O mercado municipal de Santarém não pode ter gestão privada

O PCP defende a manutenção da gestão pública do mercado municipal de Santarém e rejeita a concessão a privados daquele serviço público. Numa nota da sua Comissão Concelhia, o Partido lembra que aquele equipamento foi reabilitado com orçamento público, criticando assim a decisão da maioria PSD e PS na Câmara Municipal, que corresponde a um «claro favorecimento» dos interesses privados.

Lembrando as «derrapagens orçamentais decorrentes do atraso de mais de um ano na conclusão da obra», o PCP denuncia o novo adiamento da abertura do mercado por mais um ano, «com a suposta necessidade de abrir concurso para atribuir a privados a gestão do espaço, alegando que o município “não tem vocação” para esta competência». Ora, salienta, a questão não está «no ter ou não ter vocação para gerir o mercado», mas na «opção política de dar aos privados tudo o que possa ter rendimento, mesmo que seja à custa do dinheiro público». O que não falta, garante o PCP, são mercados geridos directamente pelas câmaras municipais.

A entrega do mercado municipal aos privados, prevêem os comunistas, «representará uma gestão para dar lucro, com rendas mais caras para os comerciantes», que mais cedo ou mais tarde terão de aumentar os preços, empurrando assim os clientes para as grandes superfícies. Da parte do PCP, o mercado municipal deve permanecer na esfera da autarquia, «devendo ser esta a garantir que os comerciantes que ali venham a exercer a sua actividade tenham as condições adequadas à viabilização do seu negócio, ficando igualmente salvaguardados os interesses dos consumidores».

 

 



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