Brigadas de contacto

Esclarecer para formar novos militantes

Rui Gonçalves e Catarina Matos fazem parte da brigada de contacto da JCP que na tarde de sábado percorre a zona das organizações de Santarém e da Madeira. À sombra, sentados no chão ou nas mesas, grupos de jovens conversam entre si. «Podemos falar um bocado com vocês? Costumam vir à Festa?» As apresentações são informais. O objectivo dos militantes comunistas é falar, esclarecer dúvidas, conhecer pessoas que pretendam receber mais informações sobre a organização e a Juventude CDU e aumentar o número de adesões. São três dias de contactos e muita conversa.
Várias questões são abordadas, respondendo às dúvidas dos visitantes, mas as brigadas de contacto insistem na importância do recenseamento eleitoral e de votar nas próximas eleições autárquicas. «Votar é um dever, porque é uma forma de conseguirmos mudar a sociedade», afirma Catarina Matos em conversa com duas jovens.
O funcionamento do Partido, a participação dos militantes, o centralismo democrático, as posições da JCP e o trabalho das câmaras municipais presididas pela CDU foram os temas mais recorrentes durante a tarde, mas outros temas foram levantados como os touros de morte em Barrancos.
Uma das frases que as brigadas mais ouvem é que «os partidos são todos iguais». Rui Gonçalves responde com factos: «Não reparaste que as propostas políticas e a maneira de funcionar são diferentes? Por exemplo, o distrito de Santarém elege 10 deputados para a Assembleia da República. Na última legislatura, só foi eleita uma deputada pela CDU, mas sozinha apresentou mais trabalho do que os outros 9 juntos.»
Na base da passividade de muitos jovens está a desilusão com os sucessivos governos e o não cumprimento das promessas. Rui desmonta os argumentos falaciosos: «Durante a campanha para as eleições legislativas, José Sócrates foi apresentado como um homem de coragem e de honestidade. A honestidade ficou evidente quando aumentou o IVA, depois de garantir que os impostos não iam subir. A coragem vê-se quando ataca os direitos dos trabalhadores e não se atreve a taxar devidamente as grandes fortunas e a combater a fuga ao fisco pelo grande capital.»
A resposta da visitante da Festa surge de imediato: «Eu sou muito radical e acho que só com uma revolução é que as coisa lá vão.». Rui é rápido: «Se formos poucos, essas alterações são improváveis. Se formos mais, se estivermos unidos, conseguimos fazê-las. O PCP é feito de pessoas, de militância, de decisões colectivas, de experiências diferentes... Uma pessoa pode fazer a diferença. Já vi que tens opinião, que pensas sobre as coisas. Podes fazer falta na JCP. Quantos mais formos, melhor será.»
Mais acima, Catarina explica o que são as brigadas de contacto a uma jovem de 15 anos. «Contactar e esclarecer é um trabalho diário na JCP. Tal como fazemos nas escolas, nas universidades, nos locais de trabalho, fazemo-lo também aqui», diz. A visitante responde que tem «outras preocupações neste momento». Catarina não desarma: «E isso não está ligado à política? Se continuarmos a deixar a andar, a sociedade não vai piorar? Não podemos estar sempre a contar com os outros, porque senão nunca ninguém faz nada.»

Um trabalho com frutos

«Tem-se visto que vale a pena termos este trabalho na Festa. Aqui temos um número de jovens maior, de muitas idades. Ouvem-nos e vão percebendo... Pode não ser num ano, mas voltamos no ano seguinte», afirma mais tarde Catarina Matos ao Avante!.
«Encontramos muita gente a dizer que acha que o seu voto não vai fazer a diferença e que por isso nem vai votar. A nossa função também é explicar que todos fazemos a diferença. Temos de motivar as pessoas a participar na JCP. Muitas vezes concordam com os nossos ideais e objectivos, mas é preciso dar o passo», acrescenta Rui Gonçalves.
Na sexta-feira, cinco jovens inscreveram-se na JCP através da brigada em que Rui participou. Um deles já tinha decidido anteriormente tornar-se militante, mas os outros não sabiam bem como fazer. «Duas raparigas diziam que tinham alguma timidez e que não conheciam ninguém do Partido. Aí fez a diferença termos contactado com elas directamente. É claro que as pessoas que se inscrevem estão predispostas a isso, porque não é numa conversa de dez ou quinze minutos que vais tornar uma pessoa comunista», refere.
Catarina e Rui recordam como foi consigo. «A minha família é comunista e desde pequena que vinha a iniciativas do Partido. Houve uma altura em que achava que era uma seca e que não valia a pena, mas depois comecei a interessar-me e a querer perceber», conta Catarina. «Ouvia os vários partidos e compreendi que me identificava com o PCP, que era ali que eu tinha de estar. A sociedade é injusta, isto não é futuro para ninguém e eu tinha de fazer alguma coisa. Para isso tinha de me organizar e a única juventude partidária que vinha ao encontro daquilo em que eu acreditava era a JCP», diz.
Rui tem uma história bastante diferente. «Inscrevi-me numa iniciativa da JCP contra o fim do crédito bonificado em Santarém. Não me inscrevi mais cedo pelos preconceitos que tinha. Na minha zona, ali perto de Fátima, é complicado... O padre é que diz onde as pessoas devem votar. Quando o BE apareceu achei a ideia muito gira, mas informei-me melhor e percebi que, tal como acontece no PS ou no PSD, se quer o poder pelo poder. Verifiquei que o PCP é o único partido que faz alguma coisa pela justiça social e que está ao serviço da população. Nós militamos e com o esforço colectivo conseguimos resultados. Quando não conseguimos, temos de recuar mas sempre continuando a luta, porque sabemos que a vitória final será nossa», diz Rui. E sorri.


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