Medidas de cosmética
A reunião do G20 não responde aos graves problemas com que o Mundo se confronta em resultado da profunda crise do capitalismo, concluiu, no dia 2, o Gabinete de Imprensa do PCP, com base nas conclusões daquela reunião entretanto conhecidas.
Em nota divulgada no passado dia 2 de Abril, o PCP começa por se questionar sobre para quê, para quem e com que orientação política são disponibilizadas as somas astronómicas anunciadas. De facto, diz, como revela «o fracasso das chamadas medidas anti-crise», a aplicação de tais verbas por si só, sem uma alteração das opções de fundo, não resolverá os problemas económicos e sociais.
Por outro lado, a «tão propalada reforma do sistema financeiro internacional resultou afinal num conjunto de «medidas avulsas e de carácter cosmético», sendo que as instituições centrais deste sistema, cujas políticas são responsáveis pela actual crise, a começar pelo Fundo Monetário Internacional, se mantêm «intocáveis e mesmo reforçadas». Mais, as questões de fundo da arquitectura financeira internacional que suporta a actual ordem económica mundial capitalista «não são sequer afloradas», mantendo-se nomeadamente a hegemonia do dólar norte-americano.
«Particularmente significativo» é, entretanto, para o PCP, o facto de o G20, «confirmando a estratégia do “mudar o necessário para que tudo fique na mesma”», ter mantido os off-shores/paraísos fiscais.
Assim, não são «visíveis» quaisquer medidas capazes de dar resposta aos gravíssimos problemas sociais que se colocam, como seja o do desemprego. Mesmo no plano do apoio ao desenvolvimento, as conclusões tornadas públicas «apontam para as habituais promessas de ajuda – essencialmente de carácter assistencialista e acompanhadas de objectivos de dominação e exploração –, ao mesmo tempo que se insiste na tentativa de imposição da liberalização do comércio mundial no interesse das grandes potências».
Em resumo, esta cimeira confirma a ideia, já várias vezes afirmada pelo PCP, de que «só a luta dos trabalhadores e dos povos, só a ruptura com o actual sistema político e económico dominante podem pôr fim às crises como a que presentemente assola o mundo».
Em nota divulgada no passado dia 2 de Abril, o PCP começa por se questionar sobre para quê, para quem e com que orientação política são disponibilizadas as somas astronómicas anunciadas. De facto, diz, como revela «o fracasso das chamadas medidas anti-crise», a aplicação de tais verbas por si só, sem uma alteração das opções de fundo, não resolverá os problemas económicos e sociais.
Por outro lado, a «tão propalada reforma do sistema financeiro internacional resultou afinal num conjunto de «medidas avulsas e de carácter cosmético», sendo que as instituições centrais deste sistema, cujas políticas são responsáveis pela actual crise, a começar pelo Fundo Monetário Internacional, se mantêm «intocáveis e mesmo reforçadas». Mais, as questões de fundo da arquitectura financeira internacional que suporta a actual ordem económica mundial capitalista «não são sequer afloradas», mantendo-se nomeadamente a hegemonia do dólar norte-americano.
«Particularmente significativo» é, entretanto, para o PCP, o facto de o G20, «confirmando a estratégia do “mudar o necessário para que tudo fique na mesma”», ter mantido os off-shores/paraísos fiscais.
Assim, não são «visíveis» quaisquer medidas capazes de dar resposta aos gravíssimos problemas sociais que se colocam, como seja o do desemprego. Mesmo no plano do apoio ao desenvolvimento, as conclusões tornadas públicas «apontam para as habituais promessas de ajuda – essencialmente de carácter assistencialista e acompanhadas de objectivos de dominação e exploração –, ao mesmo tempo que se insiste na tentativa de imposição da liberalização do comércio mundial no interesse das grandes potências».
Em resumo, esta cimeira confirma a ideia, já várias vezes afirmada pelo PCP, de que «só a luta dos trabalhadores e dos povos, só a ruptura com o actual sistema político e económico dominante podem pôr fim às crises como a que presentemente assola o mundo».