Homenagem a Alcino Soutinho
A AR aprovou, recentemente, por unanimidade, um voto de pesar pelo falecimento de Alcino Soutinho, reconhecendo nele, além de prestigiado arquitecto, «um Homem de profundas convicções democráticas e um lutador antifascista».
No texto, apresentado pelo PCP, é lembrada a sua imensa obra, como o projecto da Câmara Municipal de Matosinhos, a Pousada de S. Diniz no castelo de Vila Nova de Cerveira, ou o restauro e ampliação da Casa-Museu Guerra Junqueiro, entre tantas outras criações.
Sublinhada é também a sua intervenção na resistência ao fascismo, tendo integrado o Grupo dos 52 antifascistas presos e julgados em 1957 por pertencerem ao MUD Juvenil, de que faziam parte, entre outros, «Agostinho Neto, Ângelo Veloso, Pedro Ramos de Almeida, Luís Carvalho, Fernando Fernandes, João Teixeira Lopes, Hernâni Silva, num processo que teve alcance internacional com a expressa solidariedade de nomes como Jean Paul Sartre ou Simone Beauvoir».
No voto onde a AR manifesta o seu pesar pela morte do arquitecto que deu um forte contributo para a afirmação da chamada «Escola do Porto», recordada é ainda a sua participação depois da Revolução de Abril em «diversos movimentos em defesa da Constituição e dos direitos democráticos», bem como a sua «participação activa na vida cultural do distrito do Porto, na região Norte e no País.