Organizações regionais

Portugal de lés a lés com a CDU

Luís Gomes
A importância de se converter em votos na CDU todas as justas lutas desenvolvidas pelos trabalhadores e as populações nos últimos quatro anos foi uma ideia-chave que percorreu os espaços das organizações regionais do Partido que transbordaram de optimismo, alegria e fraternidade.
O ininterrupto caudal humano que entrou na Festa pela entrada da Medideira tinha Santarém a recebê-lo, do lado direito. Num espaço onde predominaram os padrões vermelho e negro, a fachada principal tinha inscrita a certeza de que «Transformar é possível», e a exposição política reivindicou «Trabalho com direitos» e a defesa da «Saúde pública, universal e gratuita». A sopa da pedra complementada com os doces e os vinhos característicos tornaram a escolha difícil num espaço com um programa enriquecido por um palco próprio onde actuaram revelações provenientes da região.
Abaixo de Santarém, a organização comunista de Viseu recordou como «O distrito precisa de uma voz da CDU na Assembleia da República». Onde se provava a vitela arouqueza e perto do stand do licor de chocolate a copo, dos prestigiados vinhos, queijos e presuntos, e do artesanato regional lembrou-se o enorme crescimento da CDU na região (mais 84 por cento) nas eleições para o Parlamento Europeu. Fotografias recordaram as mais importantes acções e lutas desenvolvidas pelas populações nos últimos quatro anos.
Com os cheiros e os sabores distintivos da região serrana, na organização do PCP de Castelo Branco e Guarda, predominaram o queijo, o presunto, os vinhos, as broas e até o mel de Seia, entre outras iguarias típicas. À sombra do restaurante do lombo às postas e do frango assado estiveram expostas as propostas do PCP para o desenvolvimento da região e uma retrospectiva das lutas desenvolvidas em defesa da produção nacional e do emprego com direitos.

Vencer a prepotência

Virando no sentido do espaço do Desporto encontrava-se a Organização Regional do PCP na Madeira, onde também se tem registado um forte crescimento da CDU, «fruto das árduas lutas travadas nos últimos anos pelas populações com a CDU, que se vem traduzido num aumento gradual da percentagem de votos e de eleitos para os órgãos de poder local», lia-se na exposição. Recordaram-se lutas pela construção de equipamentos públicos, de habitação social, de estradas e de acessos, e contra as prepotências e o autoritarismo do Governo Regional. A carne de vinho com alhos, o bolo do caco e outros pratos típicos, a poncha, o artesanato, licores e broas regionais e cocktails especialmente criados para a Festa fizeram as delícias dos visitantes.
Com uma fachada a fazer esquina e a prolongar-se pelo recinto em torno do Palco 25 de Abril na direcção do rio, Leiria apresentou a arte de trabalhar o vidro, distinta da Marinha Grande. Nas torres que contornavam o espaço, belas e longas faixas na vertical apresentaram desenhos de operários a moldar o vidro. Ali se fizeram demonstrações daquela arte, executadas por mestres vidreiros e por formandos do centro de formação profissional no sector da cristalaria, Crisform, da Marinha Grande.
A imagem do Mosteiro de Alcobaça junto do stand da ginja, a sardinha de Peniche numa esplanada própria, e o forno do pão com chouriço também marcaram presença.
Além do artesanato, esteve exposto um balanço do trabalho do PCP em prol das populações, com destaque para a diferença qualitativa do trabalho desenvolvido nas autarquias CDU de Peniche e da Marinha Grande, provando que este pode ser «Um distrito com futuro».
Prosseguindo pelo largo do Palco 25 de Abril na direcção da descida para o lago avistavam-se os bonitos panos de Viana do Castelo, a fazer de paredes, no restaurante, com desenhos alusivos a históricas lutas do PCP em defesa do sector produtivo, da indústria naval e das pescas. O espaço também teve brinquedos tradicionais, artesanato e as cores vivas dos bordados da região, doces, enchidos e vinhos. Em exposição recordou-se o trabalho parlamentar dos eleitos da CDU, a visita de Jerónimo de Sousa ao Vale do Sousa e a necessidade de os estaleiros se manterem públicos.
No topo da entrada pela Medideira, mas do lado esquerdo, atrás do Espaço Emigração estavam as coloridas máscaras e trajes dos caretos de Bragança, junto do sabor da posta mirandesa. A entrada do restaurante foi decorada com um portal em arco engalanado com as bandeiras dos concelhos do Nordeste Trasmontano e onde se lia, nas colunas, «Agarra-me estes palos», frase em mirandês respeitante à arte dos pauliteiros.
Mais abaixo, Coimbra apresentou um belo painel de fachada com fundo azul. As papas de serrabulho, o peixe em escabeche e o porco no espeto, entre outros produtos regionais foram deglutidos entre painéis onde se apresentaram «Os candidatos do PCP ao serviço do povo e do País», a sua luta em defesa do sector produtivo, dos serviços de saúde e de um ensino público com qualidade, destacando-se a alusão ao desinvestimento público provocado pelo Governo PS.

