Um Partido mais forte
O PCP está mais forte e mais ligado aos trabalhadores e à população do distrito do Porto. Esta foi uma das principais conclusões da 7.ª Assembleia da Organização Regional do Porto, realizada no passado dia 11, que fica também marcada por uma grande renovação e rejuvenescimento nos organismos dirigentes.
A 7.ª AORP realizou-se em profunda ligação aos problemas do distrito
«Sim, é possível um PCP mais forte», afirmou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, no encerramento da 7.ª Assembleia da Organização Regional do Porto do PCP (AORP), realizada no domingo. Para o secretário-geral do PCP, os comunistas do Porto souberam interpretar e procuram concretizar o «espírito e dinâmica do XVII Congresso do Partido», ao nível do reforço da organização e intervenção partidárias.
Após assistir a todo o dia de trabalhos da assembleia – assim como Albano Nunes, do Secretariado e da Comissão Política, e Sérgio Teixeira, da Comissão Política –, Jerónimo de Sousa assinalou ainda os esforços feitos pelos comunistas do Porto no sentido da renovação e rejuvenescimento do Partido e dos seus organismos dirigentes: na nova direcção regional – eleita com apenas uma abstenção, entre 294 delegados presentes – há treze membros com menos de 30 anos, num total de 44. Onze foram eleitos pela primeira vez.
Preparada num momento de exigentes tarefas partidárias – luta contra a política do Governo, Festa do Avante!, eleições autárquicas e, mais recentemente, a campanha para as eleições presidenciais de 22 de Janeiro –, a 7.ª AORP envolveu as organizações e os militantes do Partido no distrito. Sempre ligada à vida concreta dos trabalhadores e das populações do Porto, a preparação da assembleia envolveu centenas de militantes, que não deixaram por isso de se aplicar abnegadamente nas restantes tarefas.
Para além da Assembleia da Organização Regional, muitas outras – concelhias, de freguesia e sectoriais – foram realizadas recentemente. Para Jerónimo de Sousa, tudo isto comprova que «não se deve confundir dificuldade com impossibilidade». Os comunistas do Porto não confundiram.
Prioridade aos trabalhadores
A ligação do Partido aos trabalhadores esteve em grande destaque na sétima assembleia dos comunistas do Porto. Não sob a forma de orientações para aplicar, mas na forma de resultados práticos e concretos. Pela tribuna da assembleia passaram relatos da criação de novas células no Instituto Português de Oncologia, no Hospital de Santo António ou na Brisa, bem como de recrutamentos na GalpEnergia e nos sectores da educação e da saúde e noutros ramos da Administração Pública.
Para Ana Valente, da DORP e do Comité Central, a prioridade dada à organização e intervenção do Partido junto dos trabalhadores é essencial para um partido revolucionário e marxista-leninista como o PCP. E ressalvou: «Não é chavão, é identidade.»
Nélson Ferreira, também da DORP, realçou a importância da organização dos sectores profissionais, que realizou no final do ano passado a sua primeira assembleia. Desde então, contou, entraram para o Partido por via do trabalho nas empresas mais 40 novos militantes. A organização regional do Porto conta actualmente com mais de meio milhar de militantes organizados neste sector.
Também no Sector Intelectual – como contou Jorge Sarabando, da DORP e do CC – se privilegia a organização por local de trabalho. Porque, afirmou, em tempos de fortes ataques, os intelectuais comunistas «não podem ser neutros».
Destacando os avanços dados no reforço da intervenção partidária, e partindo das decisões do Congresso e da última reunião do Comité Central, Jaime Toga (da DORP e do CC) adiantou algumas medidas de organização a serem tomadas num futuro próximo: a integração privilegiada dos militantes por local de trabalho e a responsabilização de 120 jovens militantes até ao final do próximo ano.
Uma expressão de democracia interna
O debate foi aberto por Sérgio Teixeira, da Comissão Política e responsável pela organização regional do Porto. Na sua intervenção, o dirigente comunista realçou o bom ambiente que se vive no Partido e destacou a capacidade demonstrada pela organização partidária para superar dificuldades. Para o membro da Comissão Política, reforçou-se a democracia interna, com a realização de assembleias de organizações de base e com o contacto com os militantes do Partido.
