Governo recuou na Educação
Em reuniões com a plataforma sindical dos professores, a 31 de Março, o Ministério da Educação e Ciência deu garantias que representam «primeiros passos no sentido da resolução definitiva» de dois problemas: o «processo Cambridge» e as ausências por doença.
Houve um alargamento dos direitos dos professores classificadores, cuja participação no «processo Cambridge» deverá ser voluntária, e foi adiado o início das provas orais dos alunos, que retirou do período da Páscoa a fase de formação dos docentes. Ao MEC caberia averiguar a disponibilidade de professores para participarem no processo, com as novas condições.
Sem garantias de que a convocação se limitaria aos voluntários, as estruturas da Plataforma, que continuam a querer ver respondidas as questões mais fundas que levantaram contra esta mobilização dos professores de inglês, mantiveram o pré-aviso de greve, desde anteontem, primeiro dia de formações, até 6 de Maio. Num comunicado de segunda-feira, dia 6, salientam que aderir à greve (recusar qualquer tarefa relacionada com «Cambridge») não poderá ter qualquer custo para os professores, pois estes terão sempre de garantir, na totalidade, o normal serviço distribuído nas escolas.
Noutra reunião, com a directora-geral da Administração Escolar, ficou reafirmado que as ausências por doença não podem ser descontadas no tempo de serviço, o que deverá merecer um novo esclarecimento da DGAE às escolas.
No dia 1, a Fenprof recebeu da DGAE a confirmação de que, como tem sido reivindicado desde o início do ano lectivo, os contratos celebrados pelos conservatórios públicos produzirão efeitos a 1 de Setembro, quanto a tempo de serviço e remuneração. O MEC não quis assumir a responsabilidade pelo atraso e largas dezenas de docentes seriam gravemente prejudicados, o que só foi evitado pela persistência da Fenprof e dos seus sindicatos e pela luta dos professores visados. Foi desconvocada a greve marcada para hoje, decidida a 16 de Março, na segunda concentração frente ao MEC.