Vigília no Barreiro contra ataque ao SNS

A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro marcou para amanhã, 3, uma vigília, às 19h30, frente ao Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM) pela manutenção de valências e reforço dos recursos e dos profissionais.

Feroz ataque ao Serviço Nacional de Saúde

A esta importante acção juntam-se as várias Comissões de Utentes do Arco Ribeirinho, acompanhadas pela Associação de Mulheres com Patologia Mamária, o Movimento Democrático de Mulheres e a União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN.

Em comunicado, os utentes lembram que «todos os dias» sentem o «desinvestimento crónico» no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e «diariamente» surgem notícias que dão conta do estado em que o SNS se encontra, «a funcionar sem meios técnicos, materiais e humanos suficientes».

«Há poucas semanas veio a público a possibilidade de a valência de Pediatria, no CHBM, começar também a funcionar em alternância» e, mais recentemente, «foi divulgada a intenção de tornar permanente a alternância dos serviços de Urgência Obstétrica, Ginecológica e de Bloco de Partos», esclarece a Comissão, acrescentando: «Nas últimas décadas assistimos ao encerramento de serviços no nosso Hospital, sem critério que justifique privar as populações da garantia de acesso próximo a direitos tão fundamentais para as suas vidas, quando aumentam os atendimentos em todas as valências».

O CHBM foi criado a 1 de Novembro de 2009 e integra o Hospital de Nossa Senhora do Rosário e o Hospital do Montijo. Tem mais de 30 valências clínicas e uma área de influência que engloba os concelhos do Barreiro, Moita, Montijo e Alcochete, servindo uma população de mais de 219 mil habitantes, de acordo com os Censos de 2021.

Moita
No mesmo dia, 3, a Comissão de Utentes «Pelo Direito à Saúde», de Alhos Vedros, promove uma concentração, junto ao Centro de Saúde, para denunciar a «grave» situação em que se encontra aquela freguesia do concelho da Moita, sobretudo devido à falta de médicos de família.

Litoral Alentejano
Numa concentração junto ao Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no passado dia 27, 50 utentes confrontaram o ministro da Saúde com as dificuldades do Serviço Nacional de Saúde na região e exigiram-lhe soluções. O governante não se comprometeu com nenhuma data para a resolução dos problemas, como a reparação das instalações degradadas, contratação de profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares, administrativos, técnicos de diagnóstico e terapêutica, entre outros), cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos, maternidade no HLA, entre outros assuntos.

 



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