Câmara de Loures paga muito e exige pouco!
A Câmara de Loures aprovou, no dia 22 de Fevereiro, um empréstimo bancário com encargos para o município de 13 milhões de euros, considerando os juros associados, para a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). A CDU absteve-se na proposta, considerando que o executivo PS/PSD, «ao mesmo tempo que se endivida para a realização do evento, não assegura e não exige ao Governo a garantia de um conjunto de investimentos» que considera «essenciais» para a realização da JMJ e, sobretudo, «para o futuro daquele território e da qualidade da população que ali vive e trabalha».
A Coligação PCP-PEV considera essencial assegurar a passagem formal dos terrenos onde irão decorrer os investimentos para a posse da Câmara; o desmantelamento do terminal de contentores da Bobadela e de Santa Iria de Azóia; a reabilitação das estações ferroviárias da Bobadela e de Santa Iria de Azóia.
Em nota de 22 de Fevereiro, a CDU e os seus eleitos reafirmam a «importância» que o evento pode ter para o concelho de Loures, «mas essa importância não pode ser passageira. Ela tem que se traduzir em elementos transformadores e qualificantes do território e das condições de vida da população.» «Os municípios não podem ser apenas quem paga parte do evento», consideram.
A maioria PS/PSD aprovou também, com a abstenção da Coligação PCP-PEV, um procedimento por ajuste directo de 5,3 milhões de euros para modelagem do terreno a Norte do rio Trancão que servirá a realização da JMJ. A este respeito, a CDU diz não entender que para um procedimento – que anteriormente já tinha ficado sem concorrentes – deste montante e envergadura seja dado apenas quatro dias para a apresentação de propostas por eventuais empresas concorrentes.