A «obsessão» do défice
O PIDDAC 2007 continua a suscitar críticas nas organizações regionais e locais do PCP. E indignadas com a «obsessão» do Governo com o défice, vão apresentar um vasto conjunto de propostas para introduzir no documento, na tentativa de minimizar carências e insuficiências detectadas.
A Direcção da Organização Regional de Setúbal, numa breve análise às verbas que, desde 2002, têm sido atribuídas aos vários distritos, constata que diminuíram 21,5% em valores nominais, diminuição que, no distrito de Setúbal, atinge os 63,5%.
Mas estes valores não retratam com rigor «a dimensão da quebra real do investimento público», na medida em que sendo nominais não entram em linha de conta com a inflação que, até 2007, deverá atingir os 16%, diz a DORS, preocupada com as consequências que daqui advirão, particularmente para concelhos como o de Grândola, Seixal ou Sines, que, no período em análise, sofreram reduções no investimento público da ordem respectivamente de 99,6%, 90,9% e 92,6%.
A Direcção da Organização Regional de Beja, por sua vez, constata quase sem surpresa que o Orçamento do Estado 2007 para o distrito «é mais um mau orçamento». De facto, relativamente aos investimentos previstos ou em curso, há três situações: ou atribui verbas claramente insuficientes ou diminui-as comparativamente a 2006 ou, pior ainda, nem sequer as inscreve. Na primeira situação está, por exemplo, o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva; na segunda a EDAB – Aeroporto de Beja; na terceira os IC4, IC27 e IC33.
Mais, o Governo persiste na consignação de verbas sem finalidades determinadas, o que para além de revelar «total ausência de rigor» abre portas a «políticas de favor» inaceitáveis.
Sempre a reduzir
Já o distrito de Coimbra, em dois anos, sofreu um corte de qualquer coisa como 83 milhões de euros, dos quais 11,9% relativamente a 2006 e 36% a 2005. Tudo para «seguir disciplinada e submissamente» as orientações do Pacto de Estabilidade da UE, acusa a Direcção da Organização Regional de Coimbra, comprometendo-se a apresentar um conjunto vasto de propostas a introduzir no PIDDAC para obras «reconhecidamente necessárias» e ansiadas pelas populações.
Muito descontentes com o PIDDAC 2007 estão igualmente as comissões concelhias do PCP de Santo Tirso, Póvoa do Varzim e Maia.
A Concelhia de Santo Tirso considera que aquele documento, para além de «ignorar as principais carências do concelho», desmente a afirmação do presidente da Câmara, quando da saída da Maternidade do Hospital de Santo Tirso. Afirmou então ter o compromisso do Governo de que aquela saída seria compensada com outros investimentos mas, afinal, a verba prevista para o Hospital não só «não resolve minimamente os seus problemas estruturais» como nem sequer se destina ao Serviço de Urgência.
A Concelhia da Póvoa do Varzim, por seu turno, diz que a proposta do PIDDAC para o concelho – a pior no distrito – é «verdadeiramente insultuosa», não respondendo a nenhum dos seus problemas e necessidades. Se no ano passado as verbas atribuídas «já eram miseráveis», diz, baixaram este ano em 42,8%, situando-se em termos absolutos nos 183 mil euros.
Quanto a Maia, o PIDDAC «não contempla nem sequer indicia investimentos essenciais» para o concelho, alerta a Concelhia do PCP, dando como exemplo mais flagrante o caso do Tribunal da Comarca. Dos nove investimentos previstos, garante, três correspondem a obras adiadas de ano para ano, assim devendo continuar dada a exiguidade de verbas atribuídas, três são para apetrechamento/melhoria de instalações, e dos restantes três apenas um corresponde verdadeiramente a um novo equipamento, o Quartel da GNR previsto para o Castelo da Maia.
Mas estes valores não retratam com rigor «a dimensão da quebra real do investimento público», na medida em que sendo nominais não entram em linha de conta com a inflação que, até 2007, deverá atingir os 16%, diz a DORS, preocupada com as consequências que daqui advirão, particularmente para concelhos como o de Grândola, Seixal ou Sines, que, no período em análise, sofreram reduções no investimento público da ordem respectivamente de 99,6%, 90,9% e 92,6%.
A Direcção da Organização Regional de Beja, por sua vez, constata quase sem surpresa que o Orçamento do Estado 2007 para o distrito «é mais um mau orçamento». De facto, relativamente aos investimentos previstos ou em curso, há três situações: ou atribui verbas claramente insuficientes ou diminui-as comparativamente a 2006 ou, pior ainda, nem sequer as inscreve. Na primeira situação está, por exemplo, o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva; na segunda a EDAB – Aeroporto de Beja; na terceira os IC4, IC27 e IC33.
Mais, o Governo persiste na consignação de verbas sem finalidades determinadas, o que para além de revelar «total ausência de rigor» abre portas a «políticas de favor» inaceitáveis.
Sempre a reduzir
Já o distrito de Coimbra, em dois anos, sofreu um corte de qualquer coisa como 83 milhões de euros, dos quais 11,9% relativamente a 2006 e 36% a 2005. Tudo para «seguir disciplinada e submissamente» as orientações do Pacto de Estabilidade da UE, acusa a Direcção da Organização Regional de Coimbra, comprometendo-se a apresentar um conjunto vasto de propostas a introduzir no PIDDAC para obras «reconhecidamente necessárias» e ansiadas pelas populações.
Muito descontentes com o PIDDAC 2007 estão igualmente as comissões concelhias do PCP de Santo Tirso, Póvoa do Varzim e Maia.
A Concelhia de Santo Tirso considera que aquele documento, para além de «ignorar as principais carências do concelho», desmente a afirmação do presidente da Câmara, quando da saída da Maternidade do Hospital de Santo Tirso. Afirmou então ter o compromisso do Governo de que aquela saída seria compensada com outros investimentos mas, afinal, a verba prevista para o Hospital não só «não resolve minimamente os seus problemas estruturais» como nem sequer se destina ao Serviço de Urgência.
A Concelhia da Póvoa do Varzim, por seu turno, diz que a proposta do PIDDAC para o concelho – a pior no distrito – é «verdadeiramente insultuosa», não respondendo a nenhum dos seus problemas e necessidades. Se no ano passado as verbas atribuídas «já eram miseráveis», diz, baixaram este ano em 42,8%, situando-se em termos absolutos nos 183 mil euros.
Quanto a Maia, o PIDDAC «não contempla nem sequer indicia investimentos essenciais» para o concelho, alerta a Concelhia do PCP, dando como exemplo mais flagrante o caso do Tribunal da Comarca. Dos nove investimentos previstos, garante, três correspondem a obras adiadas de ano para ano, assim devendo continuar dada a exiguidade de verbas atribuídas, três são para apetrechamento/melhoria de instalações, e dos restantes três apenas um corresponde verdadeiramente a um novo equipamento, o Quartel da GNR previsto para o Castelo da Maia.