Com toda a confiança

Mais abaixo, Braga destacou a confiança no futuro decorrente do forte crescimento do PCP e dos seus aliados na região. Em tons azuis, verdes e amarelos, com figuras a cinzento onde se distinguiam silhuetas do património e do trabalho regionais, o espaço dividiu-se por stands subordinados ao artesanato e à doçaria. Descendo a rua, o visitante deparava-se com o artesanato regional, com um galo de Barcelos cercado por brinquedos tradicionais em madeira e figuras em barro e materiais em vime, com demonstrações efectuadas por mestres conceituados. O restaurante «Tentações da carne» superou-se com a já famosa «costelinha» e as migas de bacalhau saboreadas à sombra da exposição política onde a «Luta pelo emprego» e o crescimento eleitoral da CDU se destacavam, lembrando-se como «A política de direita mergulhou o distrito numa profunda crise social e económica».
Atrás de Braga a região de Vila Real propôs a feijoada à trasmontana, a vitela, os canelos de javali e as malgas de vinho sorvidas à sombra de um painel com os cabeças de lista da CDU às autarquias, e acções do PCP recordando-se «a violenta ofensiva do Governo contra os direitos dos trabalhadores».
No largo do palco 25 de Abril, avançando-se no sentido do largo central dos espelhos de água, os visitantes encontraram o Algarve e os seus característicos mariscos, doces e cocktails. Em faixas colocadas em forma de uma proa de um barco recordou-se o combate sem tréguas feito pelo PCP ao capitalismo, lembrando-se que «A alternativa é o socialismo». A traseira do espaço esteve decorada com um bonito mural subordinado ao 35.º aniversário da Revolução de Abril. Um painel de fundo vermelho intitulado «Resultados da política de direita» apresentou fisionomias de caras de todas as idades, atravessadas pela palavra «precariedade», problema central evocado na exposição política de uma das mais afectadas regiões pela destruição do sector produtivo. «Só com produção é possível desenvolver a região», salientava-se, demonstrando-se como o Governo PS agravou a realidade social.
Seguindo o sentido do largo onde a Festa é oficialmente inaugurada, chegava-se aos Açores que apresentaram as consequências, para o arquipélago, da «Crise económica e social provocada pelo Governo», numa exposição junto do restaurante onde predominou o polvo à açoriana, os bifes de albacora, o queijo da ilha, ananases e licores regionais. A necessidade de se valorizar e salvaguardar a agro-indústria numa economia cuja produção não pode ser substituída mas antes complementada pelo turismo foram propostas centrais apresentadas pela CDU-Açores.