No final, Jorge Machado, membro da DORP e deputado na Assembleia da República, interveio em nome da Comissão de Verificação de Mandatos e corroborou a convicção do membro da Comissão Política: na preparação da 7.ª AORP realizaram-se 49 assembleias plenárias, nas quais participaram mais de 750 militantes do Partido. Também os dois documentos foram alvo de propostas de alteração, a esmagadora maioria das quais aceites e integradas na versão final dos documentos (relatório e resolução política), ambos aprovados por unanimidade.
Números do reforço
Com 5500 militantes com a ficha de dados preenchida, a Organização Regional do Porto do PCP cresceu desde 2002, ano em que se realizou a sua 6.ª assembleia. Desde o início do ano seguinte, recrutaram-se 611 novos militantes, dos quais 223 operários e 195 empregados. Estudantes, quadros técnicos e intelectuais foram 86.
Do global dos militantes com a situação regularizada, 40 por cento são operários e 34 por cento empregados. Do total de membros do Partido, 7,7 por cento tem menos de trinta anos, 35 por cento está entre os 31 e os 50 anos de idade, enquanto cerca de 18 por cento tem mais de 64 anos. Também ao nível do número de células e organismos a funcionar com regularidade se notou um significativo aumento.
Não só a nível orgânico o Partido cresceu no distrito do Porto. Em consequência deste, os resultados eleitorais – nomeadamente nos actos eleitorais realizados após o XVII Congresso, as Legislativas de Fevereiro e as Autárquicas de 9 de Outubro – foram também bastante positivos. Aumentou o número de eleitos, de votos e de percentagem.
Nas legislativas, Jorge Machado conquistou um lugar na bancada parlamentar do PCP, acompanhado Honório Novo, que foi reeleito também pelo círculo do Porto. A subida eleitoral verificada foi da ordem dos 5,4 por cento (mais 11 mil votos), aumento esse verificado em todos os concelhos do distrito.
Nas eleições autárquicas, a CDU manteve o mesmo número de vereadores nas câmaras municipais, três, nas autarquias do Porto, de Gaia e de Matosinhos. Em Gondomar, onde a CDU perdeu um deputado, conseguiu, apesar disso, um aumento de votação. Mas a polarização em torno da candidatura «independente» de Valentim Loureiro impediu a eleição do vereador da coligação.
Após assistir a todo o dia de trabalhos da assembleia – assim como Albano Nunes, do Secretariado e da Comissão Política, e Sérgio Teixeira, da Comissão Política –, Jerónimo de Sousa assinalou ainda os esforços feitos pelos comunistas do Porto no sentido da renovação e rejuvenescimento do Partido e dos seus organismos dirigentes: na nova direcção regional – eleita com apenas uma abstenção, entre 294 delegados presentes – há treze membros com menos de 30 anos, num total de 44. Onze foram eleitos pela primeira vez.
Preparada num momento de exigentes tarefas partidárias – luta contra a política do Governo, Festa do Avante!, eleições autárquicas e, mais recentemente, a campanha para as eleições presidenciais de 22 de Janeiro –, a 7.ª AORP envolveu as organizações e os militantes do Partido no distrito. Sempre ligada à vida concreta dos trabalhadores e das populações do Porto, a preparação da assembleia envolveu centenas de militantes, que não deixaram por isso de se aplicar abnegadamente nas restantes tarefas.
Para além da Assembleia da Organização Regional, muitas outras – concelhias, de freguesia e sectoriais – foram realizadas recentemente. Para Jerónimo de Sousa, tudo isto comprova que «não se deve confundir dificuldade com impossibilidade». Os comunistas do Porto não confundiram.
Prioridade aos trabalhadores
A ligação do Partido aos trabalhadores esteve em grande destaque na sétima assembleia dos comunistas do Porto. Não sob a forma de orientações para aplicar, mas na forma de resultados práticos e concretos. Pela tribuna da assembleia passaram relatos da criação de novas células no Instituto Português de Oncologia, no Hospital de Santo António ou na Brisa, bem como de recrutamentos na GalpEnergia e nos sectores da educação e da saúde e noutros ramos da Administração Pública.
