Aposta inteligente
O incremento dos denominados modos suaves de transporte, com o incentivo em particular do uso da bicicleta, é seguramente uma aposta susceptível de reduzir a nossa dependência dos combustíveis fósseis, a emissão de gases com efeito de estufa, a poluição urbana e o ruído, garantindo simultaneamente «óbvias vantagens ambientais, económicas, de saúde pública e de harmonização do espaço urbano».
Investimento na mobilidade suave que deve ser encarado numa perspectiva de «complementaridade com o sistema de transportes públicos colectivos», que urge desenvolver e colocar verdadeiramente ao serviço das populações e do interesse nacional, defende o deputado comunista Paulo Sá.
Esta posição da bancada comunista foi assumida em recente debate em torno de um diploma do Partido Ecologista «Os Verdes» pugnando pela elaboração de um Plano Nacional de Ciclovias, o qual baixou à Comissão de Economia e Obras Públicas para apreciação na especialidade.
Analisando o que foram as últimas três décadas do ponto de vista da mobilidade e da rede de transportes, Paulo Sá não deixou de anotar de forma crítica o facto de os sucessivos governos terem privilegiado o transporte automóvel individual, negligenciando o transporte público colectivo.
A progressiva degradação a que este tem vindo a ser sujeito, nomeadamente em termos de cobertura, dimensão e frequência das carreiras, com prejuízo para os utentes, foi também criticada pelo parlamentar do PCP, para quem este declínio fica a dever-se às privatizações, «ditadas por uma lógica meramente empresarial de obtenção de lucro».