Negar o direito à Saúde
Para primeiro plano do debate quinzenal veio de novo a dramática situação que se vive na Saúde. Jerónimo de Sousa tratou de lembrar que há quinze dias, confrontado com os problemas nesta área, o primeiro-ministro anunciara que os mesmo estavam em vias de resolução e que o Governo já tomara medidas nesse sentido.
Ora a verdade é que neste espaço de tempo houve um agravamento dos problemas com «mais situações de caos nas urgências dos hospitais, mais casos de mortes em salas de espera de doentes que não chegaram a ser atendidos», registou o líder comunista.
E não deixou passar igualmente em claro o facto de, inclusive, ter havido médicos que se «demitiram das suas funções de direcção de serviço por não poderem mais pactuar com esta política do Governo que nega aos doentes os cuidados de saúde a que têm direito».
Daí que para Jerónimo de Sousa a questão não esteja já em saber o que vai o Governo fazer para resolver o problema, uma vez que, observou, essa «não é uma preocupação ou sequer um objectivo» que aquele tenha.
O que está por saber – e essa foi a pergunta que formulou e que ficou sem resposta porque Passos Coelho, uma vez mais, por deficiente gestão sua, deixou esgotar o tempo que lhe cabia – é que consequências políticas vai tirar o primeiro-ministro «desta situação de medicina de guerra que está instalada nos serviços de saúde do País».
«Que responsabilidades é que vai assumir ou vai exigir pela situação que criou?», inquiriu Jerónimo de Sousa, que recordou ao primeiro-ministro estar em causa esse «bem precioso que é a saúde dos portugueses e que o Governo tão mal tem tratado ao longo da governação».