Reforçar o Partido para melhor agir
A Célula do PCP no Arsenal do Alfeite realizou, no passado dia 21 de Outubro, a sua 8.ª Assembleia de Organização, apontando medidas para o reforço da organização do Partido junto dos trabalhadores.
A empresa deve modernizar-se mas manter-se pública
O Projecto de Resolução Política, aprovado pelos 17 camaradas presentes, começa por caracterizar a empresa, o único estaleiro nacional com capacidade de projecto e construção de navios, quer de patrulhas quer de apoio à Polícia Marítima e Instituto de Socorro a Náufragos. O único, também, para a manutenção e reparação de submarinos e outros navios militares sofisticados e de equipamentos electrónicos e armamentos, possuindo um centro de formação escolar e profissional de jovens e um conjunto de seis laboratórios que visam garantir a qualidade da sua produção.
O Arsenal do Alfeite, para além de ser a empresa mais importante do concelho de Almada, e empregar 1319 trabalhadores, faz parte de um Sector – o da Indústria de Defesa – que assegura «a capacidade de defesa autónoma do nosso País», impedindo a sua submissão aos interesses da NATO e do EUA, diz a Célula do PCP. Daí a sua preocupação com a fúria economicista com que os sucessivos governos PS, PSD e CDS procuram «abrir caminho à privatização total ou parcial» do Arsenal. Na verdade, para além de não terem procedido à modernização da empresa, têm arrastado as suas más condições. Mais, têm apostado na contratação de trabalhadores ao abrigo do contrato individual de trabalho, criando situações de desigualdade entre os trabalhadores admitidos, nomeadamente em relação ao regime de segurança social e assistência médica, e nas remunerações entre funções e categorias iguais.
Enfim, uma actuação que obedece à lógica de que «as empresas devem ser privadas para poderem funcionar, denuncia a célula do PCP que, relativamente ao Arsenal do Alfeite, entende que ele deve manter o seu papel de empresa pública, ao serviço do País e dos trabalhadores.
Comunistas indispensáveis
A recuperação das infra-estruturas e equipamento do estaleiro; o investimento na sua modernização e na formação do pessoal; a aposta em novos projectos e construções; a contratação de mais trabalhadores efectivos com vínculo público, são assim algumas das medidas que apontam para contrariar esta lógica.
Mas para travar esta ofensiva neoliberal de «Estado mínimo» a Assembleia defende também, como essencial, a luta dos trabalhadores, organizados no movimento sindical unitário e nas comissões de trabalhadores, estruturas onde a acção dos comunistas continua a ser indispensável. Os participantes decidiram, ainda, dar cumprimento à orientação saída do último Congresso do PCP, que pôs como questão central da actividade o reforço da organização do Partido junto dos trabalhadores nos locais de trabalho.
Nesse sentido, elegeram um novo organismo de direcção da célula, que pretendem forte e com ligação regular aos militantes. Segundo a Resolução Política aprovada, entre outras responsabilidades, cabe a este organismo – composto por sete camaradas – intensificar a discussão dos problemas dos trabalhadores, para melhor lhes responder; criar um Boletim da Célula; promover o aumento da venda e leitura do Avante! e do Militante e, paralelamente, a formação política e ideológica dos militantes; manter a ligação com os militantes membros dos órgãos da Casa do Pessoal do AA. Ou seja, medidas indispensáveis ao reforço da organização do Partido e do seu trabalho futuro e que começaram a ser levadas à prática na própria Assembleia, com a admissão de dois novos membros para o Partido.
O Arsenal do Alfeite, para além de ser a empresa mais importante do concelho de Almada, e empregar 1319 trabalhadores, faz parte de um Sector – o da Indústria de Defesa – que assegura «a capacidade de defesa autónoma do nosso País», impedindo a sua submissão aos interesses da NATO e do EUA, diz a Célula do PCP. Daí a sua preocupação com a fúria economicista com que os sucessivos governos PS, PSD e CDS procuram «abrir caminho à privatização total ou parcial» do Arsenal. Na verdade, para além de não terem procedido à modernização da empresa, têm arrastado as suas más condições. Mais, têm apostado na contratação de trabalhadores ao abrigo do contrato individual de trabalho, criando situações de desigualdade entre os trabalhadores admitidos, nomeadamente em relação ao regime de segurança social e assistência médica, e nas remunerações entre funções e categorias iguais.
Enfim, uma actuação que obedece à lógica de que «as empresas devem ser privadas para poderem funcionar, denuncia a célula do PCP que, relativamente ao Arsenal do Alfeite, entende que ele deve manter o seu papel de empresa pública, ao serviço do País e dos trabalhadores.
Comunistas indispensáveis
A recuperação das infra-estruturas e equipamento do estaleiro; o investimento na sua modernização e na formação do pessoal; a aposta em novos projectos e construções; a contratação de mais trabalhadores efectivos com vínculo público, são assim algumas das medidas que apontam para contrariar esta lógica.
Mas para travar esta ofensiva neoliberal de «Estado mínimo» a Assembleia defende também, como essencial, a luta dos trabalhadores, organizados no movimento sindical unitário e nas comissões de trabalhadores, estruturas onde a acção dos comunistas continua a ser indispensável. Os participantes decidiram, ainda, dar cumprimento à orientação saída do último Congresso do PCP, que pôs como questão central da actividade o reforço da organização do Partido junto dos trabalhadores nos locais de trabalho.
Nesse sentido, elegeram um novo organismo de direcção da célula, que pretendem forte e com ligação regular aos militantes. Segundo a Resolução Política aprovada, entre outras responsabilidades, cabe a este organismo – composto por sete camaradas – intensificar a discussão dos problemas dos trabalhadores, para melhor lhes responder; criar um Boletim da Célula; promover o aumento da venda e leitura do Avante! e do Militante e, paralelamente, a formação política e ideológica dos militantes; manter a ligação com os militantes membros dos órgãos da Casa do Pessoal do AA. Ou seja, medidas indispensáveis ao reforço da organização do Partido e do seu trabalho futuro e que começaram a ser levadas à prática na própria Assembleia, com a admissão de dois novos membros para o Partido.