No ano que aí vem façamos acontecer

«Quando a maioria construir a solução, então as soluções responderão aos interesses da maioria», lembra Paulo Raimundo, que reitera o apelo a que, no ano que vai começar, «façamos das injustiças, forças para lutar».

Com confiança e determinação, avançar é possível

O Secretário-geral do PCP dirige, em mensagem de ano novo divulgada esta manhã, palavras de «esperança e confiança» a «todos os que vivem e trabalham em Portugal, mas também aos portugueses espalhados pelo mundo».

Paulo Raimundo adverte que «os tempos são de incerteza, de medo e justos receios», e considerou que «há razões para isso», pois, «a cada dia que passa estamos mais pobres, somos confrontados com brutais aumentos dos preços de tudo e em particular dos bens de primeira necessidade», mas igualmente da «energia, dos combustíveis, do gás».

«Sobe tudo, como sobem as taxas de juro que estão a ser um drama para milhares de pessoas com o agravamento brutal das suas prestações do crédito à habitação». Porém, «os salários, as reformas e as pensões não acompanham essa subida». Por isso, «são justos os receios que existem» face a uma situação nacional que «não é boa» e a um «quadro internacional de grande incerteza».

«Mas é exactamente no meio desta situação que se revela a profunda desigualdade com que estamos confrontados». Nota, nesse sentido, que «ao mesmo tempo que mais de 2 milhões de pessoas enfrentam a pobreza, que mais de 380 mil crianças se encontram em perigo de exclusão social e na pobreza, que mais de 3 milhões de trabalhadores ganham menos de 1000 euros de salário base, há quem vá enchendo os seus cofres com lucros como há muito não se viam».

«Perto de 4 mil milhões de euros é o resultado dos lucros dos 13 principais grupos económicos nos primeiros 9 meses de 2022», detalha ainda. «É este o grau de desigualdade que existe, a profunda injustiça na vida de todos os dias», insistiu o dirigente comunista, antes de questionar como, perante esta situação, se pode vir falar de esperança e de confiança?»

«Porque isto não pode e não vai continuar sempre assim», assegura Paulo Raimundo, que apelou a redobrar «forças para construir um País e uma vida melhor a que temos direito».

Isto porque «Portugal não é um País pobre, tem é sido empobrecido»; porque «há meios, recursos, vontades e forças capazes de pôr este País e a vida de cada um a andar para a frente».

«Nós todos temos a capacidade de abrir este caminho: aumentar os salários, as reformas; garantir os direitos das crianças e dos seus pais; pôr o País a produzir». O caminho «do desenvolvimento sustentável com uma aposta nos transportes públicos, na defesa do ambiente; de garantir a todos acesso à habitação condigna; do respeito por quem trabalha; de investimento no Serviço Nacional de Saúde e na Escola Pública; de maior justiça fiscal e de recuperação de soberania». Em suma, «o caminho de paz, desenvolvimento, de uma vida melhor», prosseguiu o Secretário-geral do PCP, para quem «a política patriótica e de esquerda responde aos interesses e necessidades da maioria dos trabalhadores e do nosso povo».

«Juntos vamos mesmo trilhar este caminho», reitera, considerando que «quando a maioria construir a solução, então as soluções responderão aos interesses da maioria».

«Com confiança e determinação, avançar é possível», concluiu.



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