Editorial

«Abrir um horizonte de esperança na vida do País»

LEVAR A LUTA AO VOTO

Estamos a escassos três dias das eleições presidenciais cujo resultado, pelo que significa no que diz respeito a opções e orientações do órgão de soberania Presidente da República, terá impacto na evolução da situação do País.

De facto, os poderes de que o Presidente da República dispõe, se usados na boa direcção, permitirão, pela sua influência, assegurar políticas ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País. A sua acção, se determinada e corajosa, permitirá impedir ou atrasar medidas lesivas dos interesses populares, o que não tem acontecido quer com Marcelo Rebelo de Sousa nem antes com outros Presidentes da República.

É preciso fazer tudo para garantir uma grande votação na candidatura de João Ferreira, uma candidatura singular, distinta de todas as outras, como a campanha eleitoral tem vindo a confirmar, a única que verdadeiramente se afirma defensora da causa dos trabalhadores e do povo.

Esta é a candidatura que se bate por uma verdadeira alternativa, patriótica e de esquerda, para o País. A única que os portugueses podem encontrar ao lado dos trabalhadores, dos reformados, dos jovens, dos micro, pequenos e médios empresários, dos agricultores e pescadores, sem artifícios nem duplicidades.

Nenhuma outra candidatura dará expressão à vontade soberana do povo português. Nenhuma outra assumirá a denúncia das injustiças, da exploração da corrupção e das opções de classe que estão na origem do favorecimento dos grandes grupos económicos e financeiros e das diversas dimensões do ataque ao regime democrático. É esta a candidatura que assume o combate à resignação e ao medo e a construção de um Portugal com futuro.

Por isso, esta é a candidatura de todos aqueles que reconhecem na Constituição da República portuguesa um projecto de desenvolvimento soberano e que, na sua concretização, assumem a luta pelo progresso social.

Luta que é preciso levar ao voto, no próximo domingo, para que, passadas as eleições, se possa levar o voto à luta e, prosseguir os combates por uma vida melhor, pelos direitos que o grande capital todos os dias atropela ou esmaga, pela ruptura com a política de direita que submete o País às imposições da União Europeia e do euro e ao domínio do grande capital.


É, pois, num tempo marcado pela necessidade de combate ao surto epidémico, pela necessidade de lhe dar luta sem tréguas, de reforçar o Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente com mais profissionais e mais meios, de diversificar e massificar a aquisição de vacinas, de combater o vírus mas também o isolamento, a solidão, o medo ou mesmo o pânico com implicações profundas e, em alguns casos mesmo irreversíveis, na saúde física e psicológica, particularmente de idosos.

Por outro lado, sendo a vacina um importante meio para o combate ao vírus e para salvar vidas, não pode estar sujeita à política de racionamento que serve os interesses dos laboratórios das duas empresas multinacionais norte-americanas que querem ter o monopólio da sua venda na UE. A vida das populações não pode esperar. O Governo português não pode ficar condicionado a adquirir vacinas fora do quadro das empresas já aprovadas pela UE e limitado aos seus restritos contingentes.

Mas se é preciso defender a saúde do povo português é preciso também criar condições de vida dignas, defender os direitos dos trabalhadores e do povo da voracidade dos interesses do grande capital.

Tal como o PCP tem vindo a propor e a defender, impõe-se o pagamento do lay-off a 100%, impedir o encerramento de empresas e a extinção de postos de trabalho. É preciso garantir o aumento dos salários e lutar contra a desregulação dos horários. É preciso apoiar os micro, pequenos e médios empresários e os profissionais da área da cultura. É preciso concretizar, sem mais adiamentos o que, pela determinante intervenção do PCP, foi conseguido no processo de aprovação do OE para 2021, nomeadamente, entre outras medidas, o pagamento do aumento das reformas, o alargamento da gratuitidade das creches ao 2.º escalão, a contratação de mais profissionais para o SNS.

É no quadro da luta pelos direitos que a CGTP-IN convocou para o próximo dia 25 de Fevereiro uma acção de luta convergente cuja preparação importa desde já dinamizar. Do mesmo modo que se impõe prosseguir a acção reivindicativa nas empresas e sectores e estimular a luta das populações na defesa de direitos.

Mas desenvolver a luta implica também dar atenção à necessidade de reforço do PCP, nomeadamente pela responsabilização de 100 quadros por célula de empresa, local de trabalho e sector, pela criação de 100 novas células, pela dinamização da campanha nacional de fundos «o futuro tem Partido», pelo recrutamento e a quota em dia.

Desenvolver a luta significa também apoiar a iniciativa e a acção do PCP, nomeadamente as comemorações do seu Centenário, e garantir apoios e votos no candidato João Ferreira. O voto que, com coragem e confiança, abrirá um horizonte de esperança na vida deste País.



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