Intervenção de José Casanova

A Festa resistirá às ofensivas

Trago-vos as saudações fraternas do colectivo do Avante!. Para todos: para os construtores da Festa, os milhares de militantes, amigos e simpatizantes do Partido e da JCP que, em múltiplas jornadas de trabalho voluntário, num ambiente de camaradagem e amizade, ergueram esta bela cidade nova, esta bela cidade cheia de sinais de futuro; para os que, nas suas organizações, com persistência militante, concretizaram as muitas outras tarefas que são fundamentais para o êxito da Festa; para os que, durante estes três dias, asseguraram o funcionamento pleno da Festa, com aquela determinação e vontade características dos comunistas – todos exemplificando de forma clara a importância decisiva do trabalho voluntário e colectivo, da militância assumida, da disponibilidade revolucionária; todos exemplificando de forma clara que o PCP é um partido diferente de todos os outros e que esta Festa é uma demonstração concreta dessa diferença; saudamos, com muita amizade, os milhares de visitantes da Festa, os milhares de homens, mulheres e jovens – militantes e não militantes do Partido – que aqui estão e por aqui passaram e que, com a sua presença, contribuíram para o êxito da Festa, para o enriquecimento do conteúdo fraterno e solidário destes três dias de convívio.
Saudamos e agradecemos, também, os apoios que nos foram prestados por diversas entidades públicas e privadas, nomeadamente, para além de dezenas de clubes e colectividades: Amarsul, PSP, Fertagus e Sul-Fertagus, TST, Bombeiros Voluntários de Seixal, Almada, Cacilhas, Barreiro, Sesimbra, Trafaria, Sul e Sueste do Barreiro, Federação Nacional de Canoagem, Junta de Freguesia da Amora – entre outras juntas de freguesia, Câmaras municipais de Seixal, Almada, Lisboa e Moita; Escola Secundária de Odivelas, Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Núcleo de Física do IST e Associação Heliades.
E saudamos, ainda, e como não podia deixar de ser, as organizações do Partido que desde a Festa do ano passado levaram a cabo a campanha de difusão do Avante!, conseguindo aumentar as vendas do nosso jornal em dois mil exemplares por semana – assim fazendo chegar mais longe e a mais gente a voz do Partido, que o mesmo é dizer a voz dos trabalhadores, dos explorados, a voz da luta, da confiança e do futuro. E daqui apelamos a que cada camarada, cada leitor do Avante!, prossiga o esforço de aumentar a difusão do jornal que dá o nome à festa.

