Defender a SATA
Por iniciativa do PCP, foi debatida na Assembleia Legislativa Regional dos Açores a situação dos transportes aéreos no arquipélago e o futuro da companhia aérea regional SATA. Lembrando um debate semelhante ocorrido em Maio do ano passado, o deputado do PCP Aníbal Pires considerou logo no início da sua intervenção que «muitas questões continuam por esclarecer e muitas dúvidas se levantam».
Se, por um lado, aparentemente pouco ou nada aconteceu no último ano, à excepção da apresentação do Plano Integrado de Transportes, a verdade é que «longe da atenção da opinião pública muita coisa tem acontecido», acrescentou o deputado comunista. Aliás, o próprio teor do plano deixa «lacunas e dúvidas» quer quanto ao papel reservado aos transportes marítimos na «tão propalada “revolução tranquila no modelo de transportes nos Açores”» quer no que diz respeito à forma como será concretizada a articulação entre transportes marítimos e aéreos.
Mais graves são, para o deputado do PCP, os «indícios claros» de uma gestão com critérios opacos e medidas nocivas. Aníbal Pires questionou nomeadamente o facto de, muito embora não exista ainda um Plano de Exploração para 2014, ter sido encerrada a base do Funchal, não sendo claros os motivos que presidiram a esta decisão, que objectivamente reduz a capacidade operacional da SATA Internacional. O facto de ter sido exigido aos contratados para «reforço da época alta» que alterassem a sua residência para Ponta Delgada pode significar que também a base de Lisboa poderá estar ameaçada. Para o PCP, também o abandono de rotas consolidadas pela mesma SATA Internacional suscita inquietações.
Aníbal Pires questionou ainda o governo regional acerca do que pensa sobre a «marcha acelerada para uma previsível falência operacional da SATA Internacional» e, por acréscimo, qual a sua estratégia para o grupo.