Coreia do Norte teme agressão dos EUA
A Coreia do Norte acusa os Estados Unidos de pretenderem uma «solução militar» para o conflito com a península coreana, a exemplo do que fizeram em relação ao Iraque e ao Afeganistão. Um comentário recentemente publicado no jornal «Minju Jason», citado pela Prensa Latina, acusa Washington de jogo duplo ao falar muito de diálogo e negociações, quando na realidade sua intenção é agredir militarmente o país.
O jornal baseia-se na decisão da Casa Branca de enviar sofisticadas equipas de combate para a Coreia do Sul, em reforço dos 37 mil efectivos norte-americanos já ali estacionados. «Os EUA estão a utilizar as suas principais forças na Coreia do Sul, inclusive a Segunda Divisão de Infantaria, e estão a criar uma Força regional no noroeste da Ásia, tendo como objectivo a Coreia do Norte e os países em redor da península coreana», denuncia o «Minju Jason».
As acusações de Pyongyang surgem na sequência das revelações feitas pelo influente jornal japonês «Yomiuri Shimbum», segundo o qual os governos de Tóquio, Seul e Washington têm um plano para pressionar a Coreia do Norte, nas próximas negociações multilaterais, a abandonar inclusive seu programa nuclear com fins pacíficos.
O plano, refere o jornal, prevê a suspensão de um projecto norte-americano contemplado nos acordos bilaterais de 1994 para construir na Coreia dois reactores de água ligeira a fim de substituir a tecnologia de grafite.
Foi justamente o não cumprimento desses acordos que forçaram Pyongyang a reabrir uma estação nuclear para abastecer a população de energia, o que deu origem em Outubro de 2002 à actual crise entre os dois países.
Apesar de a Coreia do Norte ter manifestado no final de 2003 a sua disposição de participar em Pequim numa segunda ronda de negociações com os EUA, Coreia do Sul, Japão, China e Rússia, Washington continua a pôr condições ao diálogo e rejeita a exigência norte-coreana de um pacto de não agressão.
O jornal baseia-se na decisão da Casa Branca de enviar sofisticadas equipas de combate para a Coreia do Sul, em reforço dos 37 mil efectivos norte-americanos já ali estacionados. «Os EUA estão a utilizar as suas principais forças na Coreia do Sul, inclusive a Segunda Divisão de Infantaria, e estão a criar uma Força regional no noroeste da Ásia, tendo como objectivo a Coreia do Norte e os países em redor da península coreana», denuncia o «Minju Jason».
As acusações de Pyongyang surgem na sequência das revelações feitas pelo influente jornal japonês «Yomiuri Shimbum», segundo o qual os governos de Tóquio, Seul e Washington têm um plano para pressionar a Coreia do Norte, nas próximas negociações multilaterais, a abandonar inclusive seu programa nuclear com fins pacíficos.
O plano, refere o jornal, prevê a suspensão de um projecto norte-americano contemplado nos acordos bilaterais de 1994 para construir na Coreia dois reactores de água ligeira a fim de substituir a tecnologia de grafite.
Foi justamente o não cumprimento desses acordos que forçaram Pyongyang a reabrir uma estação nuclear para abastecer a população de energia, o que deu origem em Outubro de 2002 à actual crise entre os dois países.
Apesar de a Coreia do Norte ter manifestado no final de 2003 a sua disposição de participar em Pequim numa segunda ronda de negociações com os EUA, Coreia do Sul, Japão, China e Rússia, Washington continua a pôr condições ao diálogo e rejeita a exigência norte-coreana de um pacto de não agressão.