Para Ana Valente, da DORP e do Comité Central, a prioridade dada à organização e intervenção do Partido junto dos trabalhadores é essencial para um partido revolucionário e marxista-leninista como o PCP. E ressalvou: «Não é chavão, é identidade.»
Nélson Ferreira, também da DORP, realçou a importância da organização dos sectores profissionais, que realizou no final do ano passado a sua primeira assembleia. Desde então, contou, entraram para o Partido por via do trabalho nas empresas mais 40 novos militantes. A organização regional do Porto conta actualmente com mais de meio milhar de militantes organizados neste sector.
Também no Sector Intelectual – como contou Jorge Sarabando, da DORP e do CC – se privilegia a organização por local de trabalho. Porque, afirmou, em tempos de fortes ataques, os intelectuais comunistas «não podem ser neutros».
Destacando os avanços dados no reforço da intervenção partidária, e partindo das decisões do Congresso e da última reunião do Comité Central, Jaime Toga (da DORP e do CC) adiantou algumas medidas de organização a serem tomadas num futuro próximo: a integração privilegiada dos militantes por local de trabalho e a responsabilização de 120 jovens militantes até ao final do próximo ano.
Uma expressão de democracia interna
O debate foi aberto por Sérgio Teixeira, da Comissão Política e responsável pela organização regional do Porto. Na sua intervenção, o dirigente comunista realçou o bom ambiente que se vive no Partido e destacou a capacidade demonstrada pela organização partidária para superar dificuldades. Para o membro da Comissão Política, reforçou-se a democracia interna, com a realização de assembleias de organizações de base e com o contacto com os militantes do Partido.
No final, Jorge Machado, membro da DORP e deputado na Assembleia da República, interveio em nome da Comissão de Verificação de Mandatos e corroborou a convicção do membro da Comissão Política: na preparação da 7.ª AORP realizaram-se 49 assembleias plenárias, nas quais participaram mais de 750 militantes do Partido. Também os dois documentos foram alvo de propostas de alteração, a esmagadora maioria das quais aceites e integradas na versão final dos documentos (relatório e resolução política), ambos aprovados por unanimidade.
Números do reforço
Com 5500 militantes com a ficha de dados preenchida, a Organização Regional do Porto do PCP cresceu desde 2002, ano em que se realizou a sua 6.ª assembleia. Desde o início do ano seguinte, recrutaram-se 611 novos militantes, dos quais 223 operários e 195 empregados. Estudantes, quadros técnicos e intelectuais foram 86.
Do global dos militantes com a situação regularizada, 40 por cento são operários e 34 por cento empregados. Do total de membros do Partido, 7,7 por cento tem menos de trinta anos, 35 por cento está entre os 31 e os 50 anos de idade, enquanto cerca de 18 por cento tem mais de 64 anos. Também ao nível do número de células e organismos a funcionar com regularidade se notou um significativo aumento.
Não só a nível orgânico o Partido cresceu no distrito do Porto. Em consequência deste, os resultados eleitorais – nomeadamente nos actos eleitorais realizados após o XVII Congresso, as Legislativas de Fevereiro e as Autárquicas de 9 de Outubro – foram também bastante positivos. Aumentou o número de eleitos, de votos e de percentagem.
Nas legislativas, Jorge Machado conquistou um lugar na bancada parlamentar do PCP, acompanhado Honório Novo, que foi reeleito também pelo círculo do Porto. A subida eleitoral verificada foi da ordem dos 5,4 por cento (mais 11 mil votos), aumento esse verificado em todos os concelhos do distrito.
Nas eleições autárquicas, a CDU manteve o mesmo número de vereadores nas câmaras municipais, três, nas autarquias do Porto, de Gaia e de Matosinhos. Em Gondomar, onde a CDU perdeu um deputado, conseguiu, apesar disso, um aumento de votação. Mas a polarização em torno da candidatura «independente» de Valentim Loureiro impediu a eleição do vereador da coligação.