Vozes dos professores soaram alto
A FENPROF entregou na segunda-feira, dia 23, à tarde, no Ministério das Finanças, a sua proposta de recuperação faseada do tempo de serviço dos professores, que ainda está por contabilizar, para efeitos da sua progressão profissional e salarial. Do Ministério da Educação, onde a mesma proposta fora entregue em Setembro, não houve resposta, nem se viu qualquer reflexo na proposta de Orçamento do Estado para 2024.
Dirigentes da federação e dos sindicatos filiados acompanharam, na rua, a delegação que foi recebida pela chefe de gabinete do ministro.
Em resposta a afirmações recentes de Fernando Medina (o ministro não iria ceder a nenhum sector profissional, por muito «poder vocal» que tivessem as suas organizações), foram instaladas, de frente para o Ministério, umas dezenas de manequins, em cartão, vestidos com camisolas alusivas a reivindicações dos professores. Foram colocadas algumas colunas, a amplificar o som de acções de protesto dos docentes, durante cerca de quatro horas.
Aos jornalistas, Mário Nogueira reafirmou que a contagem integral do tempo de serviço é uma reivindicação de que os professores não vão abdicar. O Secretário-Geral da FENPROF lembrou que esse será um dos motivos para a participação na greve nacional da Administração Pública, amanhã, e na manifestação nacional de 11 de Novembro. No dia 13, em conjunto com outras oito organizações de docentes, a federação realiza uma concentração na Estrela, em Lisboa, com desfile até junto da Assembleia da República, onde estará em discussão o Orçamento para a Educação.