À memória de Joaquim de Sousa Teixeira

Marinheiro insubmisso da revolta de 1936

Aurélio Santos
No cemitério do Alto de São João representações do PCP, da URAP e da Associação de Sargentos da Armada prestaram sábado passado uma última homenagem a Joaquim de Sousa Teixeira, que foi deportado para o Tarrafal na primeira leva de presos políticos para ali enviados.
Joaquim Teixeira era um jovem grumete da Armada quando participou na revolta de 1936 dos marinheiros dos navios Dão, Afonso de Albuquerque e Bartolomeu Dias contra a ditadura de Salazar. Julgado pelo iníquo Tribunal Militar Especial, foi condenado a 16 anos de prisão e fez parte daqueles que aí sofreram o período mais violento da repressão fascista, quando os trabalhos forçados, a má alimentação, a doença, ceifavam mais cruelmente vidas, justificando a designação do Tarrafal como «Campo da Morte Lenta».
Tendo adoecido gravemente, Joaquim Teixeira foi transferido sob prisão para o Hospital de S. José, onde lhe foi extraído um rim.
«Como todo o prisioneiro que se preza – dizia ele numa entrevista à Revista da Armada publicada após o 25 de Abril – não me saía da cabeça a ideia de me evadir». E assim fez, numa tarde de Agosto de 1948, tendo passado a viver de forma clandestina, com falsa identidade, para escapar à vigilância da PIDE.
Prestando homenagem à memória de Joaquim Teixeira, como se disse por ocasião do seu funeral, estamos também recordando aqueles que no Tarrafal e em todo o País, não se resignaram à ditadura fascista numa época em que Salazar afirmava: «o Século XX será fascista.» Não cruzaram os braços ante o que agora se designa como «os ventos da História».
Com a sua luta, semearam os cravos que floresceram no 25 de Abril. Para que Tarrafal – nunca mais!


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