidade de Lisboa e às suas prioridades imediatas.
A abrir a Assembleia, Gonçalo Tomé, do Comité Central (CC) e responsável pela concelhia, vincou justamente a necessidade de romper com a actual política desenvolvida pelo PS/Medina nas autarquias, afirmar o projecto alternativo e de mudança que o PCP preconiza para a cidade, insistindo que tal objectivo não pode ser desligado de um Partido mais forte.
Seguiram-se cerca de 40 intervenções, boa parte delas incidindo sobre o trabalho do Partido e o seu reforço, mas também sobre a intervenção dos eleitos do PCP no Município de Lisboa, tendo os vereadores na Câmara Municipal, João Ferreira e Carlos Moura, usado da palavra.
A Assembleia aprovou uma Moção «Por Mais e Melhores Transportes Públicos» e a Resolução de «Afirmação de um Projecto Alternativo e de Mudança para Lisboa».
Armindo Miranda, da Comissão Política do CC e responsável pela Organização Regional de Lisboa do PCP, encerrou os trabalhos. Entre outros temas, destacou a necessidade de prosseguir a ligação do Partido às massas e valorizou o objectivo que esta Assembleia assumiu para o recrutamento nas empresas e locais de trabalho nos próximos anos.