O mistério da Festa

Como todos sabemos, a Festa do Avante! é a festa da liberdade e da democracia, da intervenção política e da cultura, da solidariedade e da amizade, da camaradagem e da fraternidade, do convívio e da alegria, da luta e da confiança, da juventude e do futuro – e uma festa como esta só pode ser feita por quem a faz: o Partido Comunista Português e a sua Juventude Comunista Portuguesa. Não há mistério nenhum: o segredo do êxito da Festa do Avante! está no seu conteúdo revolucionário, está no facto de esta ser a festa de um partido portador de um projecto transformador, assente na liberdade, na democracia, na justiça social, na solidariedade, na fraternidade. E é por isso que a Festa do Avante! não só não agrada como incomoda os anticomunistas de todos os matizes que, desde sempre, têm tentado liquidá-la. Quando, em 1976, se aperceberam de que, na FIL, se estava a construir uma iniciativa nova, revolucionária, tentaram impedi-la, usando os meios que haviam estado em voga nas práticas contra-revolucionárias: o terrorismo bombista que, apoiado pelo PS, pelo PSD e pelo CDS, fora utilizado no ataque a centros de trabalho do PCP. Mas falharam no seu objectivo: a Festa da FIL foi um êxito. Depois, seguiram-se as recusas dos terrenos do Vale do Jamor e do Alto da Ajuda, sob a invocação de falsos pretextos e de mentiras. Mas, mais uma vez, falharam no seu objectivo: a Festa do Avante! resistiu e continuou em frente. Até que lhes cortámos as vazas: comprámos o nosso terreno, este, a Quinta da Atalaia.
Agora voltam à carga: este ano, várias câmaras municipais – de maioria PS e PSD – têm proibido arbitrária e ilegalmente a propaganda à Festa do Avante! e, na Assembleia da República, os três partidos da política de direita – PS, PSD e CDS – aprovaram duas leis antidemocráticas e anticonstitucionais que têm, entre outros objectivos anticomunistas, o de atingir a Festa do Avante!. Mas não tenham ilusões: a nossa Festa resistirá e prosseguirá, por mais fortes que sejam as ofensivas contra ela.
Não surpreende que esses partidos não gostem da Festa do Avante! nem do ela significa. Mas, se não são capazes de fazer uma festa como esta, então queixem-se de si próprios ou sigam o exemplo do PCP: defendam políticas que sirvam os interesses dos trabalhadores e do povo, criem um funcionamento interno democrático, cultivem os seus militantes na defesa de valores humanos fundamentais, dêem aos seus militantes o direito de ter opinião, de decidir e de executar as decisões tomadas, democratizem-se.
A aversão desses partidos à Festa do Avante! tem razões evidentes: é natural que mentalidades velhas, caducas, retrógradas, se sintam mal perante o projecto de futuro de que o PCP é portador e de que a Festa do Avante! é um exemplo; é natural que partidos, cuja prática política os identifica como lacaios do grande capital, fiquem incomodados perante a existência e a acção de um partido que se orgulha da sua natureza de classe, que se orgulha de ser o partido da classe operária e de todos os trabalhadores, como está patente aqui na Festa do Avante!; é natural que partidos, vestidos com os trapos ideológicos que lhes são fornecidos pelas classes exploradoras e opressoras, fiquem incomodados com a existência e a acção de um partido que assume claramente a ideologia das classes trabalhadoras, o marxismo-leninismo, concepção materialista e dialéctica do mundo, que se enriquece com a prática e com a vida, criadora e, por isso, contrária quer à dogmatização quer à revisão oportunista dos seus princípios e conceitos fundamentais – cujos valores e princípios estão visíveis aqui na Festa, desde a sua construção até aos três dias da sua duração; é natural que partidos que vivem e funcionam na base de um centralismo desprovido de conteúdo democrático, que dependem de chefes todo-poderosos, os quais decidem e mandam executar o que muito bem entendem, fiquem incomodados com a existência e a acção de um partido no qual existe uma profunda democracia interna, caracterizada por uma forte participação dos militantes na vida partidária, por um intenso trabalho colectivo – aliás bem visíveis aqui na nossa Festa do Avante!, uma festa só possível de fazer por um partido no qual a militância, a camaradagem e o colectivo são quem mais ordena, uma festa só possível de fazer por «um partido jovem e no qual a juventude conta enquanto tal, um partido no qual os jovens comunistas da nossa JCP, sendo o futuro do Partido, são já, e essencialmente, o presente do Partido»; é natural, ainda, que partidos cuja prática em matéria de política interna é a submissão aos interesses do grande capital e cuja prática em matéria de política internacional é a submissão total às ordens do imperialismo norte-americano, fiquem incomodados com a existência e a acção de um partido patriota e internacionalista, de um partido que ocupando a vanguarda da luta pela defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores portugueses é, simultaneamente, solidário com as lutas de todos os povos do Mundo – lutas que daqui saudamos através dos camaradas e companheiros que, aqui na Festa do Avante!, aqui neste palco, representam partidos comunistas e organizações progressistas e de esquerda da Alemanha, de Angola, da Bélgica, da Bolívia, do Brasil, de Cabo Verde, do Chile, da China, de Chipre, de Cuba, da Eslováquia, da Espanha e das regiões da Catalunha e da Galiza, da França, da Guiné – Bissau, da Grã-Bretanha, da Grécia, do Iraque, da Itália, do Japão, do Laos, do Luxemburgo, de Marrocos, de Moçambique, da Palestina, do Peru, da República Checa, da República Popular Democrática da Coreia, da Síria, da Suíça, de Timor Leste, da Turquia, do Vietnam. A todos saudamos fraternalmente, a todos transmitimos a nossa solidariedade internacionalista, a todos expressamos os nossos votos de grandes êxitos nas lutas que travam nos seus países nestes tempos difíceis que vivemos, nestes tempos carregados de perigos decorrentes da opressiva e opressora globalização imperialista, nestes tempos de luta e de resistência, nestes tempos em que as consequências da nova ordem imperialista de cariz totalitário tornam mais premente a existência de partidos comunistas, revolucionários, fortemente implantados junto da classe operária e de todos os trabalhadores; tornam mais premente o reforço da solidariedade internacionalista, do internacionalismo proletário; tornam mais premente a necessidade da conjugação de forças e de vontades, de coragens e de resistências; tornam mais premente a necessidade de cada um de nós e de nós todos assumirmos, frontalmente e com tudo o que isso implica, a nossa condição de comunistas – que não desistimos de lutar por uma sociedade liberta de todas as formas de opressão e exploração, por uma sociedade socialista e comunista.
A festa de 2003 está a chegar ao fim. Para o ano, cá estaremos: os que aqui estamos e outros que se nos juntarão na Festa e na luta – na Festa do Avante!, que há-de ser ainda mais bonita do que a deste ano, e na luta de todos os dias, que é parte integrante da luta maior pela construção de um mundo novo feito de justiça social, de liberdade, de democracia, de solidariedade, de fraternidade, de camaradagem, de amizade.


