Alternativa credível
Reiterados no debate por Francisco Lopes foram os eixos principais que consubstanciam a política patriótica e de esquerda defendida pelo PCP.
«O povo português está farto de injustiças, de empobrecimento, de afundamento e declínio nacional e aspira a um rumo alternativo», considerou o deputado comunista, que garantiu que o «PCP tem soluções para o País que vão ao encontro dessas aspiração e dessa urgente necessidade nacional».
Soluções em diferentes domínios que enumerou, destacando, à cabeça, a valorização do trabalho e dos trabalhadores, com o aumento dos salários (incluindo do SMN), a reposição dos salários, dos direitos e dos feriados cortados, a reposição das 35 horas de trabalho, o reforço dos direitos individuais e colectivos, nomeadamente dos direitos de organização e acção sindical, de contratação colectiva e de greve, entre outras medidas.
O aproveitamento dos recursos nacionais, apostando na produção interna, o controlo público dos sectores estratégicos e o fim do processo de privatizações constituem outras tantas medidas que se destacam na área económica, segundo Francisco Lopes, que, por outro lado, falando da política fiscal, sustentou a necessidade de garantir os recursos necessários, taxando para o efeito de forma efectiva o grande capital e os grandes patrimónios com alívio simultâneo do peso fiscal sobre os trabalhadores, reformados, PME e agricultores.
Sublinhadas foram ainda as soluções preconizadas na área social, com relevo para a valorização das reformas e pensões, apoio aos desempregados e às crianças, jovens, idosos e pessoas com deficiência, bem como as medidas a incrementar com vista a garantir o SNS, a Escola Pública e os serviços públicos.
A defesa dos interesses nacionais, com a renegociação da dívida, é outro ponto nevrálgico que sobressai do conjunto de propostas do PCP, visando, como salientou o deputado comunista, alocar os recursos ao «serviço do desenvolvimento nacional e da melhoria das condições de vida do povo».