Governo responsável pelo aumento da criminalidade
O crescimento acelerado da criminalidade, a privatização de áreas vitais da segurança pública e a militarização das forças e serviços de segurança foram o tema das reuniões que o PCP manteve com a Direcção Nacional da PSP e a ASPP.
Uma delegação do PCP visitou anteontem a Direcção Nacional da PSP e a Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, procurando conhecer melhor a situação da segurança pública, com a aproximação do Euro 2004 e do festival Rock in Rio.
O secretário-geral Carlos Carvalhas, o deputado António Filipe e José Martins, membro do Comité Central, mostraram-se preocupados com o crescimento acelerado da criminalidade, responsabilizando as políticas neoliberais por esta situação, nomeadamente através de cortes orçamentais, da ruptura nos programas de polícia de proximidade e da quebra significativa dos efectivos policiais.
Em 2002, o somatório de seis tipos de crime graves e violentos aumentou 478 por cento em relação ao ano anterior. Nos primeiros seis meses de 2003, os assaltos a bancos triplicaram e os homicídios e raptos registaram um crescimento de 50 por cento em relação a 2002. Quanto à criminalidade juvenil, verificou-se um aumento de 11 por cento em 2003.
Segurança privada cresce
A privatização das áreas vitais da segurança pública foi também abordada. A segurança privada – estimada em 60 empresas e cerca de 80 mil seguranças, a maioria em situação ilegal – preenche um «quadro preocupante da invasão do domínio público, assacando responsabilidades que são exclusivas das forças públicas de segurança», como se lê nos documentos do PCP.
«A situação é tanto mais grave quando as forças de segurança foram afastadas no Euro 2004 do interior dos estádios de futebol» e quando não lhes é fornecida informação sobre as novas instalações desportivas e os equipamentos que vão ser usados.
A militarização das forças e serviços de segurança e a policialização da sociedade é contestada pelo PCP. «O resultado é a concentração de efectivos em grandes unidades de reserva, aquartelados, desligados das populações, com os respectivos profissionais fortemente cerceados nos seus direitos. Desta política resulta que em Lisboa e no Porto haja um agente de serviço para 3 mil habitantes, enquanto 22 mil agentes devidamente formados e qualificados estão ocupados em impedimentos e serviços burocráticos.»
As medidas securitárias ao nível europeu e a degradação das condições de trabalho, a instabilidade e a desmotivação nas forças policiais foram outras questões debatidas durante as reuniões.
O secretário-geral Carlos Carvalhas, o deputado António Filipe e José Martins, membro do Comité Central, mostraram-se preocupados com o crescimento acelerado da criminalidade, responsabilizando as políticas neoliberais por esta situação, nomeadamente através de cortes orçamentais, da ruptura nos programas de polícia de proximidade e da quebra significativa dos efectivos policiais.
Em 2002, o somatório de seis tipos de crime graves e violentos aumentou 478 por cento em relação ao ano anterior. Nos primeiros seis meses de 2003, os assaltos a bancos triplicaram e os homicídios e raptos registaram um crescimento de 50 por cento em relação a 2002. Quanto à criminalidade juvenil, verificou-se um aumento de 11 por cento em 2003.
Segurança privada cresce
A privatização das áreas vitais da segurança pública foi também abordada. A segurança privada – estimada em 60 empresas e cerca de 80 mil seguranças, a maioria em situação ilegal – preenche um «quadro preocupante da invasão do domínio público, assacando responsabilidades que são exclusivas das forças públicas de segurança», como se lê nos documentos do PCP.
«A situação é tanto mais grave quando as forças de segurança foram afastadas no Euro 2004 do interior dos estádios de futebol» e quando não lhes é fornecida informação sobre as novas instalações desportivas e os equipamentos que vão ser usados.
A militarização das forças e serviços de segurança e a policialização da sociedade é contestada pelo PCP. «O resultado é a concentração de efectivos em grandes unidades de reserva, aquartelados, desligados das populações, com os respectivos profissionais fortemente cerceados nos seus direitos. Desta política resulta que em Lisboa e no Porto haja um agente de serviço para 3 mil habitantes, enquanto 22 mil agentes devidamente formados e qualificados estão ocupados em impedimentos e serviços burocráticos.»
As medidas securitárias ao nível europeu e a degradação das condições de trabalho, a instabilidade e a desmotivação nas forças policiais foram outras questões debatidas durante as reuniões.