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Uma festa melhor

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Solidariedade Internacional

No domingo, logo pela manhã, realizou-se o já habitual encontro com as delegações estrangeiras na Quinta da Atalaia, que contou com a presença e intervenção do secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, acompanhado de José Casanova, director do jornal Avante!, Virgílio de Azevedo, do Secretariado do CC, e Ângelo Alves, da Secção Internacional.

Confiante e insubstituível

A JCP, a organização revolucionária da juventude portuguesa, saúda-vos. Estamos na festa da juventude. Na festa que construímos juntos.Saudamos os jovens que, com o seu contributo, a sua abnegação e o seu amor revolucionário, ajudaram a construir a nossa festa e todos os jovens que estão na festa dos sonhos, da amizade e...

A alegria do reencontro

Do debate sobre «a mulher e o cinema» à declamação, da magia à música, do teatro ao vídeo, do desporto à dança, tudo aconteceu este ano no Pavilhão da Mulher.

Conhecer para exercer

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Um olhar diferente

«A mulher e o cinema» foi, este ano, o tema em debate no Pavilhão da Mulher.

O ano das mulheres

Sexta-feira, oito e meia da noite. O dia foi quente, mas a noite está fria. No Auditório 1.º de Maio o ambiente certamente vai aquecer. Por isso há que jantar depressa e rumar para junto do lago. «Onde?» Lá ao fundo, naquela tenda branca. «Ah, sim, reparei quando entrei. É que é a primeira vez que venho à Festa e ainda não conheço os cantos à casa.» E a vista é bem bonita, com as luzinhas reflectidas na Baia do Seixal. «É verdade. E que bem que se está aqui a ouvir a Filipa Pais.»

À conversa pela Atalaia

Munidos de um folheto sobre os direitos dos jovens, muitas ideias e um sorriso nos lábios, os participantes das brigadas de contacto da JCP partem à conversa com os jovens visitantes da Festa do Avante!. Os mais tímidos levam um pacote suplementar de coragem, porque isto de falar com desconhecidos nem sempre é fácil.

Defender os direitos é exercê-los

O futuro dos jovens não será fácil, se forem implementadas as políticas do Governo. Esta foi uma das conclusões do debate sobre «Direitos dos Jovens» que teve lugar na tarde de domingo, simultaneamente com uma outra: o combate às ideias neoliberais é cada vez mais necessário e só através dele se poderá travar o retrocesso social.

