Condições para avançar
Em Aveiro e em Coimbra, na quinta-feira à noite, candidatos e apoiantes da CDU mostraram vivo empenho para a parte final da campanha e confiança num bom resultado.
Os esforços de hoje garantem a CDU mais forte dia 29
Em Aveiro, um jantar-convívio teve lugar no edifício Banda da Amizade, no largo do Alboi. Em Coimbra, uma festa-comício realizou-se no Pátio da Inquisição. Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, interveio em ambas as iniciativas.
O cabeça-de-lista da Coligação PCP-PEV para a Câmara Municipal de Aveiro, Miguel Viegas, valorizou o maior número de candidaturas apresentadas a estas eleições autárquicas. Destacou o facto de praticamente metade dos candidatos aos órgãos dos municípios e freguesias não terem filiação partidária, como demonstração do largo apoio às propostas da CDU e ao trabalho até agora realizado pelos seus eleitos.
Ao palco do comício, em Coimbra, subiram, pouco depois das 22 horas, os primeiros candidatos das listas para as 17 câmaras municipais do distrito. Francisco Queirós, o cabeça-de-lista da CDU à Câmara Municipal de Coimbra, lembrou a intervenção positiva dos eleitos da Coligação, seja nas cinco freguesias de presidência CDU (oito no distrito), seja na Assembleia Municipal e na Câmara, onde é vereador, e referiu algumas das principais propostas para o concelho.
Numa intervenção escrita, com vários momentos de improviso, Jerónimo de Sousa abordou a actual situação política e realçou a importância de, nas eleições autárquicas, afirmar com o voto um forte protesto contra o pacto de agressão e a política de direita, bem como uma vontade de mudança e ruptura com o rumo das últimas décadas.
Tanto o local, como os factos mais recentes, deram mais realce ao tema da Educação. O Secretário-geral do Partido contestou declarações do primeiro-ministro e do ministro da Educação, para salientar que «a abertura do ano lectivo está marcada pela instabilidade e pela preocupação, face às consequências das medidas que foram sendo tomadas no sentido da desvalorização da escola pública». Mas, «também ao contrário do que diz o PS, esta situação não é o resultado da incompetência do Governo, mas de uma deliberada opção política de fragilizar e retirar qualidade à Escola Pública e desta forma avançar, tal como foi decidido no último Conselho de Ministros, aumentando o financiamento público do ensino privado».
No sítio da CDU (cdu.pt) estão publicadas vídeo-reportagens destas iniciativas e as intervenções de Jerónimo de Sousa, Miguel Viegas e Francisco Queirós.
A luta não vai parar
«A cada dia que passa mais são as razões para exigir a demissão do Governo, mais necessário e urgente se torna derrotar definitivamente um Governo que não descansa de destruir a vida e o futuro dos portugueses.
Esta é uma batalha que é preciso continuar a travar. Quanto mais tempo estiver no poder este Governo, mais longe levará o seu desígnio de exploração do nosso povo e mais fundo cavará a desgraça do País.
É também por assim ser que a luta não pode parar e não vai parar!
Eles querem fazer crer que estão ali de pedra e cal, mas a verdade é que todos os dias mostram ser o que são: um Governo isolado e sem futuro, que a luta dos trabalhadores e do nosso povo acabará por derrotar.
Luta que terá como momento incontornável a realização de uma grande acção nacional no dia 19 de Outubro, convocada pela CGTP-IN!
Luta que é preciso dinamizar e apoiar, ao mesmo tempo que travamos essa batalha importantíssima das eleições para as autarquias.»
Jerónimo de Sousa
no comício em Coimbra