Mais força à CDU

Seguindo para o largo central da Festa, o Alentejo apresentou-se com enorme pujança lembrando, com uma frase de Jerónimo de Sousa que «Quanto mais força tiver a CDU, mais próxima se torna essa real possibilidade de uma ruptura e de uma mudança, encetando a caminhada por uma vida melhor». No largo dos espelhos de água, a decorar a entrada principal na região, uma foice e um martelo com uma estrela em amarelo, no cimo de alguns degraus circundados por espigas de trigo permitiu que os visitantes se sentassem no topo da pequena escadaria para tirarem fotografias, tendo como fundo as dez propostas programáticas centrais do PCP para as eleições legislativas, sob o título «PCP, uma política alternativa de esquerda». Na torre de entrada no espaço esteve inscrito, a vermelho, «Avante por um PCP mais forte», frase que se estendia por cima dos stands do artesanato regional. Não faltou nenhum petisco distintivo das regiões de Beja, Évora, Portalegre e do Litoral Alentejano, das migas e das açordas ao javali e aos mariscos, passando pelas carnes de porco, os presuntos e a sopa de cação, as sobremesas e os doces saboreados ao som de grupos corais etnológicos e de música tradicional, no palco regional. «Não acredites em mentiras, Não te deixes levar, Vota CDU!», apelava-se noutra parede.
Do outro lado do largo central, Lisboa revelava-se com a frase «Por Abril, Pelo socialismo», numa lateral da torre que fazia de pórtico de entrada no espaço onde também se lia, «Sim, é possível a ruptura e a mudança». O amplo espaço estava decorado com imagens alusivas às lutas empreendidas durante o mandato de Sócrates, designadamente a manifestação do PCP contra a Lei do financiamento dos partidos, a Marcha de Protesto, Confiança e luta da CDU, acções de utentes em defesa de serviços públicos e de lutas operárias e dos estudantes, ou em defesa da produção nacional. A pizaria, a marisqueira, a churrasqueira e a hamburgueria, mais os doces regionais tornaram difícil a escolha ainda mais enriquecida pelo «Sai-sempre», a feira da ladra e as frutas em batidos e em saladas que voltaram a despertar o interesse de muitos. O Café-Concerto foi cuidadosamente decorado com uma frase dos Esteiros, em homenagem a Soeiro Pereira Gomes, lembrando o romance feito «Para os filhos dos homens que nunca foram meninos» destacou-se pela atractividade que proporcionou.
Após Lisboa e depois do Palco Arraial chegava-se a Aveiro, a primeira região com que se depararam os visitantes que optaram por entrar na Festa pela Quinta da Princesa. Uma proa de moliceiro cercada por artefactos da faina, trazida expressamente, decorou a entrada de um espaço que atraiu atenções com a sua doçaria tradicional. Ultrapassado aquele stand, o visitante desembocava no restaurante do leitão, regado com os vinhos e os espumantes da região. «Em Aveiro, o Governo PS demonstrou a sua opção de classe», recordou a exposição, lembrando as lutas em várias empresas e sectores, salientando-se a CDU como a única força alternativa possível para dar combate aos baixos salários, ao desemprego, aos lay-offs e às reformas de miséria, e sublinhando-se a urgente necessidade de outra política que proteja as pescas e os pescadores da Ria, a agricultura, a produção vinícola demarcada, e que salvaguarde as adegas cooperativas.

Trabalho reconhecido

Diante do espaço de Lisboa, Setúbal apresentou-se com a força e a vantagem, reconhecida pelas populações, de se viver numa região de maioria CDU. A decorar o fundo do palco regional e num corredor lateral do mesmo cenário estava uma mais do que merecida homenagem a Michel Giacometti, recordando o corso comunista que se apaixonou por Portugal e tanta riqueza etnográfica nos deixou.
Cercado por um grande conjunto de restaurantes com os típicos pratos de polvo, choco frito, peixes e mariscos, a hamburgueria e o artesanato, a exposição política recordou como «A luta das populações e dos trabalhadores é o caminho». Sesimbra estava decorada com uma bóia com a inscrição, «Direito ao trabalho» e um painel onde se salientava que o concelho CDU «Está a mexer».
A parede principal do espaço, até ao largo dos espelhos de água, esteve decorada com fotos alusivas às lutas que contaram com o apoio solidário do PCP nos locais de trabalho, não tendo faltado, além dos espaço-bar assegurado pelo sector do PCP nas empresas, o bar do Faísca, o jornal da célula dos trabalhadores comunistas na Autoeuropa.
No largo central da Festa, a região apresentou uma entrada dividida em corredores onde se destacava, por cima, a frase «Democracia, Justiça social, Soberania nacional». Em ambos os lados dos corredores, painéis aludiram às lutas desenvolvidas pelo PCP na região e às reivindicações centrais do Partido.
Depois do Pavilhão Central, o Porto apresentou-se com coloridas imagens da cidade e do Douro com os barcos rabelo, impressas em panos, por cima dos stands de impressão de t-shirts, de couros e de relógios e filigranas de Gondomar, mantas e xailes de Vila do Conde. Numa entrada para o espaço interior, destacava-se um bonito mural com um operário empunhando uma bandeira comunista ao lado da frase, «A luta de classes é o motor da história». No bar do sector de empresas, as sopas e o chouriço assado rivalizaram-se na procura junto aos restaurantes com as tripas, as francesinhas, o bacalhau à moda da Maia, as moelas, as pataniscas e os vinhos regionais e do Porto, que teve um solar específico. Nas paredes do espaço alertou-se para os cortes no apoio à produção regional, o aumento do centralismo e da estagnação económica, os ataques à democracia e a luta do PCP junto dos trabalhadores e das populações. Recordaram-se as rendas em bairros municipais, que aumentaram mil por cento durante a presidência do PSD, o aumento do desemprego e dos beneficiados do Rendimento Social de Inserção. Também se recordaram os preços do imobiliário no centro da cidade que tem provocado a saída de população para bairros limítrofes, a uma média de 12 habitantes por dia. Recordando a privatização de equipamentos sociais, no stand de Gondomar perguntava-se, «E se votássemos CDU e mudássemos tudo?».