Quem constrói a Festa, constrói muito mais

Há sítio na Festa onde não haja jovens? Não, mas o Espaço da Juventude é-lhes especialmente dirigido, logo ali ao lado do Palco 25 de Abril. Este ano, a grande inovação foi uma sala de cinema improvisada onde foram exibidas trinta curtas metragens de realizadores portugueses. Mas havia mais, tanto que alguns jovens passaram ali grande parte dos dois dias e meio da Festa… A música ficou a cargo das quinze bandas que actuaram no Palco Novos Valores, as vencedoras da final que se realizou na Festa da Alegria, em Braga.

Sala cheia pela noite dentro

Enquanto lá dentro se faziam os últimos acertos na montagem, cá fora, apesar do adiantado da hora, centenas de pessoas, de várias idades, aguardavam calma e ordeiramente em fila a abertura das portas. No Avanteatro, foi assim todas as noites.

São cada vez mais os que experimentam e gostam

Não podia ter corrido melhor a componente desportiva da edição deste ano da Festa do Avante. Milhares de camaradas, amigos e simpatizantes do Partido de todos os pontos do país, através da sua alegria, entusiasmo e espírito desportivo deram corpo a uma festa desportiva que não tem paralelo em Portugal. Basta dizer que 1102 atletas cortaram a linha de chegada da Corrida da Festa, número que constitui recorde das dezasseis edições desta prova desportiva.

Batidos vários recordes da corrida da Festa

Luzia Dias e Luís Feiteira, ambos do Sporting , foram os grandes vencedores da 16.ª Corrida da Festa do «Avante!», disputada na manhã de domingo. A seguir classificaram-se Cristina Santos, da Sementes da Ribeira Nova, e Manuela Dias, do Benfica; no sector masculino subiram também ao pódio Luís Jesus, da Conforlimpa, e Artur Santiago, individual.

Feita vigorosa denúncia das discriminações

“As Mulheres e o Desporto em Portugal” foi tema de um debate moderado por Isabel Cruz, da área desportiva do CC do PCP. Na tarde de sábado, numa mesa instalada em pleno polidesportivo da Festa, sentaram-se também Nuno Cristóvão, treinador da selecção nacional feminina de futebol de onze, Lara Pinto, futebolista internacional e Suzana Pinto, atleta deficiente.

Classificações

Torneio de Xadrez (72 participantes)1.º - Ruben Pereira2.º- Francisco Correia3.º- Pedro Martins4.º- Andriy Ferents5.º- Victor Ulyanovskyy6.º- Georges Cherenov7.º - Andriy Sukhov8.º- Rogério Pires9.º- Valter Fatia10.º - Luís Parreira11.º- Hélder Figueiredo12.º - Jorge Aniceto13.º- Michel Akki14.º- Sena Lopes15.º - Mário...

Mais modalidades e participantes

Nos dias da Festa realizaram-se torneios de demonstração de Malha feminina, com equipas da ARPI de Pinhal de Frades e do Desportivo Parque Verde, e de Petanca, com equipas masculinas e femininas do Clube de Campismo de Lisboa, Clube de Campismo de Almada e Associação Recreativa de Emigrantes de Grândola. Ao todo, nos...

Os mais discriminados

Portugal vai na vanguarda dos acidentes de trabalho na Europa, sendo um dos poucos países onde os acidentes de trabalho são entregues às companhias de seguros e não à Segurança Social.A afirmação foi feita no Forum, domingo à tarde, durante o debate sobre o Ano Internacional do Deficiente, criado devido «à falta de...

A informação conquista-se

Nos dias de hoje, é necessário esforço e empenhamento, individual e colectivo, para obter informação verdadeira e de classe, sendo indispensável recorrer aos órgãos de comunicação do Partido. Esta ideia marcou a conversa de sexta-feira à noite, no espaço da imprensa comunista, no Pavilhão Central.Fernando Correia...

Resposta internacionalista à ofensiva geral

Prolongou-se por duas horas e meia o muito participado debate de domingo à tarde, no Forum do Pavilhão Central, sobre o actual momento na Europa, onde frequentemente foi feita referência a ideias analisadas durante o encontro de partidos comunistas e de esquerda que teve lugar sexta-feira.No final, Albano Nunes salientou...

