Uma desgraçada política de retrocesso
Os comunistas de Beja acusam os governos que têm dirigido o País de conduzirem ao atraso o Alentejo, que perde em média cinco habitantes por dia.
Entraram para o Partido em Beja nos últimos anos 544 novos militantes
«O País e o Alentejo estão confrontados com uma política desgraçada, uma política de retrocesso e a duas velocidades diferentes, uma no litoral e outra no interior, afirmou Carlos Carvalhas perante os mais de duzentos delegados que participaram, domingo, na 5.ª Assembleia da Organização Regional de Beja do PCP.
O secretário-geral comunista lembrou que importantes investimentos para a região continuam sem avançar, como é o exemplo do Aeroporto de Beja, do complexo de Sines e de Alqueva. Para o dirigente do PCP, uma das mais evidentes consequências do desastre desta política é o facto de o Alentejo perder por dia, em média, cinco habitantes.
Esta política sente-se com particular intensidade no Alentejo, mas as suas consequências estendem-se em todo o País. Considerando que este é um Governo de «retrocesso, de mentiras e de propaganda enganosa», o dirigente comunista considera ser hoje evidente que é ao Governo que devem ser assacadas as responsabilidades pela «grave situação económica e social em que o País se encontra». «Estamos do sexto trimestre em recessão», realça.
Durante todo o dia de trabalhos, foi dado grande destaque a esta questão. Na resolução da Assembleia, aprovada por maioria com uma abstenção, recorda-se que o Alentejo continua a desertificar-se e a envelhecer: «Dos 47 concelhos alentejanos apenas sete aumentaram ligeiramente a população entre 1991 e 2001», lê-se no documento. Segundo o Censo de 2001, a região perdeu mais de 38 mil habitantes desde 1981. Acentua-se ainda a fuga das populações das freguesias rurais para as sedes de concelho.
Também os indicadores económicos e sociais – garantes do desenvolvimento e crescimento da região – pioraram nos últimos anos. O desemprego atinge já dezenas de milhar de trabalhadores e a emigração surge novamente como «único caminho para muitos milhares de alentejanos assegurarem o seu sustento».
Reforçar o Partido
O reforço da organização partidária é apontada como o caminho para dinamizar a luta pelo futuro do Alentejo. Com mais de 5800 militantes inscritos, o PCP na região «afirma-se como uma grande organização, com capacidade de análise e resposta política às grandes questões, capaz de mobilizar e promover acções em defesa dos trabalhadores e das populações».
Tendo havido uma diminuição do número de militantes entre as duas assembleias, é de realçar os recrutamentos efectuados neste período, 544 novos inscritos, que representam já mais de 9 por cento do total dos militantes. A resolução realça que estes recrutamentos contribuem decisivamente para inverter a tendência para o envelhecimento da organização.
A campanha de contactos com os membros do Partido surge também destacada na resolução política aprovada. No documento, considera-se que esta iniciativa tem-se revelado de grande importância para apurar o real número de militantes, bem como para saber o que fazem e onde trabalham.
Como prioridades de trabalho para os próximos anos, os comunistas da região de Beja destacam a intervenção com a juventude, estudantil ou trabalhadora.
A ligação aos trabalhadores e às suas estruturas é outra prioridade, a par do trabalho junto dos agricultores.
O secretário-geral comunista lembrou que importantes investimentos para a região continuam sem avançar, como é o exemplo do Aeroporto de Beja, do complexo de Sines e de Alqueva. Para o dirigente do PCP, uma das mais evidentes consequências do desastre desta política é o facto de o Alentejo perder por dia, em média, cinco habitantes.
Esta política sente-se com particular intensidade no Alentejo, mas as suas consequências estendem-se em todo o País. Considerando que este é um Governo de «retrocesso, de mentiras e de propaganda enganosa», o dirigente comunista considera ser hoje evidente que é ao Governo que devem ser assacadas as responsabilidades pela «grave situação económica e social em que o País se encontra». «Estamos do sexto trimestre em recessão», realça.
Durante todo o dia de trabalhos, foi dado grande destaque a esta questão. Na resolução da Assembleia, aprovada por maioria com uma abstenção, recorda-se que o Alentejo continua a desertificar-se e a envelhecer: «Dos 47 concelhos alentejanos apenas sete aumentaram ligeiramente a população entre 1991 e 2001», lê-se no documento. Segundo o Censo de 2001, a região perdeu mais de 38 mil habitantes desde 1981. Acentua-se ainda a fuga das populações das freguesias rurais para as sedes de concelho.
Também os indicadores económicos e sociais – garantes do desenvolvimento e crescimento da região – pioraram nos últimos anos. O desemprego atinge já dezenas de milhar de trabalhadores e a emigração surge novamente como «único caminho para muitos milhares de alentejanos assegurarem o seu sustento».
Reforçar o Partido
O reforço da organização partidária é apontada como o caminho para dinamizar a luta pelo futuro do Alentejo. Com mais de 5800 militantes inscritos, o PCP na região «afirma-se como uma grande organização, com capacidade de análise e resposta política às grandes questões, capaz de mobilizar e promover acções em defesa dos trabalhadores e das populações».
Tendo havido uma diminuição do número de militantes entre as duas assembleias, é de realçar os recrutamentos efectuados neste período, 544 novos inscritos, que representam já mais de 9 por cento do total dos militantes. A resolução realça que estes recrutamentos contribuem decisivamente para inverter a tendência para o envelhecimento da organização.
A campanha de contactos com os membros do Partido surge também destacada na resolução política aprovada. No documento, considera-se que esta iniciativa tem-se revelado de grande importância para apurar o real número de militantes, bem como para saber o que fazem e onde trabalham.
Como prioridades de trabalho para os próximos anos, os comunistas da região de Beja destacam a intervenção com a juventude, estudantil ou trabalhadora.
A ligação aos trabalhadores e às suas estruturas é outra prioridade, a par do trabalho junto dos agricultores.