Anseios da juventude respondidos pela CDU
Os problemas da juventude estiveram em destaque na sessão pública realizada, dia 6, no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa, na qual participaram Jerónimo de Sousa e muitos jovens – estudantes dos vários níveis de ensino, trabalhadores de diversos sectores, activistas de diferentes áreas.
«É difícil encontrar um jovem que não esteja numa situação de precariedade»
Limitações às liberdades do movimento associativo juvenil, precariedade, problemas decorrentes da falta investimento no ensino, carências de habitação, discriminações diversas, entraves no acesso à criação e fruição culturais e degradação ambiental – estes foram os aspectos centrais em que se concentrou o Secretário-geral do PCP durante sua intervenção.
«Viemos aqui para vos falar de um outro rumo, para afirmar que é possível uma política que veja na participação juvenil uma mais-valia, que deve ser aproveitada», afirmou Jerónimo de Sousa em relação às limitações impostas, mesmo antes da epidemia, às diversas expressões do movimento juvenil.
«A precariedade atinge com particular gravidade os jovens trabalhadores, com consequências na disponibilidade de cada um para constituir família, para montar casa, para assegurar a sua estabilidade», salientou o líder comunista, relembrando que assegurar, na lei e na prática, que a cada posto de trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efectivo é um dos compromissos de sempre do PCP.
Também a garantia do direito a aceder a todos os graus de ensino, concretizar a contratação dos professores em falta, assim como a defesa de uma política pública de habitação que assuma o controlo das renda e a construção de milhares de fogos, são outros dos compromissos da CDU. Jerónimo de Sousa referiu-se ainda às discriminações que importa combater e à luta que continua por uma política que respeite todos e que valorize o contributo de cada um para uma sociedade crescentemente multicultural.
Assegurar um País com uma produção cultural em que os trabalhadores tenham garantidas as condições necessárias e adoptar medidas de mitigação e adaptação às alterações climáticas estão entre outras medidas expostas pelo dirigente comunista. «Este é o vosso tempo, tempo de lutar e transformar. Com a vossa participação, empenhamento e crer, estão criadas as condições para que, no futuro, a vida seja melhor e valha a pena viver no nosso País», disse Jerónimo de Sousa no final da sua intervenção.
Intervir junto da juventude
Para Carolina Santos, candidata à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Lisboa, que também interveio na sessão, «a CDU é a única força capaz de dar resposta aos problemas e aspirações» dos jovens e que «conhece a realidade dos jovens, nas escolas, faculdades e locais de trabalho».
Já Filipe Lavrador, do PEV, afirmou que a CDU tem demonstrado várias vez que «muitas das opções políticas de desenvolvimento não se adaptam nem ao clima, nem às necessidades das populações na garantia de trabalho, de saúde, nem à necessária transição para a sustentabilidade do desenvolvimento».
Enfrentar com a luta um futuro sombrio
À iniciativa chegaram muitos relatos da complexa realidade em que vivem os jovens portugueses. Por vídeo ou de forma presencial, os depoimentos ali realizados deixaram a nu alguns dos muitos problemas que os jovens enfrentam.
«Estaria no penúltimo ano de formação para ser bailarina, mas devido ao subfinanciamento nas artes e na cultura e no seu ensino em Portugal, a minha escola de balé entrou em falência e fechou em Dezembro de 2021. O único conservatório em Portugal é em Lisboa e não tenho capacidade para mudar de cidade, nem para entrar numa escola privada no Porto.»
Violeta Gregório, Porto
«Nesta terra [Vila Nova da Barquinha] é quase impossível apanhar um autocarro. É importante votar por uma rede pública de transportes tendencialmente gratuita e de qualidade. Este é um dos muitos motivos que me faz votar CDU no dia 30 de Janeiro»
Guilherme Marques, Santarém
«Estudo na Escola Francisco Simões. Alguns dos problemas que aqui enfrentamos é a falta de um pavilhão para Educação Física e a falta de funcionários, professores e equipamentos electrónicos. Uma das soluções para resolver estes problemas é votar na CDU.»
Tomás Almeida, Almada
«Sou Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Escola Artística Árvore. Todos os dias, os estudantes do Ensino Profissional sentem problemas causados pela falta de investimento, desde a falta de materiais e subsídios em atraso até à sobrecarga horária.»
Beatriz Silva, Porto
«Os atrasos na colocação de professores, aliados a isolamentos e infecções por COVID-19, impossibilidade de obter explicações e manuais de apoio ou a sobrelotação das turmas, dão mais força ao final dos exames nacionais.»
Vicente Portalete, Portalegre
«O papel dos clubes desportivos, das colectividades e de todo o movimento associativo de base popular é insubstituível na promoção e desenvolvimento da prática desportiva. É importante votar na CDU para intervir sobre esta situação e lutar por um maior apoio do Estado para que o direito ao desporto seja uma realidade para todos.»
Susana Malheiro, Famalicão
«Entre os problemas que afectam os trabalhadores da vigilância privada, um dos maiores talvez seja a questão dos horários desregulados. É importante haver uma mudança na legislação, que nos defenda.»
Fábio Martinho, Lisboa
«Cada vez me faz mais confusão tantas pessoas e partidos acharem que o valor das propinas é baixo. Isto é inconcebível porque as propinas são um factor para impedir um estudante de ingressar no Ensino Superior ou de o empurrar para o abandono escolar.»
André Arroz, Lisboa
«Sou dirigente associativo e vi, na primeira pessoa, tentativas de repressão por parte da direcção da escola. Num momento em que é tão importante o reforço da participação no sistema democrático, é incompreensível que a escola seja um local antidemocrático.»
André Almeida, Oeiras
«Para um jovem trabalhador, ter uma casa é uma aventura. Queremos sair de casa dos pais, mas com este salário mínimo, simplesmente não conseguimos.»
Sofia Patrício, Setúbal