Burguesia e proletariado
Burguesia e proletariado continuam a representar as partes, dinâmicas, interactivas, em constante mutação, de um tipo determinado de relações sociais de exploração que opõem possidentes a não possidentes, ou, como escreveram Marx e Engels no Manifesto do Partido Comunista, que colocam de um lado «a classe dos capitalistas modernos – os possuidores dos meios sociais de produção e que tiram proveito do trabalho assalariado», e do outro lado «a classe dos operários modernos, que apenas vivem enquanto encontram trabalho, e que apenas encontram trabalho enquanto o seu trabalho multiplica o capital».
Considerando que «a burguesia não pode existir sem revolucionar continuamente os instrumentos de produção», e que a realidade mostra a financeirização da economia mundial e a reconfiguração da propriedade pela especulação bolsista; um incremento das tecnologias a par do assalariamento de vastas camadas intermédias; e a recomposição da classe operária no que às qualificações profissionais, tipo de trabalho, autonomia e até acesso ao consumo diz respeito – não é possível deixar de considerar que a sociedade assente no modo de organização da produção capitalista mantém, no fundamental, a relação antagónica entre capital e trabalho observada no Manifesto.
Conserva por isso toda a actualidade e acutilância a conclusão de Marx em 1847 na Miséria da Filosofia: «Enquanto deixardes subsistir a relação entre o trabalho assalariado e o capital, a troca das mercadorias entre si bem pode fazer-se nas condições mais favoráveis, que haverá sempre uma classe que explorará e uma classe que será explorada».
Considerando que «a burguesia não pode existir sem revolucionar continuamente os instrumentos de produção», e que a realidade mostra a financeirização da economia mundial e a reconfiguração da propriedade pela especulação bolsista; um incremento das tecnologias a par do assalariamento de vastas camadas intermédias; e a recomposição da classe operária no que às qualificações profissionais, tipo de trabalho, autonomia e até acesso ao consumo diz respeito – não é possível deixar de considerar que a sociedade assente no modo de organização da produção capitalista mantém, no fundamental, a relação antagónica entre capital e trabalho observada no Manifesto.
Conserva por isso toda a actualidade e acutilância a conclusão de Marx em 1847 na Miséria da Filosofia: «Enquanto deixardes subsistir a relação entre o trabalho assalariado e o capital, a troca das mercadorias entre si bem pode fazer-se nas condições mais favoráveis, que haverá sempre uma classe que explorará e uma classe que será explorada».