Leis absurdas e monstruosas

A legislação sobre o funcionamento dos partidos políticos e o financiamento das suas actividades deve ser revogada, pois não representam qualquer avanço para uma reforma do sistema político, antes constituem um ataque aos direitos dos cidadãos se organizarem livremente. O tema foi analisado sábado à noite, no Forum, por...

Para grandes perigos, grandes lutas

O Código do Trabalho insere-se numa ofensiva mais geral, que coloca em causa a própria democracia, afirmou Jerónimo de Sousa, no debate de sexta-feira à noite, no Forum do Pavilhão Central. Alertando que este não é apenas mais um pacote laboral, como outros que o precederam desde os anos de contra-revolução, chamou a...

A utopia musicada

Das grossas colunas de som ouviu-se a música, por todos reconhecida, de que os espectáculos vão reabrir.Muitos apertaram o passo para não perder a «Carvalhesa» porque, afinal de contas, a vida são dois dias e a Festa são três.«Vingança festiva» no palco dos sonhosOs Renderfly, abriram os espectáculos de sábado e não...

A grande evocação da Revolução de Abril

Depois de uma abertura a convidar à dança com os escaldantes ritmos africanos de Tito Paris, «Ary, Lisboa e o povo» foi mais do que um estrondoso espectáculo na noite de sexta-feira. Aproveitando as modernas condições que o Palco 25 de Abril proporcionou através dos dois écrans de vídeo gigantes, o espectáculo que fechou a primeira noite da Festa do PCP foi um marcante acontecimento de música, cultura e pedagogia para as dezenas de milhar de espectadores que enchiam o recinto.

Defender a identidade do povo

O Palco Arraial é, decididamente, um dos mais interessantes espaços musicais da Festa do Avante!. Dedicado à divulgação dos sons e tradições do Portugal «profundo», este palco assume-se como uma importante arma de defesa da identidade nacional e das suas raízes populares. Com as várias bandas, coros, grupos e ranchos que...

Qualidade e variedade

Era em torno do palco de Setúbal que se estendiam as esplanadas e restaurantes do espaço desta organização regional. E se esta localização privilegiada poderia contribuir para atrair mais espectadores, a qualidade de quem lá actuou justificou plenamente que por lá se fosse ficando, que foi o que aconteceu com muitos dos...

«Um outro mundo é possível»

O mural gigante que inundava a avenida da Liberdade da Quinta da Atalaia deixava o repto, «Um outro mundo é possível com o socialismo».

Direito à justiça e à paz

A Festa do Avante! ficou marcada por uma mensagem do presidente da Autoridade Nacional Palestina. Yasser Arafat pediu o empenhamento da comunidade internacional para obrigar Israel a acabar com a «ocupação e colonização». Esta informação só foi possível...

Um dever revolucionário

A revolução cubana «está no coração do povo», afiançou Abelardo Curbelo, da delegação do Partido Comunista de Cuba, sublinhando a ideia de que as eleições «como as que há em outros países, nada têm de democrático». Esta constatação foi proferida no sábado, à tarde, durante o debate «Solidários com Cuba», após a pergunta...

Globalizar a luta, construir o socialismo

Uma viagem em torno da luta dos povos de todo o mundo contra o capitalismo e a guerra, em apenas três dias, foi o que a organização da Festa do Avante! reservou, este ano, para os visitantes do Espaço Internacional. «Um outro mundo é possível com o socialismo», lia-se à entrada deste espaço de solidariedade. «Venezuela,...

O golpe no Chile, 30 anos depois

«Chile de Allende e mudanças de regime. 30 anos do golpe militar» foi o motivo para o debate de sábado à tarde que, infelizmente, não pôde contar com a presença previamente anunciada de Juan Carlos Concha, membro do Comité Central do Partido Comunista do Chile e Ministro da Saúde durante o governo da Unidade Popular -UP-...

