Modernização da ferrovia do Algarve

A modernização das infraestruturas ferroviárias no Algarve voltou a ser considerada pelo PCP como uma questão da maior importância, face à insatisfatória resposta actual no transporte de passageiros e mercadorias.

Na linha que liga Vila Real de Santo António a Lagos, não obstante as recentes intervenções nela realizadas, verifica-se que os tempos de trajecto são demasiado longos, os horários não se adequam às necessidades dos utentes, é deficiente ou inexistente a articulação com outros modos de transporte, a generalidade das estações e apeadeiros apresenta-se degradada, havendo ainda razões de queixa quanto à qualidade do material circulante.

Este foi o retrato da situação traçado pelo deputado comunista Paulo Sá no recente debate em torno de um projecto de resolução do PEV (que a maioria chumbou, à excepção de um dos seus quatro pontos), no qual se recomendava ao Governo a realização de obras de remodelação e electrificação naquela via que liga o barlavento e o sotavento algarvios.

Das bancadas da maioria veio o habitual argumento de que «não há dinheiro», alegação que o deputado comunista rebateu lembrando que essa foi também a conversa usada para recusar a abolição das portagens na Via do Infante, adiar a construção do Hospital Central do Algarve ou do novo hospital de Lagos, negar investimentos nos portos comerciais e de pesca, rejeitar a construção de uma ponte rodoviária sobre o Guadiana em Alcoutim ou adiar a conclusão do IC4 e do IC27.

«Para o PSD e CDS nunca há dinheiro para os investimentos públicos que promovem o crescimento económico, o bem-estar social e a criação de emprego, mas há sempre dinheiro – rios de dinheiro – para dar à banca e aos grandes grupos económicos», acusou.

O parlamentar do PCP carreou ainda para o debate um outro dado essencial revelador das opções do Governo: enquanto o investimento público passa de 6500 milhões de euros em 2010 para menos de metade dessa verba em 2014, os juros da dívida pública pagos à banca cresceram no mesmo período mais de 50%, elevando-se à verba anual de 7300 milhões de euros.

 



Mais artigos de: Assembleia da República

Afirmação clara de caminho alternativo

A eliminação do roubo dos salários, o aumento das pensões em 4,7% (num mínimo de 25 euros para as mais baixas) e a revogação da que é conhecida por lei dos despejos (lei do arrendamento) constituem propostas de alteração do PCP ao OE para 2014 nas áreas do trabalho, Segurança Social e habitação.

Não à fome e à pobreza

As propostas do PCP de aumento das pensões, sobretudo das mais baixas através de um acréscimo mínimo de 25 euros, abrange um universo de 1 170 000 reformados e corresponde a um aumento da despesa em cerca de 2250 milhões de euros. Aos que se apressam a...

Parar a roubalheira nas pensões

No âmbito da Segurança Social, onde as reformas e pensões são alvo de persistente roubalheira, tal como as prestações sociais, a proposta mais emblemática do PCP é a que aponta para o aumento das pensões em 4,7%, com aumento...

Política de habitação

Para além da revogação da lei do arrendamento engendrada pela ministra do CDS-PP Assunção Cristas, o Grupo Parlamentar do PCP, no âmbito da política de habitação, propôs a suspensão por dois anos do aumento das rendas...

A justiça fiscal que falta

Aumentar a carga tributária sobre o capital, desagravando simultaneamente os impostos sobre os trabalhadores, reformados, famílias e micro e pequenas empresas, eis, em suma, o princípio subjacente às propostas do PCP de alteração ao OE em...

Desagravar o trabalho

A alteração dos escalões do IRS, pondo termo ao saque fiscal sobre os rendimentos dos trabalhadores e das famílias imposto em 2013 e que o Governo quer reeditar em 2014, constitui uma das medidas de maior alcance avançadas pelo PCP para desagravar a carga...

Por maior equidade

Representando uma significativa redução da receita fiscal do Estado, as propostas do PCP que desagravam o peso sobre o trabalho são mais do que compensadas por uma série de outras propostas que têm por base de incidência os lucros e as rendas da banca e...

Sacrificar o bem público ao lucro

A privatização de bens e serviços essenciais à vida, como é a água, lesa gravemente o interesse público, resulta em prejuízo das populações, apenas serve os interesses do capital.

Precariedade à solta

Falta de condições de trabalho, salários muito baixos (esmagadora maioria não recebe mais do que o Salário Mínimo Nacional), discriminação salarial e nos tempos de pausa relativamente ao que a empresa pratica noutro local (Odivelas). Este é o retrato da...

Falta de vacinas

O PCP considera «extremamente grave» a falta de vacinas nos centros de saúde na área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e lembra que o cumprimento do Plano Nacional de Vacinação é «muito importante» para a...