Debates nas regiões

Nas regiões de Setúbal e do Alentejo ocorreram debates com boa assistência subordinados ao poder local, à realidade regional, laboral, sindical e autárquica de ambas as regiões com a respectiva apresentação das propostas do PCP e da CDU para melhorar a vida das populações e dos trabalhadores.
No Alentejo, destacou-se, sexta-feira, a homenagem ao corso comunista Michel Giacometti, tendo João Honrado recordado a importância da recolha etnográfica feita por este apaixonado pelo povo português. Também despertou bastante interesse a apresentação do livro «A Reforma Agrária é necessária», pelo próprio autor, António Gervásio, no sábado. José Casanova e Leonor Xavier complementaram a ideia da necessidade de se efectuar, na região do latifúndio, uma real colectivização da terra para se criar empregos e se satisfazer as necessidades alimentares do País. Nessa tarde, noutro debate subordinado ao tema, «O Alentejo precisa de outra política», onde os candidatos da CDU de Portalegre (Joaquim Manuel), Évora (Ângela Sabino), de Beja (Francisco Santos) e José Correia do STAL/CGTP-IN justificaram com o trabalho desenvolvido e o exemplo dado pelas autarquias de maioria CDU, como o PCP e os seus aliados são a verdadeira alternativa para um real progresso para a região e o bem-estar das populações.
Também sábado, no espaço de Setúbal, o debate «CDU nas autarquias locais e na Assembleia da República» contou com as pedagógicas explicações do deputado do PCP, Francisco Lopes, do Presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto e da vereadora no Seixal e candidata a deputada, Paula Santos, sobre o trabalho desenvolvido nas instituições em prol das populações da região, salientando a importância do reforço da CDU.
No domingo, foi a vez do Alentejo pôr em debate o tema «CDU – O Alentejo e as batalhas eleitorais». Os deputados José Soeiro e João Oliveira, a candidata por Portalegre, Esmeralda Almeida o o membro da DORBeja do PCP, Miguel Madeira, demonstraram porque só a CDU tem propostas realistas que garantem a promoção do desenvolvimento da região, tendo o debate terminado com um entusiástico apelo ao voto na coligação.

Café-Concerto de Lisboa

No Café-Concerto de Lisboa um debate subordinou-se à temática «Liberdade e direitos culturais», no sábado. Representando várias vertentes culturais de expressão artística, André Levy, Claúdia Dias, Domingos Lobo, Nuno Góis e Pedro Penilo fizeram uma retrospectiva do desastre que tem sido a política de direita do Governo PS nestas áreas, salientando o grave estado em que se encontram as artes em Portugal e a enorme precariedade laboral a que estão sujeitos os profissionais destas áreas. No mesmo dia foi lançado o 17.º Caderno Vermelho e ocorreu uma homenagem a Ary dos Santos entre vários momentos musicais de grande qualidade.
No domingo, o debate foi dedicado ao tema «Soeiro Pereira Gomes, o Artista e o Partido, o tempo e os lugares», tendo Manuel Gusmão, Filipe Diniz e Manuel Araújo escalpelizado detalhadamente o sentido e as intenções do autor comunista, recordando as célebres personagens do romance e o seu respectivo papel sociológico.

Palco Arraial

O Palco Arraial é um dos mais ricos espaços na Festa pela quantidade de representações folclóricas e etnográficas que por ali passam durante os três dias. Pelo cenário foram-se revezando os grupos, de corais aos pauliteiros, dos bombos às gaitas e acordeões, em ritmos de fandango, corridinho e modas de todas as regiões. Provenientes de todo o País, os respectivos grupos e ranchos explicam aos visitantes o que representa cada traje e artefacto que embelezam o os espectáculos e até ensinam a convidam a dançar. Pelas noites de sexta-fera e de sábado dentro, gaitas e bombos atrairam muitos convivas que puderam ir para o palco dançar, entre outras modas, a tão amada e nunca cansativa «Carvalhesa».


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