A Festa do Livro

Instalada num vasto espaço no topo do terreno, a «Festa do Livro» foi um sucesso verdadeiramente espectacular, com milhares de visitantes permanentemente a percorrer, compulsar, adquirir (sempre a preços mais baixos que os do mercado) ou, simplesmente espreitar os também milhares de títulos que os aguardavam.

Memória e transformação

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A miniatura sonhada do País que queremos

Reunido na Atalaia esteve todo um país. Partindo da realidade do Portugal real – que se estende para lá das redes que delimita o terreno onde se realiza a Festa do Avante! –, na Atalaia ergue-se um outro, com uma geografia muito própria. Aqui não há centros nem periferias, litorais e interiores: com dimensões diferentes, todas as regiões são iguais.

Portugal em poucas horas

A viagem continua pelo País comunista da Atalaia, que se percorre em poucas horas. Saindo das «regiões» maiores e visitando as mais pequenas, é difícil resistir à variedade das vivências e tradições, dos atrasos e das lutas para os superar. No espaço de Aveiro, lembra-se as lutas dos operários do calçado de 1943, ao...

Sem periferias

Na Atalaia – espécie de miniatura do País que queremos, com trabalho, lazer e alegria – as regiões mais esquecidas pelo outro Portugal (o tal que começa onde este acaba e que urge transformar pois este, a miniatura, só dura três dias) têm lugar de destaque, de igual para igual com todas as outras. Assim, Bragança – onde...

Viagem ao centro da Festa

Pela sua colocação no terreno, pelas suas dimensões, pela actualidade dos temas das exposições e dos debates, pelo laborioso investimento que os construtores da Festa do Avante! ali transpiram e pelo cuidado resultado que é exibido aos visitantes, o Pavilhão Central atraiu muitos milhares de pessoas.

Outras energias

Uma fotografia aérea, mostrando o percurso desde o Fogueteiro à Quinta da Atalaia, seguida de três dezenas de listas telefónicas, serviam para representar a história da Terra e assinalar alguns momentos-chave da sua cronologia. Umas dezenas de folhas de papel, no final da fieira de listas, representavam os dois mil anos...

Painel mural da Soeiro Pereira Gomes

«25 anos após a sua inauguração, este painel, resultado do trabalho colectivo de dezenas de artistas, é uma afirmação de liberdade e constitui um contributo decisivo para a divulgação da arte em Portugal, nascida e criada com a Revolução de Abril.«Utilizando diversos materiais – azulejo, cerâmica, pedra e betão – o...

XIII Bienal de artes plásticas

As artes plásticas estão sempre por toda a parte na Festa do Avante. Não é preciso procurá-las, basta passar as portas da Atalaia e logo as formas e as cores, os volumes e as superfícies nos convidam, nem sequer os lugares «reservados» a actividades mais caracterizadas escapam ao ordenamento e ao artefacto, à arrumação...

Os factos dão-nos razão

A Festa está aberta, viva a Festa do «Avante!» Viva a Festa do Povo e da Juventude, a Festa da esperança, da alegria, da fraternidade! Surpreendendo os que não conhecem a força das convicções, dos valores e de um projecto de transformação social, surpreendendo os que não conhecem a capacidade de realização, de criação,...

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«O Marxismo como concepção revolucionária do mundo» constituiu um dos debates mais participados no espaço da imprensa do Partido.Francisco Melo e Aurélio Santos falaram, sobretudo, da actualidade do marxismo-leninismo, teoria que constituiu um passo decisivo na história da humanidade, há séculos a sonhar com a destruição...

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«Para onde vai o mundo? Perigos e potencialidades» constituiu, sábado à noite, um debate que revelou as inquietações dos comunistas face às tendências da evolução mundial, mas também a certeza de que a luta dos trabalhadores e dos povos pode fazer alterar esta correlação de forças, como afirmou Luís Carapinha.De facto,...

Mudanças com luta

As mudanças sociais estão permanentemente a verificar-se e na actual fase do capitalismo, ao contrário do que alguns têm defendido, não eliminaram a luta de classes, defendeu Francisco Lopes no espaço da imprensa partidária, domingo à tarde. Pelo contrário, defendeu, o que se verifica é a agudização da luta, tanto a...