Opções estratégicas para o caminho de ferro

Governo vai na direcção errada

O Governo está mais apostado em desenvolver «linhas de negócio» favoráveis à entrada dos privados do que em dar resposta aos problemas existentes, afirma o PCP, a propósito das opções estratégicas anunciadas pelo Executivo para o caminho de ferro.

O País continua sem um verdadeiro sistema de transportes

Em comunicado divulgado anteontem pelo seu Gabinete de Imprensa, onde toma posição sobre as recentes declarações governamentais a propósito das comemorações dos 150 anos do Caminho de Ferro, que classifica como «mais uma das operações de propaganda» a que o Executivo de Sócrates nos habituou, o PCP considera tratar-se de uma «simulação», uma vez que «não passa da repetição de posições anteriormente divulgadas, tendo como questão central a alta velocidade e a liberalização e privatização» do tráfego de mercadorias e de passageiros».
«O que foi anunciado como sendo «Orientações Estratégicas» para o Sector ferroviário, não consegue ocultar a ausência de "Orientações Estratégicas para o Sector de Transportes" que dê resposta às necessidades do país, das populações e dos trabalhadores», sublinha a nota, na qual se afirma ainda que o Governo nada diz sobre o que «deve ser um verdadeiro Sistema de Transportes», esta sim a questão primordial a carecer de resposta.
O que sobressai do documento do Executivo, pelo contrário, na opinião do PCP, é o prosseguimento de uma linha no sentido da privatização do transporte de mercadorias, assim como de outras «unidades de negócio», aprofundando desta forma o «desmembramento da empresa, com os resultados que estão à vista».
Omissas no documento do Governo são ainda as «causas e os responsáveis pela falta de financiamento do caminho de ferro, que conduziu à situação actual de graves insuficiências no que se refere às infra-estruturas e ao material circulante», acusa o PCP, para quem a «sobrevalorização» dos aspectos relacionados com a alta velocidade não consegue ocultar» a acção negativa de sucessivos governos, como o do PS, cuja grande aposta tem sido a de «promover o asfixiamento de diversas linhas, reduzir e degradar a oferta, para obter o pretexto para encerrar linhas e estações, prejudicando os utentes e as populações».
Em oposição a esta política, o PCP, pela sua parte, como reitera o Gabinete de Imprensa, defende um «sistema de transportes públicos que responda às necessidades de mobilidade das populações e transporte de mercadorias e no qual o caminho de ferro desempenhe um papel estruturante».


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