Crescer e avançar
Arrancou, anteontem, a campanha oficial para as eleições autárquicas. Jerónimo de Sousa dedicou o dia ao distrito de Santarém.
Estar com a CDU é uma opção que vale a pena
No Entroncamento, onde David Ribeiro é o cabeça-de-lista à Câmara Municipal, o Secretário-geral do PCP almoçou com trabalhadores e reformados do sector ferroviário.
Às cerca de 130 pessoas que ali se juntaram, Jerónimo de Sousa deu a conhecer que, na Assembleia da República, os partidos da troika (PS, PSD e CDS) chumbaram todas as propostas do PCP, no sentido de devolver esse direito aos trabalhadores. «Não se pode enganar os ferroviários!», salientou, condenando o processo de destruição da ferrovia, que PS, PSD e CDS vão levando a cabo há mais de 25 anos.
Além das «concessões», Jerónimo de Sousa criticou os cortes brutais nos salários dos trabalhadores, para além do congelamento das progressões e do roubo no valor das horas nocturnas. «Os ferroviários, assim como a generalidade dos trabalhadores, estão hoje mais pobres, têm mais dificuldades, no activo ou na reforma, resultante de uma política concreta que visa, no essencial, o aumento da exploração e o empobrecimento geral dos portugueses», afirmou.
Novo ciclo
Seguiu-se uma visita ao concelho da Chamusca, onde Francisco Matias e José Braz encabeçam as listas da CDU à Câmara e Assembleia Municipal, respectivamente. Neste concelho, a Coligação promete fazer «o que ainda não foi feito», com um novo ciclo para o desenvolvimento económico.
Junto à Biblioteca Municipal, onde se encontravam largas centenas de pessoas, o Secretário-geral do PCP afirmou que «estar com a CDU é uma opção que vale a pena». «Nós temos, de facto, um projecto construído de baixo para cima, assente nas aspirações, nas preocupações e, até, nas críticas das populações», salientou.
A Caravana seguiu depois para Tomar, onde percorreu as ruas do centro da cidade. No final, intervieram Bruno Graça e Paulo Macedo, cabeças-de-lista à Câmara e Assembleia Municipal. «Temos condições para alargar a candidatura, de trazer milhares de pessoas que nunca votaram na CDU e eleger uma Câmara que saberá dar esperança ao povo», disse Bruno Graça.
Jerónimo de Sousa manifestou, de igual forma, convicção de que «com um programa, com as acções de contacto e de esclarecimento, de proximidade com as populações, somos capazes de crescer e de avançar».
Penalizar PS, PSD e CDS
O périplo pelo distrito de Santarém terminou em Torres Novas, com um comício que encheu o Jardim Municipal. Neste concelho, o Secretário-geral do PCP criticou as declarações do actual ministro da Economia, António Pires de Lima, que, ao contrário do que defendeu antes de ir para o Governo, anunciou que a redução do IVA na restauração só poderá acontecer em Julho do próximo ano.
«O IVA só baixa quando esta troika se for embora, quando este Governo for demitido, quando existir uma política diferente, patriótica e de esquerda», precisou, alertando, ainda, para as novas medidas que o Governo está a preparar e que apenas serão anunciadas depois das eleições autárquicas. «Quando estivermos a votar, no dia 29 de Setembro, temos que penalizar esta política, este Governo, mas também quem subscreveu o pacto de agressão», acusou Jerónimo de Sousa, referindo-se ao PS, que «tem que ser responsabilizado pelo povo português».
No comício interveio ainda Carlos Tomé, cabeça-de-lista da CDU à Câmara de Torres Novas, que, sobre a realidade local, deu a conhecer que o PS tem gerido o município nos últimos 20 anos «como se fosse uma sua coutada privada, ignorando a democracia e o dever de transparência das decisões». Entre as principais denúncias e críticas, o candidato referiu que a Câmara Municipal está atolada num «mar de dívidas» de mais de 35 milhões de euros, que «vão hipotecar a autarquia nos próximos três mandatos».
Todas estas iniciativas, no distrito de Santarém, foram acompanhadas por, entre outros activistas e candidatos, Octávio Augusto e Manuela Pinto Ângelo, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central do PCP, respectivamente.