PCP reclama direitos no sector da vigilância
O PCP apela à luta e ao voto na CDU como formas de conquistar os aumentos de salários e os direitos há muito reclamados pelos trabalhadores do sector da vigilância. O patronato, esse, propõe «migalhas para 2024», acusa.
A proposta patronal de 5% de aumento é uma «humilhação» aos vigilantes
Num comunicado específico dirigido a este sector, o PCP lembra que há muito que os trabalhadores da vigilância são alvo de um «enorme ataque aos salários, com a consequente brutal perda de poder de compra, ataque aos direitos e outras regalias». Os vigilantes comunistas, acrescentam que «nos tem sido sucessivamente adiada a valorização e dignificação profissional que se exige».
O que está em cima da mesa, denunciam os vigilantes comunistas, é uma negociação na qual os valores adiantados pelos patrões «não ultrapassam os 5% de aumento». Ou seja, salientam, «há razões de alerta a todos para que intervenham no sentido da denúncia de tal humilhação aos trabalhadores da Vigilância». Mas há mais: o patronato estará a aproveitar-se de disposições governamentais que determinam que as empresas que assumam aumentos acima dos 5% «têm direito a um “pacote” de ajudas fiscais, resultando que, de facto, quem assumirá o miserável aumento dos 5% somos todos os trabalhadores, são os contribuintes».
Tendo em conta o brutal aumento do custo de vida que se verificou nos últimos meses, o PCP assume para este sector o valor de referência que, tal como a CGTP-IN, tem apontado para recuperar o poder de compra perdido: 15% para todos, nunca menos de 150 euros. Exige também, na Vigilância, o aumento do subsídio de refeição, acabando com as desigualdades entre profissões.
«É este o quadro negocial por que devemos lutar, são estes os valores que exigimos (a patrões e sindicatos) que sejam acordados. Não podemos cruzar os braços quando o que está à vista é o aprofundamento das nossas dificuldades do nosso empobrecimento», acrescenta.
Os vigilantes comunistas garantem que irão encetar «todas as formas de luta que assegurem a real melhoria dos salários», entre as quais salientam o voto na CDU a 10 de Março. Com o reforço eleitoral da Coligação PCP-PEV «os trabalhadores estarão mais respeitados e defendidos».