Luta geral até dia 11 para exigir aumento geral e significativo dos salários

A CGTP-IN ini­ciou a acção «Luta Geral pelo Au­mento dos Sa­lá­rios», com ple­ná­rios, con­cen­tra­ções, pa­ra­li­sa­ções e greves, em lo­cais de tra­balho de todo o País, mo­bi­li­zando para a ma­ni­fes­tação na­ci­onal, a 11 de No­vembro, no Porto e em Lisboa.

É exi­gido um au­mento sa­la­rial geral de 15 por cento, com o mí­nimo de 150 euros

Este con­junto de ini­ci­a­tivas, em em­presas e ser­viços, mas também nas ruas, de­corre desde ontem, dia 25, en­vol­vendo os tra­ba­lha­dores «na dis­cussão, as­sunção e luta em torno da exi­gência do au­mento geral e sig­ni­fi­ca­tivo dos sa­lá­rios», uma rei­vin­di­cação comum e am­pla­mente sen­tida como um passo ur­gente. Na Re­so­lução (aqui ci­tada) do Con­selho Na­ci­onal da CGTP-IN que tomou esta de­cisão, dá-se também im­por­tância às rei­vin­di­ca­ções con­cretas, aos di­fe­rentes ní­veis, seja no local de tra­balho, na em­presa ou no sector.

A con­fe­de­ração tomou em con­si­de­ração «o cres­cendo da in­dig­nação e pro­testo nos lo­cais de tra­balho» e a ne­ces­si­dade de «dar ex­pressão às rei­vin­di­ca­ções dos tra­ba­lha­dores» e afirmar «outro rumo para o País», in­cen­ti­vando à in­ten­si­fi­cação da luta rei­vin­di­ca­tiva.

Uma ma­ni­fes­tação na­ci­onal está con­vo­cada para dia 11 de No­vembro, um sá­bado, no Porto (con­cen­tração ini­cial às 11 horas, na Praça da Re­pú­blica) e em Lisboa (con­cen­tração às 15 horas, no Prín­cipe Real, se­guindo para o Cais do Sodré).

«Pelo au­mento dos sa­lá­rios e contra o au­mento do custo de vida», a jor­nada de dia 11 de­verá mo­bi­lizar «os tra­ba­lha­dores e as fa­mí­lias, os re­for­mados e pen­si­o­nistas, os jo­vens e ou­tras ca­madas da po­pu­lação, para saírem à rua pelo au­mento dos sa­lá­rios e pen­sões, o di­reito à ha­bi­tação, o di­reito à saúde e o SNS, a de­fesa e for­ta­le­ci­mento dos ser­viços pú­blicos, na exi­gência de um outro rumo para o País.

 

Ur­gente, pos­sível e ne­ces­sário

No ma­ni­festo que a CGTP-IN editou e que está em dis­tri­buição através das es­tru­turas do mo­vi­mento sin­dical uni­tário, no âm­bito da mo­bi­li­zação para o cres­ci­mento das lutas, su­blinha-se que «é ur­gente, pos­sível e ne­ces­sário o au­mento geral e sig­ni­fi­ca­tivo dos sa­lá­rios».

Os tra­ba­lha­dores «en­frentam muitas di­fi­cul­dades para pagar as contas, a renda ou a pres­tação do banco e, ao mesmo tempo, pôr co­mida na mesa». Con­tudo, «a ri­queza criada no nosso País per­mite que todos os que cá vivem e tra­ba­lham possam viver com dig­ni­dade». Só que «as op­ções do Go­verno do PS e de PSD, CDS, CH e IL, de fa­vo­re­ci­mento dos in­te­resses dos grupos eco­nó­micos, pro­movem a ex­plo­ração e o em­po­bre­ci­mento dos tra­ba­lha­dores».

A CGTP-IN re­corda que «os 20 mai­ores grupos eco­nó­micos ti­veram mais de 25 mi­lhões de euros de lu­cros, por dia, nos pri­meiros seis meses deste ano».

 



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