Não à destruição
Uma delegação do PCP esteve, na segunda-feira, junto ao Hospital de Guimarães a contactar com trabalhadores e utentes para rejeitar o conteúdo da portaria 82/2014, que extingue parte importante dos serviços daquela unidade de saúde, incluindo neonatologia e a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, ginecologia e obstetrícia, com o encerramento do bloco de partos, imunoalergologia, dermatologia, urologia, cirurgia vascular ou anatomia patológica.
Já a manutenção de outras especialidades no hospital – cardiologia e a Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos, gastroentrologia, oncologia, pneumologia, oftalmologia, otorrinolaringologia e hemodiálise – estaria sujeita a decisão governamental posterior, não sendo certa a sua salvaguarda.
O PCP acusa o Governo de utilizar o pretexto da necessária reorganização e melhoria dos serviços para desferir mais um «brutal corte» nos direitos das populações. O objectivo final é levar milhares de utentes a frequentarem o Hospital de Braga, para desse modo «alimentar o Grupo Mello, que detém a concessão daquela unidade». Num comunicado emitido no dia 14, relativo a esta matéria, o PCP deixou desde logo claro que «rejeita em absoluto qualquer encerramento de serviços nesta unidade hospitalar». E exige, em alternativa, a melhoria dos serviços existentes, designadamente os serviços de urgência.