Juventude e habitação destacadas na jornada em Lisboa
DIREITOS O Presidente da República tem poderes para respeitar o juramento em que se obriga a defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição, salientou João Ferreira nas iniciativas de domingo.
A luta traz para a vida direitos inscritos na Constituição
Do programa de iniciativas no distrito de Lisboa, durante o dia 17, domingo, destacaram-se duas sessões.
Ao final da manhã, no salão da Voz do Operário, João Ferreira esteve com dezenas de activistas da luta pelo direito à habitação, contra a especulação imobiliária e pelo direito a morar em Lisboa e a usufruir do espaço de todos na cidade.
Na sessão – moderada por Inês Zuber, do Comité Central do PCP e dos organismos executivos da Organização Regional de Lisboa do Partido, acompanhada por Ricardo Costa, da Comissão Política do CC do PCP, – intervieram: Romão Lavadinho, presidente da Associação dos Inquilinos Lisbonenses; Luís Mendes, geógrafo, professor e investigador; Lurdes Pinheiro, eleita autárquica e presidente da APPA (Alfama); Ana Jara, vereadora do PCP na CM Lisboa; Rita Guimarães, jovem licenciada; Ana Oliveira, moradora nas torres da Fidelidade, em Santo António dos Cavaleiros; Tiago Saraiva, arquitecto e activista do movimento cooperativo.
No final, João Ferreira citou o artigo 65.º da Constituição, que fora referido várias vezes, e notou que «bem diversa» do que nele se afirma«é a realidade hoje vivida por muitos e muitos portugueses». O candidato apoiado pelo PCP e o PEV criticou o actual e anteriores presidentes, porque deveriam ter demonstrado empenho nesta questão de relevância nacional.
A intervenção de João Ferreira na sessão «Um horizonte de esperança pelos direitos da juventude», ao final da tarde, no Mercado das Culturas, foi precedida pela distribuição de exemplares da Constituição a todos os participantes.
Mais do que serem o futuro, «os jovens são uma força material de transformação do presente» e a Lei fundamental «entra-vos pela vida dentro todos os dias», salientou o candidato, lembrando as referências pouco antes feitas à luta dos jovens pelo direito ao ensino, por uma escola melhor, contra as discriminações e pela igualdade, pelo ambiente, pelo direito à cultura e ao desporto.
A Constituição«reconhece a alguns grupos da população uma protecção especial». Mas, se a protecção especial dos jovens é assegurada no artigo 70.º, em muitos casos «o que existe é uma vulnerabilidade especial». Assim sucede com o direito ao emprego, depois de «alterações à legislação laboral que foram feitas recentemente e promulgadas pelo actual Presidente».
Antes de João Ferreira, nesta sessão – dirigida por Nuno Marques, acompanhado por António Azevedo (do Secretariado da DN da JCP), Mónica Mendonça (da Comissão Política da DN da JCP) e Nicole Zanizovic (dirigente associativa estudantil) – tomaram a palavra Safir Eizner (dirigente da AE do Liceu Camões), Sofia Oliveira (activista da «greve climática»), David Soares (jogador de futebol de Os Belenenses), Mariana Silva (produtora cultural), Sara Gonçalves (jovem trabalhadora), Daniela Fajardo (activista pelos direitos das mulheres), Matilde Paulino (dirigente associativa estudantil).
Trabalhadores
e colectividades
No domingo, ao início da tarde, João Ferreira encontrou-se, na entrada principal do Corte Inglés, com trabalhadores desta e outras insígnias da grande distribuição comercial, defendendo que estes trabalhadores essenciais precisam de um Presidente da República que esteja do seu lado, na luta pela valorização dos salários, contra a precariedade e pelo trabalho com dignidade.
Pouco depois, na Associação de Moradores de Santo António dos Cavaleiros, João Ferreira participou numa sessão com representantes do movimento associativo popular de Loures. Estiveram presentes Augusto Flor, presidente da Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, o vice-presidente da Câmara Municipal Paulo Piteira, Ricardo Costa, da Comissão Política do Comité Central do PCP, e os mandatários concelhio e distrital, Sérgio Pratas e Carlos Silva Santos.
João Ferreira lembrou o artigo 80.º da Constituição, que prevê a discriminação positiva das instituições da chamada «economia social», e o papel que também aqui o Presidente da República deveria ter assumido.
Na segunda-feira, ao final da manhã, o candidato encontrou-se com estudantes e profissionais de educação da Escola António Arroio, incluindo o director da escola, Rui Madeira, e membros da Associação de Estudantes.