No distrito de Braga e no País a CDU é força de esperança

A CDU realizou, dia 19, um desfile pelas ruas de Braga, bem como um jantar com membros de Organizações Representativas dos Trabalhadores (ORT), em Guimarães.

Com a CDU, devolver a voz à região de Braga

Entre os ritmados sons do Grupo de Bombos de S. Pedro da Raimonda, teve início o desfile, com um particular foco colocado, em vésperas de 8 de Março, nas mulheres e na defesa da igualdade. Aqui, a comitiva da CDU foi distribuindo folhetos à população e pequenos comerciantes da cidade, falando sobre os seus problemas, e afirmando as soluções da Coligação PCP-PEV.

No final do desfile, com apresentação da candidata Bárbara Barros, acompanharam-na, no palco, os candidatos Filipe Gomes, Vítor Rodrigues, João Baptista, Ana Paula Quintela, Carlos Almeida e Sandra Cardoso, bem como Mariana Silva, da Comissão Executiva do PEV, e o Secretário-Geral do PCP.

Duas trabalhadoras deixaram ali os seus depoimentos. Palmira Oliveira, auxiliar de cantina, alertou para a crescente desigualdade, com baixos salários, e, no seu caso, trabalhando há 24 anos na mesma empresa, sem nunca ter subido de categoria. Já Ana Paula Quintela, trabalhadora de uma IPSS e dirigente sindical, fez questão de salientar que cada vez mais trabalhadoras têm horários desregulados no sector social.

Mariana Silva interveio de seguida, recordando as décadas de fascismo em Portugal e afirmando que, quando uma mulher vota, «é de vitórias que falamos», pois o direito ao voto das mulheres foi apenas conquistado pela Revolução. Esperançosa, afirmou que «é possível vivermos, e não apenas sobrevivermos», lembrando que os portugueses podem «contar com o PEV para continuarmos o caminho da igualdade».

O voto nas soluções
Já Sandra Cardoso salientou que, «50 anos volvidos da Revolução», muitos direitos foram conquistados por Abril (como o direito ao trabalho das mulheres, sem autorização do marido). «Abriram-se as portas», mas ainda há muito que fazer: a discriminação e o assédio persistem, quando às mulheres é negado o emprego por estarem em idade fértil, grávidas ou com filhos. O voto na coligação que une comunistas, ecologistas e outros democratas é o voto numa rede pública de creches, nas 35 horas semanais, no abono de família universal. No distrito são eleitos 19 deputados, e, destes, «uma será da CDU… pelo menos!», confia.

Por fim, o Secretário-Geral, reafirmou a confiança no projecto do PCP e da CDU. Uma confiança que permanece «mesmo quando nos mandam para baixo», com sondagens e comentadores. Numa «época propícia a afirmações pomposas», o dirigente comunista fez questão de realçar que, entre promessas do que nunca cumpriram, PS, PSD, CDS, IL e CH «enchem a boca com economia», mas quanto a salários, nada». Só a CDU, sublinhou, os obrigou a reconhecer, em debates, os baixos salários.

No entanto, «entre a afirmação e o acto, a distância é grande». E por mais promessas que possam fazer, as forças da política de direita nunca darão as respostas que a economia e o País precisam. Como o apoio às micro, pequenas e médias empresas, 99 por cento do tecido empresarial; ou como a garantia do direito à habitação; ou a taxação dos obscenos lucros da banca e dos grupos económicos. Problemas a que é preciso responder, como a fixação de preços de bens essenciais, como a comida, para colmatar a subida do custo de vida; ou a violência doméstica.

Já muito se conquistou, lembrou, como a despenalização da IVG, que fez há pouco 17 anos – e só com o reforço da CDU, será possível avançar mais. «Somos os portadores da esperança», concluiu.

 

Em Guimarães, com os trabalhadores

De noite, na associação Trovadores do Cano, mais de uma centena de membros de ORT apoiantes da CDU participaram no jantar que contou com o Secretário-Geral do Partido, Mariana Silva, Sandra Cardoso e também Margarida Botelho, membro do Secretariado do Comité Central do PCP.

João Baptista, da Comissão de Trabalhadores da IP, sublinhou a importância das ORT e da sua força, numa empresa onde o aumento salarial médio, de três por cento, foi inferior à inflação. Lembrando um Pedro Nuno Santos, então ministro da tutela, com um discurso para fora e outro para dentro, com ataques constantes aos trabalhadores da IP, afirmou a CDU como «força cristalina, que, ao contrário do PS, «não engana».

Por seu lado, Joaquim Daniel sublinhou os problemas trazidos pelo actual Código do Trabalho, «criado com o pretexto de “modernização” das leis do trabalho», mas que tem servido para aumentar a exploração. Só mobilizando os trabalhadores, recordou, é possível conquistar mais direitos, aumentar salários, pôr fim à precariedade. Propostas apresentadas pelo PCP, mas chumbadas pelos partidos da política de direita.

Já Sandra Cardoso reafirmou a urgência de aumentar salários, lembrando o exemplo da Amtrol Alfa, empresa onde, face a milhões de euros de lucro, deu-se apenas um aumento de cinco euros nos salários. Ou das cutelarias de Guimarães, onde não há aumentos não se aumenta os salários. «Dizem-nos que não é possível» aumentar salários e pensões, afirmou, mas é, «porque há dinheiro», está é muito mal distribuído.

Por fim, Paulo Raimundo, valorizando a presença de diversos democratas sem filiação partidária, sublinhou os «depoimentos sobre a vida real» que ali e em Braga se escutaram. A «realidade de milhões de trabalhadores que criam a riqueza», e cujo salário não chega ao final do mês. Um problema que foi deixado de lado da agenda mediática, dos discursos e dos debates – ou, pelo menos, praticamente o seria, não fosse a força da CDU em os impor.

Por fim, lembrando que «estamos a construir por baixo o que nos querem roubar por cima», com sondagens e comentários, considerou o voto na CDU como voto de protesto, indignação e com soluções. E, afirmando que «aqui estamos, com Abril» e com as suas muitas conquistas, sublinhou que a Coligação PCP-PEV irá ter mais votos, mais percentagem, e irá eleger Sandra Cardoso pelo círculo de Braga.

 



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