Chegar e reforçar o Partido

«Que não percam tempo! Se acreditam e acham esta causa justa, se acham que é uma causa que ajudaria muita gente, não percam tempo em vir ter com o PCP», é o apelo que faz Diogo, um dos mais recentes militantes com quem o Avante! falou esta semana, faz a todos que pensem de maneira parecida com os comunistas.

Mais uma vez, as histórias contadas pelos militantes mostram que não há um caminho linear para chegar ao Partido da luta, dos trabalhadores e do povo. A versatilidade coexiste com a singularidade quando se fala de motivações, anseios e percursos trilhados até ao PCP. Em simultâneo, estes novos comunistas clarificam uma coisa: o Partido, apesar de ponto de chegada para muitos, não é senão um ponto de partida para as fileiras da luta pela transformação do mundo.

Diogo é natural de São João da Madeira, tem 35 anos e afirma que já há muito que lhe ocorria a vontade de conhecer o PCP. Não tem familiares próximos que sejam militantes, mas os pais sempre se inclinaram à esquerda e reconheceram o papel do Partido na sociedade.

O seu primeiro choque com a realidade laboral, no grande retalho de um shopping, abanaram-no para aquilo que é a exploração diária a que os trabalhadores estão sujeitos. Decidiu, desde logo, que aquilo «não estava bem» e que era «preciso mudar alguma coisa».

A vida seguiu o seu curso. Ingressou num curso tecnológico de contabilidade e fiscalidade e está, de momento, desempregado. No ano passado, com o escalar da guerra na Ucrânia, prestou atenção à posição do PCP e achou-a, para além de justa, sensata e livre de qualquer tipo de hipocrisia.

Todos estes elementos fizeram-no olhar para a vida, para os que o rodeiam e para o cenário político nacional. A questão surgiu-lhe de forma clara: existem uns, os da direita e do «centro», que estão profundamente ligados aos interesses dos ricos, do patronato e do grande capital; e outros, como o PCP, que se distancia dessa realidade de exploração e faz por a combater. Não demorou muito a tomar uma decisão. Aproveitou a oportunidade de um comício, no dia 14 de Janeiro que se realizou na sua terra e contou com a presença de Paulo Raimundo. Falou e trocou ideias com vários camaradas. Inscreveu-se um mês depois e levou consigo o seu irmão.

Manuel é brasileiro e mudou-se para Sines há nem um ano. No seu país sempre apoiou o Partido dos Trabalhadores pois compreendia o contributo deste na luta por melhorias na vida dos trabalhadores e das camadas mais desfavorecidas da população. Aliás, foi logo aos 18 anos que percebeu o «caminho perturbador» que a direita pretendia para o seu país.

Já em Sines, refere que, com o aproximar das eleições gerais brasileiras, estava politicamente muito activo, o que contribuiu para, nas Tasquinhas de Sines, ir ter com os militantes que asseguravam uma banca no evento. Discutiu, debateu e concordou com a visão dos comunistas portugueses. Recebeu, naturalmente, um convite para conhecer melhor o Partido. Poucas semanas volvidas, este soldador do sector ferroviário de 34 anos, cobrou o convite e inscreveu-se.

Para a sua decisão, contribuiu sobretudo o desenvolvimento da luta que PCP constrói em conjunto com os trabalhadores e o povo, em articulação com o movimento sindical. A todos questiona: «porque não conhecer melhor e ajudar o partido que está ao lado dos que trabalham?»




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